<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545</id><updated>2012-02-15T11:11:42.719-02:00</updated><category term='caderno 3'/><category term='caderno de Abril'/><category term='caderno 2'/><category term='caderno 1'/><category term='Conto de Natal'/><title type='text'>Esboços,</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>101</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-3554867499004136949</id><published>2011-12-25T03:23:00.000-02:00</published><updated>2011-12-25T03:23:48.086-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>O Experimento - Natal</title><content type='html'>O bom velho levantou penosa e lentamente da cadeira. Faz tempo que já não tinha aquela força e há mais tempo ainda as dores no joelho incomodam. No movimento, derramou um pouco do café que trazia, queimando os dedos. Esboçou uma praga, mas se conteve. Afinal, era Natal.&lt;br /&gt;Chegou enfim à porta e abriu ao visitante:&lt;br /&gt;- O que deseja?&lt;br /&gt;- É você?&lt;br /&gt;- Eu? Eu quem?&lt;br /&gt;- Aquele de que todos falam.&lt;br /&gt;- Não... - essa pergunta nunca deixou de deixá-lo fora de si, no entanto, pensou no visitante e na sua provável confusão, respirou fundo e mudou a resposta - Sim.&lt;br /&gt;O homem peculiar que esperava em meio à neve mostrou indecisão, ou descrença ou qualquer coisa do tipo. Sei que ficou calado por quase um minuto, como se buscasse entender a resposta dada, com medo de fazer nova pergunta&lt;br /&gt;- Posso entrar?&lt;br /&gt;- Claro, desculpe minha falta de educação, você deve estar congelando. Venha, sente-se aqui, ou em qualquer lugar que lhe agrade. Volto num instante com chá. Você prefere limão ou canela? Eu particularmente prefiro o segundo. Ou quer café? Certo, apenas água. Volto num instante.&lt;br /&gt;O homem vestido de preto aproveitou para observar a sala. Era pequena, com móveis antigos e rústicos, como de costume naquela região. Na lareira crepitava um fogo aconchegante, de onde também vinha a maior parte da iluminação do espaço. Duas poltronas repousavam, uma de frente para a outra, com uma mesinha redonda de mogno ao centro. Havia apenas uma janela, não muito grande, de onde podia-se ver um poste iluminado lá fora. Um porta retrato descansava em cima da lareira.&lt;br /&gt;- É casado? Perguntou quando o velho voltou com sua água.&lt;br /&gt;- Sim... e não, novamente. Ela morreu há dois anos.&lt;br /&gt;O homem sentou-se numa das poltronas e deixou o chapéu preto sobre a mesa. O velho moveu-se em sua direção, oferecendo-lhe o copo.&lt;br /&gt;- Então, o que posso fazer por você?&lt;br /&gt;- Faço parte de um grupo de pesquisa. Estamos estudando os humanos. Nosso estudo é bem extenso. Fazemos testes comportamentais para melhor entendê-los, mas para isso é preciso levar em conta uma grande quantidade de material histórico prévio ao objeto. Além da história, é preciso conhecer as crenças individuais de cada objeto - estudo interessante - ou mesmo as não-crenças. Finalmente, também percebemos que os objetos são afetados por um conjunto de padrões e crenças solidificadas no emaranhado de ideias que carrega uma sociedade. E cada sociedade tem as suas. Contudo, como coordenador no departamento de estudos humanos do ocidente, não pude deixar de perceber diversas similaridades entre os mais variados círculos sociais. Ou seja, existem crenças e padrões recorrentes em muitas das sociedades que se encontram a oeste da Rússia. Um deles, é o seu caso - o bom velhinho ajeitou-se na poltrona e tinha ar de quem ainda nem começara a entender -. Não é de fato surpreendente. Afinal, existe uma espécie de conexão geral entre todos os países do globo, especialmente entre aqueles que mantem certos pilares filosóficos em comum, como é o caso da maioria dos povos ocidentais. Há também uma densa carga histórica que ajuda a explicar por que o índice de congruência cultural - chamamos de ICC - entre os povos de minha jurisdição é relativamente alto. Ou seja, não é comum que eu tenha que verificar fatos como este em pessoa. Porém, é a natureza do fato que me desperta a curiosidade. Veja bem, há diversos tipos de comemoração neste dia festivo em meio aos povos em questão, mas quase todos de alguma forma acabam por mencionar você, positiva ou negativamente. Pois bem, exigi uma pesquisa mais detalhada sobre sua pessoa e encontramos um vasto material, mas nem tudo era coerente. Decerto sabemos que existem informações enganosas ou incompletas, ou até mesmo&amp;nbsp;ingenuamente&amp;nbsp;compostas, no entanto havia uma parte mínima do acervo que contava uma versão completamente diferente do material mais recorrente. Tamanha disparidade chamou minha atenção e resolvi verificar alguns dados por mim mesmo. Quando relacionei as informações que tínhamos com os dados biográficos mais verossímeis, cheguei a - aí sim - surpreendente conclusão de que a grande maioria do material estaria equivocada. Posso imaginar que situações assim ocorram quando há necessidade de fazer humanos acreditarem em algo diferente da realidade para que haja um bem comum. Mas neste caso, é exatamente o contrário. A história que até agora tenho constatado ser verdadeira - e que pouco ou quase nada circula - é justamente aquela que, pelos cálculos, traria um maior desenvolvimento à sua raça. Portanto, julguei ser necessário que viesse em pessoa esclarecer tamanhas dúvidas. Você poderia me explicar?&lt;br /&gt;Foi a vez do velho ficar em silêncio por quase um minuto completo. Depois, soltou uma longa e gutural risada, seguida de uma sessão de tosse.&lt;br /&gt;- Você é uma das coisas mais interessantes que me aconteceram, com certeza! Se minha esposa estivesse aqui ela certamente já haveria mandado-o para fora, alegando que não suportaria tantas asneiras. Mas, sendo quem sou, não vejo razão para não acreditar no que você me disse. Além disso, tem algo estranho e diferente nos seus olhos. Quase consigo sentir suas dúvidas, sua honestidade. Eu só lamento que... eu temo que não saberei responder suas perguntas.&lt;br /&gt;- Quem sabe se eu me fizesse mais claro. Você participa de alguma forma do fornecimento dos presentes?&lt;br /&gt;- Não, não, céus! Ha, ha, ha.&lt;br /&gt;- Mas e na confecção dos ideias que circundam as festividades?&lt;br /&gt;- Bem, veja... não é raro acontecer de alguém um dia ter uma ideia boa e também uma boa intenção, mas outra pessoa, que não está comprometida com as mesmas boas intenções, usa sua ideia de forma leviana e às vezes maquiavélica. Essa é mais ou menos a minha história. Ou a história do Natal.&lt;br /&gt;- Entendo. Mas, por favor, explique-me. Qual era a sua ideia?&lt;br /&gt;- Eu simplesmente sonhei um dia ver todas as pessoas se importando mais com os outros do que consigo mesmas. Para exemplificar isso, comecei a dar presentes feitos por mim, minha esposa e meus filhos a quase todas as pessoas que conhecíamos. Mas os presentes não tem nenhum significado em si mesmos e... - abaixou a cabeça, abatido - dou-te certeza absoluta que nada tenho a ver com o que acontece hoje... no mundo.&lt;br /&gt;- Estou muito agradecido pelas respostas. Tenho que ir imediatamente reportar e documentar o que ouvi. Obrigado pela água. O homem peculiar ia se retirando em direção à porta, quando foi interrompido pela voz do velhinho:&lt;br /&gt;- Um dia ainda vai acontecer, sabe!&lt;br /&gt;- Desculpe, acontecer o quê?&lt;br /&gt;- Todas as pessoas se importarem mais com os outros do que consigo mesmas... Sei que não sou eu que farei com que isso aconteça, mas ainda assim acredito que um dia este meu sonho se realize, mesmo que não esteja mas vivo para vê-lo.&lt;br /&gt;-Entendo... Com todas as pesquisas que fizemos até agora, posso afirmar que a esperança é o principal combustível do humano... como é claramente no seu caso. Para o bem da sua raça, também tenho a esperança que sua visão se concretize. Obrigado, Nicolau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-3554867499004136949?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/3554867499004136949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/12/o-experimento-natal.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/3554867499004136949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/3554867499004136949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/12/o-experimento-natal.html' title='O Experimento - Natal'/><author><name>Levi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15861906498643155831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-FNOAMsyr7wc/TcrMOEogkgI/AAAAAAAAACc/TXa-qA2Fbaw/s220/esbocador.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-3151668086208219213</id><published>2011-11-28T20:26:00.001-02:00</published><updated>2011-11-28T20:35:05.908-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Barco Eterno</title><content type='html'>Quase sem velas, paira sob as águas&lt;br /&gt;Deslizando, pesado e lento.&lt;br /&gt;O capitão, absorto em solidão e fracasso,&lt;br /&gt;Iça, puxa, cansa e geme.&lt;br /&gt;Corre louco em redor, bradando,&lt;br /&gt;De punhos cerrados às vagas estrelas,&lt;br /&gt;Quase sem respostas ou nitidez ficam&lt;br /&gt;Longe e inalteradas, quase indiferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o homem-do-mar sabe&lt;br /&gt;Que delas vêm a vontade sobre o medo&lt;br /&gt;Na esperança última da luz.&lt;br /&gt;Qualquer uma! Morte ou vida!&lt;br /&gt;Porém...&lt;br /&gt;Nada...&lt;br /&gt;Somente um pálido olhar&lt;br /&gt;De quem está com preguiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vai ele, marujo condenado,&lt;br /&gt;Dobrando, passando, tremendo e gritando.&lt;br /&gt;E nem mesmo obtém resposta&lt;br /&gt;De seu único companheiro, frio e inflexível.&lt;br /&gt;Não dobra nem à direita ou à esquerda,&lt;br /&gt;Num mesmo ritmo semi-morto,&lt;br /&gt;Lento demais para revirar a mente de um são,&lt;br /&gt;E rápido o suficiente para dar passo&lt;br /&gt;A uma nauseante inquietação&lt;br /&gt;De quem nunca para,&lt;br /&gt;Nem mesmo para morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocado ali um dia&lt;br /&gt;Com a tal benção ou maldição&lt;br /&gt;De nunca afundar - por inteiro.&lt;br /&gt;De nunca perder seu timoneiro,&lt;br /&gt;E eternamente vagar pelo mar.&lt;br /&gt;Visão radiante... para um iniciante...&lt;br /&gt;Que distorce na primeira tormenta.&lt;br /&gt;E chocando com pedras e pedras,&lt;br /&gt;Atrai o desejo último - quiça inevitável&lt;br /&gt;De parar, enfim, parar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[escrito em Florença]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-3151668086208219213?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/3151668086208219213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/11/barco-eterno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/3151668086208219213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/3151668086208219213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/11/barco-eterno.html' title='Barco Eterno'/><author><name>Levi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15861906498643155831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-FNOAMsyr7wc/TcrMOEogkgI/AAAAAAAAACc/TXa-qA2Fbaw/s220/esbocador.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Florença, Italy</georss:featurename><georss:point>43.7687324 11.2569013</georss:point><georss:box>43.677000899999996 11.0989728 43.8604639 11.414829800000001</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-7691597481456010924</id><published>2011-08-16T15:12:00.005-03:00</published><updated>2011-11-03T14:22:53.426-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>de dentro... para dentro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;sabe, meu mundo, como os pés movem&lt;br /&gt;e não raramente aparecem errados?&lt;br /&gt;a gente fala coisas tortas&lt;br /&gt;e nelas crê,&lt;br /&gt;sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cada giro meu&lt;br /&gt;torna ao mesmo lugar&lt;br /&gt;e insisto em girar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os dias vazios transbordam as semanas,&lt;br /&gt;numa vontade niilista de viver só&lt;br /&gt;com choros que não caem&lt;br /&gt;sabendo do erro.&lt;br /&gt;sabendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o desejo é de ter perto&lt;br /&gt;na distância de um sorriso&lt;br /&gt;uma presença de amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enquanto o pensamento vem mutilado&lt;br /&gt;das tormentas todas de dentro&lt;br /&gt;passando aperto no peito&lt;br /&gt;para morrer, em maré,&lt;br /&gt;de saber,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu monto pilhas e pilhas&lt;br /&gt;de trapos esparsos&lt;br /&gt;sem, espero, tombar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e não ofereço. não! não ofereço!&lt;br /&gt;assaltado por mim, guardo,&lt;br /&gt;e o peso empurra&lt;br /&gt;para as águas,&lt;br /&gt;fundas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;olha, meu mundo,&lt;br /&gt;e percebe o erro?&lt;br /&gt;insisto no terceto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mesmo aqui as palavras se agrilhoam&lt;br /&gt;viciadas no torpor do pensamento&lt;br /&gt;que, machucado, ilude o resto&lt;br /&gt;a fim de ferir mais&lt;br /&gt;fundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não posso dizer somente&lt;br /&gt;aquele medo latente?&lt;br /&gt;não sei ser só...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-7691597481456010924?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/7691597481456010924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/08/de-dentro-para-dentro.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7691597481456010924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7691597481456010924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/08/de-dentro-para-dentro.html' title='de dentro... para dentro'/><author><name>Levi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15861906498643155831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-FNOAMsyr7wc/TcrMOEogkgI/AAAAAAAAACc/TXa-qA2Fbaw/s220/esbocador.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-4248122620172617885</id><published>2011-07-28T16:07:00.000-03:00</published><updated>2011-07-28T16:07:14.465-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Ela vai casar</title><content type='html'>Sempre que passava a mão nas flores do jardim se sentia assim, como elas. Seu vestido florido ajudava, cabelos morenos balançando. Uma mecha escorria retorcida pelos olhos, apontando ao nariz gracioso. Quando a porta abriu, abriu também um sorriso. Tanta história passava por aquele dia, os sentidos se misturavam todos de tão intensos e densos. Aquele homem que abria caminho pelo passeio a mudara desde o primeiro encontro.&lt;br /&gt;Num começo com muitos doces e poucos amargos, trocavam palavras de afeição, como amantes mesmo fariam. Tempo juntos era sempre lucro e os dois se deliciavam com os minutos. Se o céu estava limpo, era uma grande oportunidade de&amp;nbsp;saírem&amp;nbsp;ao mundo, com olhos curiosos e sedentos. Os momentos acompanhados marcavam a história de cada. Provavelmente veriam os parques, as árvores e os pássaros alguma vez na vida, contudo o coração torna as coisas tão mais relevantes quando as vemos ao lado de quem se ama. Se o céu escurecia, era a oportunidade perfeita de cerrarem a porta de casa, procurando jogos e brincadeiras infantis. Agradeciam a chuva. Nem sequer o tempo que passavam separados era desperdiçado. Seus afazeres todos ganhavam especial tempero pela sensação extasiante de um sei-lá-o-quê incontido que banhava seus dias, seus sorrisos e choros.&lt;br /&gt;Sim, houve muitos choros. Até certo ponto, era coisa natural, porém foi piorando e as cosias acinzentaram de vez na primeira crise. Era doença. Tinha também imaturidade. O que lhe ardia era como a imensa maioria das vezes, ele estava certo de fato, e ainda mais, quando estava errado, ela tinha de se comportar como se fosse o contrário. Não suportava! Era como trezentas mil calúnias à sua existência, um presente atestado de invalidez moral. Quando as doenças, passaram, a imaturidade continuou. As brigas eram tão constantes quanto os abraços. Os dois cresceram, os dramas também. Fizeram tantas viagens, para dentro ou para fora que ao que tudo indica não conseguiriam lembrar de todas. Mas, não importa o estado em que iam, continuavam selando seus calendários com seus bons momentos.&lt;br /&gt;Descobriram que era mais ou menos assim. Enquanto os poetas e escritores displicentes escreviam sobre o amor, eles o vivam - todos os seus lados. Havia dias - e como havia - que não se olhavam. A raiva cerceava os quartos, num pulsante alerta a todos que andavam pela casa. Ele, sempre mais maduro, era responsável pela maioria das iniciativas. E ela sofria com isso. Tentava sempre estar mais preparada, melhor para ele, mas aos seus olhos falhava incessantemente. Assim, frustava-se e recolhia-se como animal ameaçado, sentidos atentos à qualquer demonstração que possa ser interpretada como agressiva. Odiavam seus erros e viam-nos projetados no outro. No entanto, com esperança persistente, reconciliavam-se. Buscavam amar - e suportar os defeitos.&lt;br /&gt;Tudo chegou a este momento. Os cabelos esbranquiçados dele estavam cada vez mais ralos. E em questão de dias, entregaria ela aos cuidados de outro homem. Ela foi ao seu encontro, pronta para sua última caminhada com ele... como solteira:&lt;br /&gt;- Bom dia, pai. Vamos? &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-4248122620172617885?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/4248122620172617885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/07/ela-vai-casar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/4248122620172617885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/4248122620172617885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/07/ela-vai-casar.html' title='Ela vai casar'/><author><name>Levi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15861906498643155831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-FNOAMsyr7wc/TcrMOEogkgI/AAAAAAAAACc/TXa-qA2Fbaw/s220/esbocador.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-6088815150797486130</id><published>2011-06-20T22:28:00.000-03:00</published><updated>2011-06-20T22:28:43.402-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Sinfonia do céu</title><content type='html'>Em tons claros passa o dia,&lt;br /&gt;Retorcendo o laranja em azul,&lt;br /&gt;Enfeitado de pingentes brancos,&lt;br /&gt;Rastros dos anjos imaginários,&lt;br /&gt;Caminhos de qualquer fantasia,&lt;br /&gt;Que deslizam em bandos,&lt;br /&gt;Como dirigíveis intocáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pé um verde ralo, pouco e sincero&lt;br /&gt;Suporta o astro-rei na escalada solitária&lt;br /&gt;(a qual nenhum homem jamais fará igual),&lt;br /&gt;E dando também certeza&lt;br /&gt;de que é&lt;br /&gt;real&lt;br /&gt;e também realeza.&lt;br /&gt;Do pó vemos acima,&lt;br /&gt;E do pó acreditamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um pouco, o azul,&lt;br /&gt;Na tristeza de um amor perdido,&lt;br /&gt;Roxeia o laranja,&lt;br /&gt;Nos últimos abraços&lt;br /&gt;De uma despedida carregada,&lt;br /&gt;Uma tristeza sem carga, nua e inevitável,&lt;br /&gt;Cuja dor vem consolar&lt;br /&gt;Pelos trovadores do ar,&lt;br /&gt;Aqueles tantos que de anos caminham,&lt;br /&gt;Chegando às vezes mortos...&lt;br /&gt;Mas não sua música,&lt;br /&gt;Interpretada sempre&lt;br /&gt;Pela dama&lt;br /&gt;Branca e tímida,&lt;br /&gt;Que por ora, de vestido volumoso&lt;br /&gt;Mostra tanto, tanto&lt;br /&gt;Que nela nadamos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo harmonia,&lt;br /&gt;Entre a diária sinfonia do céu&lt;br /&gt;E meu ser calado,&lt;br /&gt;Que enfraquece voz ao lado,&lt;br /&gt;Por desgosto de ser tão destoante&lt;br /&gt;Parece que o ritmo, no fim, é diferente&lt;br /&gt;E deve ela mesma seguir à frente&lt;br /&gt;Enquanto prendo eu no meu atraso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-6088815150797486130?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/6088815150797486130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/06/sinfonia-do-ceu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6088815150797486130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6088815150797486130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/06/sinfonia-do-ceu.html' title='Sinfonia do céu'/><author><name>Levi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15861906498643155831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-FNOAMsyr7wc/TcrMOEogkgI/AAAAAAAAACc/TXa-qA2Fbaw/s220/esbocador.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-5946779568876086873</id><published>2011-06-17T16:04:00.000-03:00</published><updated>2011-06-17T16:04:43.084-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Daquelas injustiças</title><content type='html'>Num campo de sossego e frescor de orvalho&lt;br /&gt;Eu na pressa de um oblíquo caminhar&lt;br /&gt;Lembro do mover calmo das ondas do mar&lt;br /&gt;Das brancas leves nuvens ao passo que passo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo a nítida manifestação de vida&lt;br /&gt;Da flor-sangue que convida à admiração&lt;br /&gt;Solitária e tão bonita em minha mão&lt;br /&gt;Que o vento, indignado, mergulha de cima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranca em raiva do campo e de mim as pétalas&lt;br /&gt;De magnificência vermelha de flor&lt;br /&gt;E o céu quase chora como não fez em décadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu peito é obrigado a carregar esperança&lt;br /&gt;Para um mundo onde não se cabe ou aceita&lt;br /&gt;Contando piada quando alguém não alcança&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-5946779568876086873?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/5946779568876086873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/06/daquelas-injusticas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/5946779568876086873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/5946779568876086873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/06/daquelas-injusticas.html' title='Daquelas injustiças'/><author><name>Levi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15861906498643155831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-FNOAMsyr7wc/TcrMOEogkgI/AAAAAAAAACc/TXa-qA2Fbaw/s220/esbocador.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-3771957391811372058</id><published>2011-05-30T21:33:00.001-03:00</published><updated>2011-05-30T22:04:06.688-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Meio-homem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem começo ou fim. Era assim que ele via sua vida, envolto das mais variadas histórias, de tantas experiências resolvidas que as estradas nunca acabavam e do nada partiam. Se alimentava delas quase humanamente e guardava cada uma como pedras preciosas enfiadas numa caixa, dentro de um baú, na última estante de uma prateleira no fim da sala. No seu tempo livre, quando não tinha que organizar e reorganizar os livros, mexia com sua coleção, porque gostava mesmo era de misturar. Uma personagem de um encontrava um reino de outro que sofria de uma terrível demanda de um terceiro, resolvida pelo elemento salvador não encontrado em nenhum deles. De vez em quando ainda esboçava seus próprios homens e mulheres - nunca herois, para não terem tanta responsabilidade assim -, e arranjava encontros casuais, como graça de uma coisa diferente que nem sequer mudou. Determinada vez, pensou num homem largo e baixo, de rosto feio e cabelos ruivos; vestia panos como os outros, mas verdes, como só de alguns; deu-lhe nome e cor dos olhos; vinha de uma família normal, com exceção da mãe, que perdera a sanidade, obrigando-o desde pouca idade a se emaranhar por entre a feira, na agilidade de um pequeno necessitado - e nunca foi pego. Um de seus irmãos fugira, mas ele permaneceu, por medo ou pela vontade de ver a mãe curada - sabe aquela louca esperança que vem e vai ao nada? Sua participação no enredo se resumia em esbarrar por um breve momento na principal personagem, sem nem sequer fazê-la desviar o olhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perdia-se por tanto tempo naquela biblioteca que, se alguém o encontrasse, talvez não o considerasse humano. De fato, seus feitos fogem do normal; desenvolveu outros tipos de habilidade para que sua sobrevivência fosse garantida, entre elas, a principal era a de viver entre tantas histórias sem perder o rumo da que vivia. Qualquer outro em seu lugar sairia a galope por dentro da cidade matar um dragão ou facilmente se penduraria com corda no teto diante da escuridão dos tempos. Mas ele não. Ele conseguia discernir o escuro do claro (mesmo que ficasse confuso em certos tons), comia e digeria livros, sabendo quais eram proteínas, carboidratos, cálcio e ferro. Sua sede pelas águas daqueles mundos além das letras era&amp;nbsp;insaciável, intensa, indistinguível; não ousava de lá sair... sabia onde estava seu tesouro - se pelo menos pudéssemos nisso ser como ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mais, observava alguns aventureiros passarem pelas estantes, torcendo para que não pegassem seus livros prediletos, mas ao mesmo tempo os querendo compartilhar - mas não podia falar-lhes, não conhecia as letras e sabia das regras: a biblioteca exige silêncio para a alma, silêncio sagrado. Ainda mais, nunca esquecera de suas promessas, das condições que o possibilitaram atravessar seu mundo, caindo neste outro. Não queremos falar de sua antiga ocupação - não podia ser melhor que a atual -, mas entendia que não podia mais permanecer lá. Foi-lhe dada chance de redenção, mas não em seu próprio mundo. Seus crimes não permitiam-lhe compartilhar da pureza de sua terra, no entanto não o impediam de conviver conosco, desde que confinado. Por sabedoria de seus reis fora enviado a um lugar quase obsoleto, onde poderia se esconder sem prejudicar os humanos-outros (linguagem deles para se referirem a nós), estabelecendo um contato mínimo. Desde então, morava entre os livros, sem saber um palavra sequer, porém enchia as páginas com histórias da terra natal, com suas criaturas e possibilidades. Pouco depois que chegara, quase todas as capas já carregavam seus contos. E nunca os conheceremos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-3771957391811372058?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/3771957391811372058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/05/meio-homem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/3771957391811372058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/3771957391811372058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/05/meio-homem.html' title='Meio-homem'/><author><name>Levi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15861906498643155831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-FNOAMsyr7wc/TcrMOEogkgI/AAAAAAAAACc/TXa-qA2Fbaw/s220/esbocador.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1524346786089680357</id><published>2011-05-17T17:53:00.002-03:00</published><updated>2011-05-19T10:37:36.338-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>debaixo do pano</title><content type='html'>os homens gritam por socorro&lt;br /&gt;querendo enfim saber o que se faz&lt;br /&gt;quando um sonho se apaga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os rios secos correm vazios&lt;br /&gt;queima ainda a chama abafada&lt;br /&gt;cresce o broto sem raiz&lt;br /&gt;tudo acontece como que nada&lt;br /&gt;colhem-se de campos sem sementes&lt;br /&gt;um quadro pinta sem cor&lt;br /&gt;o homem sem desculpas&lt;br /&gt;se humilha ao falar de amor&lt;br /&gt;pede por favor pra dor que sente&lt;br /&gt;que esconde nos dias frios&lt;br /&gt;como se não desse a perceber&lt;br /&gt;que água nenhuma há no rio&lt;br /&gt;vem trazendo do jeito que&lt;br /&gt;sabe o gesto louco de quem&lt;br /&gt;não se importa com um prego&lt;br /&gt;na mão, na esperança de ninguém&lt;br /&gt;ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1524346786089680357?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1524346786089680357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/05/debaixo-do-pano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1524346786089680357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1524346786089680357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/05/debaixo-do-pano.html' title='debaixo do pano'/><author><name>Levi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15861906498643155831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-FNOAMsyr7wc/TcrMOEogkgI/AAAAAAAAACc/TXa-qA2Fbaw/s220/esbocador.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-7364202122022891721</id><published>2011-05-05T22:19:00.001-03:00</published><updated>2011-05-20T17:18:22.273-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>O homem que viajava no tempo</title><content type='html'>E se houvéssemos inventado a máquina do tempo? Ou ainda mais... e se o homem, um dia, fosse abençoado com o dom da manipulação temporal? Como andaríamos em humanidade? Teríamos a tão desejada possibilidade de corrigir erros passados, mas lógico, demandaria algum tempo até que chegássemos às melhores estratégias. Primeiro iríamos voltar, voltar, ir, voltar e ir, só pela diversão e curiosidade, até que percebêssemos não saber mais onde estamos, que o tempo perdeu sentido e não sei mais se é o meu tempo, ou de um outro eu que também está fora no momento. Depois do desespero inicial e a busca desenfreada pela sua casa (que não mais teria sentido de lugar, mas de sua época natal), encontraríamos uns tantos viajantes em busca das mesmas coisas. Nos denominaríamos pelo ano que os poderes chegaram (considerando que atingiram toda a linha do tempo igualmente) e nos ajuntaríamos em bandos, procurando fazer os cálculos para voltar aos nossos próprios segundos. Afinal, saímos num momento, mas não significa que os momentos deixaram de passar. Poderíamos saber o dia e ano em que deixamos nossa casa, mas poucos saberiam as exatas horas, minutos e segundos. Ainda mais poucos saberiam as exatas horas, minutos e segundos que chegaram no seu destino, restando sãos apenas aqueles que, por prudência ou desânimo escolheram nunca viajar.&lt;br /&gt;Com algum tempo, nos conformaríamos, passando a viver no presente como se fosse seu próprio tempo. Aprenderíamos a usar as habilidades em casos extremos: o número de mortes cairia drasticamente, todos evitando a foice nos últimos suspiros, mas descobriríamos que nada nos impediria de morrer. O fato de poder fugir de quase tudo não nos possibilita fugir de nós mesmos, e se nossos corpo sofre, sofrerá até o fim. &lt;br /&gt;Numa tentativa de felicidade - novamente pela fuga - as viagens começariam a se dar uma vez que nós fizéssemos escolhas erradas, que levam à dor. E pronto, o remédio do instante girou o mundo rapidamente. Sentiríamos dor, voltaríamos atrás, prevenir o acontecido. Até que nos deparássemos com muito menos situações de prazer. Por alguma razão, a proporção de coisas boas depende das más, ou pelo menos que se enfrente determinadas situações. Uma nova estratégia correu o mundo: uma vez que nossos planos falhassem, voltaríamos e tentaríamos de outra forma, até que obtivéssemos bom resultados. Nossa alegria residiria na conquista desses pequenos momentos.&lt;br /&gt;A frequência das viagens aumentaria assustadoramente, quase como epidemia, o que correria pelos jornais de todos os tempos (que tem jornais). Haveria grande decepção quando, visto que a circulação temporal era intensa pela filosofia corrente de viagens no tempo, cada viagem traria uma situação nova, mesmo que voltando minutos atrás. Numa briga de casais, um profere um dito maldito e decide voltar para refazer, passando dois segundos sozinha, a outra volta para evitar a "talvez-fuga" do amado, que por sua vez encontraria sua querida de não sei que tempo, com não sei que mentalidade, que talvez já tenha passado por umas tantas situações como da que veio o um, e... vê-se o imbróglio.&lt;br /&gt;Haveria também aqueles que aproveitariam as oportunidades para roubar e fugir, na expectativa de nunca serem achados. Mas aqueles do futuro, percebendo padrões e repetições, conseguiram desenvolver técnicas para seguir os traços de um, espalhando-as pelos mais diversos tempos possíveis, a fim de procurar seus piores criminosos. Haveria também muita fome. Com a inconstância do homem, as plantações deixariam de ser cuidadas, sem grande reposição humana, o que faria com que presidentes do mundo inteiro voltassem no tempo para evitar lidar com tamanhas pressões.&lt;br /&gt;O tempo ia ou não passando, e as pessoas não conseguiriam nutrir relacionamentos duradouros, sempre com a sensação de não serem seus. Não se acharia mais o amor ou o interesse pelo próximo. Seria tudo em vão e todos pereceriam, pouco a pouco, segundo a segundo, sem poder controlar a si mesmos. Até que, de fome, acidentes, crimes, idade, saúde (e suicídios), tantos morreriam, que não se poderia contar os corpos. E enfim, restariam aqueles poucos fieis, que no início decidiram não se entregar à loucura do mundo, ou se arrependeram a tempo, permanecendo e se aperfeiçoando. E ensinariam a mesma coisa a seus descendentes, até que chegasse um tempo em que, pelo prudente desuso, ninguém mais saberia possuir poder algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;E nada impediria deste ser o tempo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-7364202122022891721?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/7364202122022891721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/05/o-homem-que-viajava-no-tempo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7364202122022891721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7364202122022891721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/05/o-homem-que-viajava-no-tempo.html' title='O homem que viajava no tempo'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1602380925997749846</id><published>2011-04-20T13:37:00.001-03:00</published><updated>2011-04-20T13:37:57.104-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>O mito das portas</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Acordei na penumbra e refiz minha rotina. Os dedos hábeis vagueavam na escuridão infinita, grossa e densa como uma nuvem de fumaça. Ouvia-se sempre os mesmos barulhos, de uns tantos semi-mortos (para os pessimistas) que iniciavam seus dias. Não sei o que faziam, nunca os via, sabia que estavam lá, no entanto. Criou-se esse hábito naturalmente, de não se interessar pelos afazeres de outros, provavelmente há alguns anos atrás, tanto que tirando o não-sei-quem de quem nasci, nunca entrei em contato direto com algum outro. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Algumas vezes, no entanto, uma criatura aparecia, tocando um som metálico e dizendo coisas, coisas, coisas:    &lt;br /&gt;- O novo nascer vem de dentro! Só de si! Só de si!     &lt;br /&gt;E de novo:     &lt;br /&gt;- E a vida é para si! De nada mais precisa!     &lt;br /&gt;Mas não respondia. Receava que roubasse minhas palavras. Não tinha muitas delas e esse homem passava de quando em quando recitando coisas todas novas. Talvez estivesse roubando-as de outros enquanto os insitava a falar. Afinal, eu não conseguia dizer coisas maiores, ele sempre diria algo de maior sentido, apagando os meus. E o que são palavras sem sentido?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Estive pensando, e talvez só não esquecemos que existem palavras por causa dos incessantes murmúrios que alguns de nós produzem e enchem por alguns instantes o ar – que logo abafa o som… Talvez não sejam murmúrios, mas palavras todas conexas e seguidas – imagine só tamanha beleza! – que o ar desfaz em poucos segundos. Quem sabe estão tentando contato! Mas nós, aqui, nem mexemos músculo em rumo algum e não se encontra ninguém porque ninguém ousa se mover… Um encontro! Como será? Como serão os outros? Iguais a mim? Poderão dizer-me como sou? Tenho apenas o tato nu e áspero de meu corpo, mas nunca consegui decifrar as formas que me foram dadas… Talvez encostando em outro possa ter uma ideia, uma melhor imagem. Quero conhecer minha formas! E assim, hei. Hoje largo meu instrumento, meu local e vou em busco de murmúrios! Deixaria meu sustento, meus pertences e de bom grado minhas obrigações e preocupações! Já não posso me encher mais dessas coisas vis! Eu vou… vou agora, isso, agora… eu vou… eu… [silêncio] mas quando sair, será que volto? Meus instrumentos nada sabem dizer, não haverá barulho que me guie de volta para cá… E se os tais murmúrios forem vãos? Sons debéis de bestas ferozes procurando alimento ou máquinas estranhas e abandonadas. Em nada adiantaria deixar tudo. Talvez eu mesmo me transforme em besta fútil à procura de alimento enquanto digo bobagens.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Demorei mais uns três sonos para me decidir. Uma vez que considerei a possibilidade de saber melhor de mim, sentir qualquer outro, as rotinas diárias começavam a me incomodar, a deixar de ser as mesmas. Até que um dia a perturbação tomou tamanha conta de mim que não podia mais concentrar as mãos, tremiam e em pouco tempo era eu inútil. Larguei e dei os primeiros passos. Pensei no que ficava para trás. Pensei-o mais afundo e andei mais ainda. Em pouco tempo já me sentia livre – deve ser a melhor sensação que existe, andar à toa. Ouvi, então, os murmúrios, que me direcionaram. Na mudança de direção, meu pé prendeu em algo e me senti pesado, indefeso, tonto e um vento correu pelo meu rosto, logo antes de sentir um impacto como nunca antes me percorrer de cima a baixo. Pensei de pronto como estava melhor parado, se nunca tivesse me mexido, não haveria sentido tanta dor – nem lembro a última vez que doí. Senti o chão assim pela primeira vez. Levantei-me e considerei que dificilmente acharia meu velho lugar novamente. Não tinha tantas opções: ou ficava, ou ia. Não só em movimento, mas fiquei em mim mesmo por todo o meu tempo, queria ir, ver se alguma coisa valia mais a pena.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O som nebuloso ecoava ainda à distância (ou pelo menos parecia, poderia estar diante de mim, mas o escuro o encobria). Era o único ponto em que poderia reclinar, sem outra direção, alguma qualquer pista. Sei que via-me andando, mesmo não mais acreditando na minha fé. Sei lá como funcionam essas coisas!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Após uns tantos passos que nem sei quantos, percebi algo curioso, um algo que se destacava do negro lugar. Um ponto tímido que atravessava a cortina de escuridão em sua forma toda disforme, como que dançando a um som até então desconhecido. Era tão diferente que gastei não sei quantas horas observando (podia ser nem uma sequer), até demorei a me dar conta que o som partia da mesma direção. Foi como se um rio todo quente descesse pelo meu corpo, ativando tudo que tinha em mim… meu ânimo se restaurou, sentia mesmo que caminhava rumo a algo, não mais uma possibilidade remota de um nada. Foram mais algumas horas e o ponto crescera um tanto, mas algo mais curioso aconteceu. Numa das pausas intermitentes daquele gemido inexpremível que seguia, ouvi um outro som tão curioso quanto logo ao lado. Um som que arranhava o ar, com estalos constantes, mas em diferentes intensidades. Desviei-me um pouco da minha rota (certificando que não perdia de vista aquele ponto). Andei um quê, até que senti algo embaixo roçar num outro corpo que se afastou instintivamente, parando aquele som arranhado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Silêncio.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Aí percebi como seria genial criar um meio de testar o ambiente, qualquer som que pudesse ser reconhecido e respondido:    &lt;br /&gt;- Alô?     &lt;br /&gt;- Alô? – algo respondeu     &lt;br /&gt;- Preciso saber… é alguém como eu?     &lt;br /&gt;- Preciso saboré elguém com’eu?     &lt;br /&gt;- Que som você faz?     &lt;br /&gt;- Que shom vossefas?     &lt;br /&gt;E assim minhas palavras tentavam ser copiadas, como se um ser estudioso analisasse cada centímetro das minhas falas. Talvez não soubesse falar por si só, apenas reproduzir toscamente alguns sons. Quem sabe passou tanto tempo sendo ele mesmo que passou a copiar tudo, inclusive a si, sendo que qualquer coisa diferente não poderia ser absorvida… seu mundo era um retrato de algo que não conhecia. Não sabia de mais nada fora dele. E então…     &lt;br /&gt;- prrae trazheunciii ka’ham… quirtumiana balaey…     &lt;br /&gt;E eu:     &lt;br /&gt;- prai trajeuncil kãm? quirtumiana balei?     &lt;br /&gt;Mal me vi e também reproduzia aquilo que não sabia. Nunca imaginava que haveria de ter sons que faziam algum sentido, mas que eu não os entendia. E também conclui que o outro corpo devia ser igual a mim… afinal, temos os mesmos impulsos, as mesmas tendências, fora este calor familiar que nos cerca.     &lt;br /&gt;Pensei o impensável. Avancei em direção à respiração rouca perto de mim. Com meus primeiros passos, escutei outros, adiante, no mesmo caminho. A aproximação era lenta, e a cada passo meu, sabia que havia um passo dele, como uma fuga velada. Quando me dei conta que o tirava do lugar que possivelmente ficara durante toda a sua vida, parei, com medo de ter arruinado o eterno conforto de alguém. Dois momentos depois, um estrondo percorreu o escuro, com sons metálicos e tilintantes e depois um baque surdo. Não sabia se fugia eu ou se fugira ele, mas minhas dúvidas se dissolveram quando um gemido agudo e baixo se deu início, meio progressivamente. Não sei ao certo que tipo de feitiço poderia ser (minha mãe já falara sobre uns tipos que encantam outros… e do resto já não lembro), mas algo em mim doeu. Uma dor intensa que subia e fazia-me tremer tudo aquilo que não conheço. De repente, a dor transbordou pelo meu rosto e, novamente, tive as mesmas atitudes que meu irmão-de-raça: um som feio e inconstante saía desde o ventre até a boca, e já não tinha controle sobre mim mesmo.     &lt;br /&gt;Imaginei… não, &lt;em&gt;absorvi&lt;/em&gt; toda a dor exalada no grito de meu irmão. Presumi que estava no chão, então me estiquei abaixo. Toquei. Estranho. Há tanto tempo que não tocava nada além de meus próprios instrumentos, e encontro o mesmo tecido áspero e duro e os gemidos não cessavam. Passeei pelo corpo desconhecido e me deparei com saliências frias e mais duras ainda. Mais uma vez, experimentei o que nunca tinha me passado antes: uma tristeza calada, surda, mas exposta. Como um passo em falso, um tropeço num momento de certeza. E me dei conta que aquele… ou aquilo poderia não ser como eu… não tinha a minha consistência macia e irregular, mas era reto, mesmo nas imperfeições, frio como eu nunca fui. Abandonei-o.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Foi quando percebi que perdi o ponto que seguia. Dei voltas e voltas (não sei quantas são possíveis dar) e caiu em mim que havia perdido tudo o que já tive: minhas coisas, meu lugar, minhas certezas, meu lugar, trabalho, intrumentos, lugar, descanso, paciência, lugar, etc. Só o grito incessante do bixo áspero às minhas costas. E aí, senti-me fechado, como se me encolhesse para me expandir vigorosamente, como se um ruído mudo bagunçasse meus pensamentos a ponto de não me concentrar em nada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Uns tempos de caminhada incerta depois, a nuvem que cobria minha mente se dissipava e pude ouvir aquele primeiro (e às vezes maldito) som, que me deslocara pela primeira vez. Já não tinha para onde ir com certeza, então caí nos seus trilhos novamente. Por não sei quanto tempo. Fica difícil medi-lo sem qualquer referência constante (que seja conhecida, ao menos), mas sabemos que ele está lá, observando a todos, controlando seus movimentos num ritmo irônico. Finalmente, ouvi uma voz familiar, mas não tenho certeza se gostei. Vinha ele, com suas frases incômodas e seus sons metálicos, o ladrão de palavras.    &lt;br /&gt;- Decepção. Frustração. Raiva. São estes os nomes daquilo que sentes quando se sai de si mesmo!     &lt;br /&gt;- Não vale a pena! Não vale! É pequeno, é incerto.     &lt;br /&gt;e ainda:     &lt;br /&gt;- Se faz melhor quanto menos se olha ao lado!     &lt;br /&gt;Suas falas rebatiam em mim, nas minhas intenções fechadas. Medo meu, quando percebi que ele também percebeu. Parou. Sua voz ficou mais seca, aguda, afiada, cortava tuda à frente, até que parava em mim, como ameaça:     &lt;br /&gt;- E você? Que anda e nem sabe para onde. Que toca como se houvesse algo no ar. Que busca nada mais que solidão e desespero. E ainda se deixa parar em minha frente e recusar tudo em que viveu! Louco! Pisará em um buraco, em pisos falsos, em nada e cairá, lentamente, até que o corpo trema todo de medo e depois chegue a dor, ardendo em tudo, recobrando todo tipo de vacilo.     &lt;br /&gt;Não sei se viu que ainda não mudava minha posição, apesar de estar todo vacilante, mas agravou o tom… me assustei, pois senti que sabia ele tudo de mim:     &lt;br /&gt;- Lembra? Lembra de quando despertou outro ser? Estava ele em seus ritmos e sonos constantes e prazerosos. Você o desestabilizou! O fez tropeçar e quebrar tudo aquilo em que havia trabalhado! Além de sentir o que nunca antes experimentara: rugidos de dor, choro! Você! Foi você que causou seu declínio. E simplesmente foi embora…     &lt;br /&gt;Quando lembrei daqueles sons estranhos, do calor que em mim fazia, fiquei fraco como nunca. E caí, sem que nada me derrubasse. Ele estava certo, o ladrão de palavras estava… Fui eu que arruinei a vida daquele ser de palavras estranhas… Então, veio-me a mente a ideia mais maluca: Se aquele talvez-irmão dizia coisas totalmente diferentes das minhas, como que este ladrão só falava aquilo que eu entendia? Me dei conta do improvável… Mesmo sem trocar nunca palavras com ele, roubara minhas ideias! Dizia tudo aquilo que me causava medo e temor, criava correntes invisíveis, pesos silenciosos que não permitiam sequer me arrastar. Ao fundo (do que via, ou do meu pensamento, sei lá) apareceu novamente a luz. Me fez lembrar daquelas possibilidades, do porquê estava aqui e não mais ali, de como a vida nem vida direito era… era só repetição.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ocorreu-me que depois de tempo o ladrão sumira. Levantei e retomei passos, aquele mesmo caminho de antes. O som que emitia a luz tornava-se mais intenso e decifrável. Era todo estranho (como tudo que vinha experimentando), como se as palavras (que não sei se sabia) eram todas juntas, mas dançavam no ar… Sentia-se subir e descer sem nem vê-las e aos poucos vi que meu corpo acompanhava seu ritmo. Quanto mais perto, mais reconhecia sua beleza, e mais tremia adentro&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Foram muitos momentos. O feixe de luz era já uma grande foco, que chamaria a atenção de qualquer um que ali estivesse.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Cheguei em frente a ela. O som parou. Todo o resto também. Pensei que ela faria algo, que a escuridão mudaria, mas apenas uma grande expecativa pairava no ar, carregando todos os pensamentos. Senti-me atraído, por um breve instante, mais ainda não sabia o que fazer. Até que meu corpo se esticou sozinho e a tocou, mais fundo e cada vez mais… Até que tudo aquilo que conhecia estava mudado. A deprimente negritude cessara a ponto de haver tantas diversidades de coisas que nunca vira antes, mas traziam consigo um entusiasmo, uma vida incessante e explosiva. Era tudo um tanto claro, e quanto menos claro, mais coisas diferentes apareciam, mas podia-se… ver. Aquele som de outrora aparecia agora com outra forma. Eram conversas, que nunca ouvira antes, mas compreendia como se na minha própria fala:    &lt;br /&gt;- Esperei tanto, chamei tanto… Estou todo em cores por ter finalmente chegado. E veja como está mudado!     &lt;br /&gt;- Mudado?     &lt;br /&gt;- Era aquele homem pequeno e franzino, nunca de estatura, mas de pensamento. Ouviu meu chamado e recompôs forças para me buscar, mesmo que minha insistência teve de ser constante.     &lt;br /&gt;- Constante? Não era meu corpo sofrendo?     &lt;br /&gt;- Quem o trouxe até aqui em segurança? Segurou os ventos e abriu os obstáculos a sua frente que nem sequer sabia da existência? Quem deixou que sentisse tudo aquilo que precisava para compreender este momento? Quem deixou que vacilasse, mas no momento exato recuperou suas forças, fazendo-o ainda mais forte? E, principalmente, quem deixou que soubesse daquelas coisas que nunca vira ou ouvira antes, como a própria luz? Fui eu que o ensinei desde os primeiros momentos, e preparei para que hoje chegasse aqui, mas ainda não acabou.     &lt;br /&gt;Tudo o que ele falava desdobrava-me em mais partes, penetrando em cada parte. Fazia sentido na minha cabeça… e mesmo não entendendo tudo o que acontecera até aqui, tinhas algumas respostas e a sensação de poder conseguir mais.     &lt;br /&gt;- Mal chegou e esqueceu a razão por que veio. Não queria &lt;em&gt;se &lt;/em&gt;ver? Olhe!     &lt;br /&gt;Tornei minha visão para mim mesmo, o máximo que conseguia. E admirei pela primeira vez minha própria forma. Todas ainda sem nome, mas cada um com seu desenho único, suas únicas funções. Todo o funcionamento dos meus dias tomava um sentido novo e me sentia quase completo.     &lt;br /&gt;- Não se engane, filho. Ainda não descobriu quem é de fato. A sua próxima opção lhe dirá como será. Poderá você se arriscar no desconhecido de um mundo com respostas – nem sempre as que gosta – e belezas diferentes… estará mais vulnerável por ver os estragos que uma queda pode ter em sua pele, mas conhecerá cada parte do corpo até que chegue o momento de se ver inteiro. Ou poderá voltar para onde estava antes, se achar suficiente, se achar desconfortável. Mas saiba… eu o tenho com &lt;em&gt;rhwlerkj&lt;/em&gt;.     &lt;br /&gt;Entendia tudo, até aquela última palavra. Era tudo novo e nada podia fazer se não acreditar, mas se algum jeito sabia que o mais importa ainda não havia compreendido. Aquela palavra misteriosa ecoou dentro do meu corpo agora com forma, numa curiosidade desconfortável. Entendi o que ele dizia quando falou sobre um vulnerabilidade desconcertante.     &lt;br /&gt;- Não se preocupe. Apenas decifrará a palavra em que pensas quando conseguir me ver.     &lt;br /&gt;- E como faço isso?     &lt;br /&gt;- Caminhe pelo chão que está – que, por sinal, é terra, mas não qualquer uma… areia.     &lt;br /&gt;Cheguei até duas aberturas. Cada qual levava a um lugar.     &lt;br /&gt;- Uma delas o leva de volta, e a outra a mim. A escolha é sua… mas ambas as portas estão abertas. A grande leva ao mundo escuro. Seus ancestrais a abriram e a fizeram larga. A pequena o guia pelos meus caminhos. Ela estava trancada, mas foi aberta por um preço alto. Venho esperando e chamando todos os que me quiserem desde então.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Uma parte em mim foi tomada de medo. Percebi que nada seria como antes, mas num intenso e constante desconforto se tomasse a voz como certa. Tudo o que aprendera deveria ser reaprendido. E então me dei conta que nunca duvidara daquela voz e fazia dela toda a verdade. E se fosse simplesmente outro ladrão? Outro que queria-me acorrentado? A sensação de voltar ao que era antes trouxe um completo desânimo. Arriscaria, mesmo se minha vida fosse perdida por isso. Me arrastei pela entrada pequena, chegando no que a voz chamava de “verde”.    &lt;br /&gt;- Agora, aonde você está? Para que eu possa vê-lo? Não quer mais que eu veja? – eu clamei.     &lt;br /&gt;Veio, então, a luz… E finalmente percebi que este misterioso ser de misteriosas palavras não emitia uma luz, mas era a luz. Chegou, trazendo consigo uma peça que chamou de “espelho”. Levantou e disse:     &lt;br /&gt;- Eu quero. Veja!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;e, num momento inédito, meus olhos se viram.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1602380925997749846?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1602380925997749846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/04/o-mito-das-portas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1602380925997749846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1602380925997749846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/04/o-mito-das-portas.html' title='O mito das portas'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-2812067429797100758</id><published>2011-03-22T09:04:00.002-03:00</published><updated>2011-05-30T11:30:04.280-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>A Onda</title><content type='html'>Meus olhos ardem de intenso pavor    &lt;br /&gt;Da visão daqueles meus feitos.     &lt;br /&gt;Fazem balançar meu céu,     &lt;br /&gt;Partilham minha terra,     &lt;br /&gt;Roem meus ossos,     &lt;br /&gt;pedaço a pedaço,     &lt;br /&gt;metade à metade,     &lt;br /&gt;Na louca agonia     &lt;br /&gt;De um ritmo louco     &lt;br /&gt;Que penetra a carne.     &lt;br /&gt;Lá ao fundo se encontra     &lt;br /&gt;De sangue um tantinho     &lt;br /&gt;Escondido do corpo     &lt;br /&gt;Dando-se o direito     &lt;br /&gt;(Daquelas leis pessoais     &lt;br /&gt;Nem o coração mal sabe)     &lt;br /&gt;De consigo esconder a vida.     &lt;br /&gt;Deixa, então, aquele resto     &lt;br /&gt;Numa desesperada batida     &lt;br /&gt;De quem não sabe nadar:     &lt;br /&gt;Sabe e vai – apodrecerá     &lt;br /&gt;Mais Cedo ou tarde…     &lt;br /&gt;A carne, sem sangue     &lt;br /&gt;Fará a falta precisa     &lt;br /&gt;Que o corpo precisa     &lt;br /&gt;Pra terminar de morrer     &lt;br /&gt;E não sei enfrentar esta onda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Pai esquecido,    &lt;br /&gt;Faz deste remendo     &lt;br /&gt;Quem sabe um dia     &lt;br /&gt;Um belo remédio.     &lt;br /&gt;Agarra pelos pulsos     &lt;br /&gt;Sem que caia e parta     &lt;br /&gt;Meus tantos ossos     &lt;br /&gt;Que estão à porta.     &lt;br /&gt;Bota em mim padrão     &lt;br /&gt;Me bota para amar     &lt;br /&gt;Sem aquela variação     &lt;br /&gt;E inconstância lunar     &lt;br /&gt;Que basta a semana     &lt;br /&gt;Pra mudar de cara     &lt;br /&gt;E nem faz de conta     &lt;br /&gt;Que da gente lembra.     &lt;br /&gt;Sei que só a sua mão     &lt;br /&gt;Pra parar minha perda,     &lt;br /&gt;E só esse seu coração     &lt;br /&gt;Pra perdoar este louco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-2812067429797100758?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/2812067429797100758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/03/sem-titulo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/2812067429797100758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/2812067429797100758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/03/sem-titulo.html' title='A Onda'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-5479889849408211242</id><published>2011-01-12T15:17:00.001-02:00</published><updated>2011-01-12T15:17:48.649-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Nas entrelinhas</title><content type='html'>&lt;p&gt;Dos olhos de um novo rapaz   &lt;br /&gt;Aos risos de uma linda mulher    &lt;br /&gt;Vemos traços de música,    &lt;br /&gt;Sem uma exata harmonia:    &lt;br /&gt;Notas cambaleantes e inseguras,    &lt;br /&gt;No aguardo do que há de vir,    &lt;br /&gt;Ensopam a camisa branca,    &lt;br /&gt;Dilatando as pupilas dos solistas    &lt;br /&gt;Enquanto o coração dita o passo    &lt;br /&gt;Cada vez mais rápido do metrônomo&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em poucos segundos,   &lt;br /&gt;Uma colcheia atropela a outra,    &lt;br /&gt;Dois arcos se desafiam,    &lt;br /&gt;Quatro mãos deslizam pelas teclas    &lt;br /&gt;Em desordenada fantasia de calma,    &lt;br /&gt;Como um pássaro orgulhoso que cai    &lt;br /&gt;Mas tem as asas quebradas.    &lt;br /&gt;Toma o veneno sem hesitar,    &lt;br /&gt;A vida caminha torta,     &lt;br /&gt;Sem mais certo lugar&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Até que duas pausas pousam juntas   &lt;br /&gt;Seguidas de breve, semi-breve, mínima    &lt;br /&gt;Todas elegantes acompanhadas.    &lt;br /&gt;Entreolham-se hesitantes    &lt;br /&gt;Com confiança, não obstante    &lt;br /&gt;Pisam juntas, marcam passo,    &lt;br /&gt;Encontram mãos lúdicas    &lt;br /&gt;E bocas secas de esperança:    &lt;br /&gt;Finda-se a música,    &lt;br /&gt;Bem-vinda a dança    &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-5479889849408211242?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/5479889849408211242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/01/nas-entrelinhas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/5479889849408211242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/5479889849408211242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2011/01/nas-entrelinhas.html' title='Nas entrelinhas'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-8088432560723909717</id><published>2010-12-19T19:32:00.001-02:00</published><updated>2010-12-19T19:32:08.183-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>De estar só</title><content type='html'>&lt;p&gt;Nada pinta mais o rosto,    &lt;br /&gt;Nem seca esse molhado,     &lt;br /&gt;Ou refaz aquela dor     &lt;br /&gt;Dum peito enjaulado&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um espaço vago se vê    &lt;br /&gt;Nem música, arte ou sonhos     &lt;br /&gt;Invadem aquilo que falta     &lt;br /&gt;Sem os tais sorrisos bobos&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ah! E então?    &lt;br /&gt;Quem dera soubesse     &lt;br /&gt;o remédio da solidão     &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-8088432560723909717?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/8088432560723909717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/12/de-estar-so.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8088432560723909717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8088432560723909717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/12/de-estar-so.html' title='De estar só'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1267942638750078142</id><published>2010-12-03T14:11:00.000-02:00</published><updated>2010-12-03T14:11:57.182-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Como um trem</title><content type='html'>Que roda e range sem parar,&lt;br /&gt;Olhando o céu, sobre o mar,&lt;br /&gt;Cruza o verde tocado por pássaros,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alaranjado e constante&lt;br /&gt;Na música sua de máquina,&lt;br /&gt;Quente no ventre negro e sólido,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paredes que não se&amp;nbsp;contém&lt;br /&gt;O coração salta sem vez&lt;br /&gt;Os trilhos titubeiam e fogem de lugar,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero pensar&lt;br /&gt;Só quero passar&lt;br /&gt;Não quero pensar&lt;br /&gt;Só quero passar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grito surdo é atendido&lt;br /&gt;Na encruzilhada, diverge&lt;br /&gt;Compreende a escolha solitária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu raciocínio muda do vício&lt;br /&gt;Olhos tentar recuar&lt;br /&gt;Por saudades do ar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estabelece errados os passos,&lt;br /&gt;E a dor no coração&lt;br /&gt;Faz a terra tremer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um longo e sonoro gemido é ouvido&lt;br /&gt;Os giros contrários:&lt;br /&gt;Rubros em fúria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora? E agora? E agora?&lt;br /&gt;E agora? E agora?&lt;br /&gt;E agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sempre um novo caminho&lt;br /&gt;Uma rua justa, bela e robusta&lt;br /&gt;Onde vão em paz tuas rodas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1267942638750078142?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1267942638750078142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/12/como-um-trem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1267942638750078142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1267942638750078142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/12/como-um-trem.html' title='Como um trem'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-7904286146703673244</id><published>2010-11-24T16:01:00.001-02:00</published><updated>2010-11-26T20:18:59.610-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>sobre Asia Bibi</title><content type='html'>Há cerca de um ano e meio, uma mulher resolveu matar a sede de seus cinco filhos, dela e de seu marido no Paquistão. Providenciou água vinda do poço da vila onde morava, encheu o jarro normalmente usado para esse fim, que fica sempre ali ao lado e, sem saber, sentenciou-se à morte. Vista por outras mulheres da vila, foi acusada de profanar o jarro de uso comum pois era cristã num país muçulmano. Tais mulheres foram ao clérigo da região e acusaram &lt;a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/11/mulher-crista-e-condenada-a-morte-no-paquistao.html"&gt;Asia Bibi&lt;/a&gt; de blasfêmia ao profeta Maomé, crime passivo de pena de morte no país - que, por sinal, não necessita de testemunhas que confirmem o fato. Asia Bibi passou mais de um ano presa, sem saber se sua vida seria ou não tirada no dia seguinte.&lt;br /&gt;Ela não foi a&amp;nbsp;unica vítima - nem a última - a ser condenada à morte por razões religiosas. Tivemos recentemente no Irã o caso de &lt;a href="http://www.liberdadeparasakineh.com.br/"&gt;Sakineh&lt;/a&gt;, que recebeu pena de morte por adultério, sendo que seu marido já se encontrava morto. O problema se deu pois culturalmente no país uma mulher não deixa de estar casada por ser viúva. E traição conjugal resulta em morte por apedrejamento (prática encontrada inclusive na Torá judaica e também no Antigo Testamento cristão).&lt;br /&gt;Situações assim causam espanto na nossa cultura ocidental, que supostamente são construídas sobre a base dos direitos iguais a todos os humanos, não obstante sua classe, raça ou credo. Facilmente somos impelidos a nos indagar "como podem fazer decisões tão cruéis assim por tão pouca coisa?". Alguns mais radicais sugerem ações mais assertivas de seus governos a fim de estabelecer a verdadeira paz no mundo e findar a tirania. Mal percebemos e já estamos invadindo um novo Iraque.&lt;br /&gt;Eu acredito no estatuto dos direitos humanos e sinto indignação diante de ocasiões como as citadas, afinal, como cristão, prezo pelo amor, respeito e vida, a partir das quais rejeito a possibilidade de julgar uma outra pessoa por seus erros, sabendo que também cometo meus próprios pecados, muitas vezes piores. Os julgamentos de Asia e Sakineh para mim transpiram injustiça, mas será que com isso ganho o direito de &lt;i&gt;impor&lt;/i&gt; a minha própria justiça? Se acreditamos que as pessoas são intocáveis em suas escolhas - ou seja, que não podemos discutir seus gostos ou suas concepções de certo e errado -, não podemos isentar países como Paquistão e Irã dos mesmos direitos.&lt;br /&gt;Mas então me diriam "é diferente! O certo ou errado das pessoas de meu país não ferem a ninguém, uma vez que não ferem nossa lei. Lá?! Lá sim, a lei é injusta e deixa passar marcas, mortes e rusgas!". Quanta inocência um pensamento assim. Só mostra como não conseguimos enxergar além de nossa própria cultura, como é quase impossível tirar os óculos com quais estamos desde pequenos. Não culpo ninguém por isso - eu mesmo tenho essa extrema dificuldade -, mas devemos ter a noção de que nem todos consideram como verdade as nossas verdades - afinal, os crimes de Asia e Sakineh são vistas, aos olhos de seus povos, como ofensa ao seu país, uma vez que estes decretem religiões oficiais. Por um lado, temos o direito de divulgar nossas verdades ao acreditarmos que essas trarão consigo o bem, mas por outro, os próprio estatuto dos direitos humanos não permite que &lt;i&gt;imponhamos &lt;/i&gt;nossas crenças - sejam elas espirituais ou somente morais.&lt;br /&gt;Como posso então buscar a justiça se não posso aplicá-la? Num cenário nacional - mais especificamente no Brasil - podemos aplicar as verdades da igualdade, uma vez que a mesma é apoiada pela constituição. Mais ainda, podemos e devemos impor as verdades da honestidade, do cuidado aos pobres, da luta pela prosperidade de todo o país. Num cenário internacional, as linhas são levemente apagadas, uma névoa cobre o chão impedindo-nos de ver nossos pés. Não significa que não devamos arriscar nossos passos, nos posicionar através de pressões políticas, abaixo-assinados, de até mesmo decisões mais radicais como sanções ou boicotes. Porém, sinceramente, não sei qual a linha que permite uma ação incisiva - ou se há essa linha. Não concordo com invasões como a dos EUA no Iraque, contudo ao mesmo tempo dói meu coração negar uma intervenção externa nas vilas africanas que castram suas meninas, por questões culturais.&lt;br /&gt;Como cristão, também não creio em várias verdades, apenas uma - não raramente negada pela nossa cultura. O que significa que diariamente sou confrontado com situações que para mim são erradas, mas para grande maioria das pessoas não há problema. No entanto, como vivo num país laico - também supostamente -, não posso investir contra uma pessoa porque ela adulterou, ou humilhou alguém querido, pois tais coisas não vão contra a lei do meu país. O que está em minhas mãos é divulgar a minha verdade. Posicionar-me para que consigam ver onde piso em termos morais e espirituais. Meu Deus mandou-me que amasse a todos como a mim mesmo, depois de amá-lo acima de tudo. Contra essas coisas não há lei. Ao menos não uma presente no Supremo Tribunal de Justiça, mas que lei me protegerá de favorecer minha família ou meus princípios em detrimento do meu trabalho? Ou escolher educar sexualmente meus filhos para que sejam heterossexuais, sendo que vivo e estudo num ambiente onde isso pode ser considerado preconceito? O que digo é que todo dia sou obrigado a não impor minhas verdades, mesmo que eu possa apresentá-las (dentro de um determinado preço). Talvez assim também seja diante de países que acreditem que nosso mal é seu bem. Talvez não possamos impor, apenas nos posicionar e esperar, com o coração pulsante, que seus caminhos sejam alterados... Eu também tenho que conviver com amigos que tomam decisões ruins (para meus olhos e fé), sem forçá-los a mudar... apenas divulgando e esperando... É um lado cruel da realidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-7904286146703673244?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/7904286146703673244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/11/sobre-asia-bibi.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7904286146703673244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7904286146703673244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/11/sobre-asia-bibi.html' title='sobre Asia Bibi'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-8510784916524207533</id><published>2010-10-25T09:49:00.001-02:00</published><updated>2010-10-25T09:51:56.484-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Crescer é um processo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/TMVvTBr5GHI/AAAAAAAAAGQ/ClK8rHEKi3w/s1600/gota+e+planta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/TMVvTBr5GHI/AAAAAAAAAGQ/ClK8rHEKi3w/s320/gota+e+planta.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vem, filho. Este usou suas curtas pernas para pisar no misto de grama e terra, no jardim de casa.&lt;br /&gt;A mãe pegou o vaso de barro cheio de terra, abriu o saquinho em suas mãos e depositou gentilmente cada semente em sua posse. O menino aprendia com os olhos, sedentos, ao ver a mãe remexendo a terra e molhando.&lt;br /&gt;- É assim!&lt;br /&gt;Era assim! E em algum tempo, viria a ser como uma de suas irmãs ao lado, grandes e robustas. Partiu a mãe. Ficou o menino, olhando. Olhava a terra, não mais virgem, olhava o tempo, o Sol. Talvez o Sol quente secaria as frágeis sementes. Seu destino foi a cozinha, em frente à janela, para não ficar com saudade de suas irmãs. Agora é o menino que estava plantado no piso da cozinha, ao lado da pia que gotejava. Olhou, olhou, olhou a terra, olhou o tempo, olhou o relógio e mediu o momento. Os olhos acompanhavam o ponteiro dos segundos, ignorando os outros dois. Este descia mais rápido, e subia também, era mais vantajoso. Olhou a terra mais de perto, para ver se algo se mexeu. Como nada acontecia, pôs o vaso de barro embaixo da pia gotejante. Pingo, pingo, olhar, olhar. Algumas gotas já escorregavam pela terra, mas nada acontecia. Olhou o relógio e os segundos continuavam a rodar, rodar. Abriu mais a torneira, e um filete de água matava a sede da terra. Olhou a água, a terra, o tempo, o relógio. Nada, mas nada. Rodou a torneira como o ponteiro dos segundos roda no relógio (mas para o outro lado). Agora as sementes deviam estar saciadas, deviam crescer. A mãe chegou e o menino ainda estava plantado, quase molhado. Perdeu um vaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino estava olhando para o ponteiro errado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-8510784916524207533?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/8510784916524207533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/10/crescer-e-um-processo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8510784916524207533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8510784916524207533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/10/crescer-e-um-processo.html' title='Crescer é um processo'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/TMVvTBr5GHI/AAAAAAAAAGQ/ClK8rHEKi3w/s72-c/gota+e+planta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1044755852706166676</id><published>2010-10-19T22:51:00.000-02:00</published><updated>2010-10-19T22:51:15.703-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Olhando cavalos</title><content type='html'>Não é raiva, rusga&lt;br /&gt;Já nem sei...&lt;br /&gt;É isto: por que palavras?&lt;br /&gt;Nelas há cores e sons únicos&lt;br /&gt;Que fogem de qualquer lápis&lt;br /&gt;Voam ligeiras&lt;br /&gt;Dentro das paredes&lt;br /&gt;E não se alcançam&lt;br /&gt;Por que, então, fingir?&lt;br /&gt;Se o que tenho não é nada&lt;br /&gt;Não sei se me importo&lt;br /&gt;Sei que não as &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;im&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;porto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1044755852706166676?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1044755852706166676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/10/olhando-cavalos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1044755852706166676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1044755852706166676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/10/olhando-cavalos.html' title='Olhando cavalos'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-8026283030298760278</id><published>2010-10-14T14:04:00.000-03:00</published><updated>2010-10-14T14:04:56.308-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>Michael Moore</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://jc3.uol.com.br/blogs/repositorio/capitalismo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://jc3.uol.com.br/blogs/repositorio/capitalismo.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;para ver, pensar e agir²&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-8026283030298760278?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/8026283030298760278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/10/michael-moore.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8026283030298760278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8026283030298760278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/10/michael-moore.html' title='Michael Moore'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1072394104525164069</id><published>2010-10-14T10:56:00.001-03:00</published><updated>2010-10-14T11:19:33.443-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>Elisa Lucinda</title><content type='html'>&lt;a href="http://letras.terra.com.br/elisa-lucinda/835673/"&gt;Só de sacanagem - Elisa Lucinda (letra e vídeo)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vale a pena ver, pensar e agir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1072394104525164069?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1072394104525164069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/10/elisa-lucinda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1072394104525164069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1072394104525164069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/10/elisa-lucinda.html' title='Elisa Lucinda'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-8916939774424007639</id><published>2010-10-14T10:53:00.001-03:00</published><updated>2010-10-14T18:56:16.897-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Cosmic Clones</title><content type='html'>Olhos de luz de noite me vigiam&lt;br /&gt;No meu calcanhar&lt;br /&gt;Perseguidores vorazes, minha vida aceleram&lt;br /&gt;Rasgando a alma para cunhar moedas,&lt;br /&gt;Uma como a outra,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sois vós figuras de mim?&lt;br /&gt;De meu próprio pensamento?&lt;br /&gt;Dizeis o querer do corpo sem sua permissão&lt;br /&gt;A chance de um quadro completo matais&lt;br /&gt;Tornais a luz escura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a luz escura perde o brilho...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-8916939774424007639?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/8916939774424007639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/10/cosmet-clones.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8916939774424007639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8916939774424007639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/10/cosmet-clones.html' title='Cosmic Clones'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-6910291187706514129</id><published>2010-09-14T22:52:00.000-03:00</published><updated>2010-09-14T22:52:53.854-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>grandes problemas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;olhe e pense...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V449JIMZ6DE/TIjJ9GdTmGI/AAAAAAAAANY/tjoeTa5tx9k/s576/drowned_by_ssilence.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/_V449JIMZ6DE/TIjJ9GdTmGI/AAAAAAAAANY/tjoeTa5tx9k/s320/drowned_by_ssilence.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;[por&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://ssilence.deviantart.com/art/drowned-155245727"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;ssilence&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;in deviantart&lt;/span&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;O mundo deve ter algo de errado. É fato. Ou talvez a cama (de casal) na qual acordo não seja suficientemente confortável. Quem sabe o clima seja o principal responsável por este peso enferrujado de agonia que me cerca - em mim e nos outros. A cada dia, um novo Sol, uma nova perspectiva. Os raios de luz penetram o quarto e podemos vislumbrá-los ou rejeitá-los com a cara amassada no travesseiro. A cada dia os pés - das seletas sortudas pessoas que podem - caminham por novos territórios - quem sabe alguns dias tocamos em partes da terra que nunca havíamos tocado antes e nem percebemos! Mas sempre há algo para nos distrair... sempre. Talvez os dias não sejam bonitos o suficiente, os pássaros devessem cantar mais, as ruas deviam estar sempre limpas e o vento sempre a bater no rosto - sem jogar o cabelo na cara. É fato. Deve ter algo de errado com o mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-6910291187706514129?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/6910291187706514129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/09/grandes-problemas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6910291187706514129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6910291187706514129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/09/grandes-problemas.html' title='grandes problemas'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V449JIMZ6DE/TIjJ9GdTmGI/AAAAAAAAANY/tjoeTa5tx9k/s72-c/drowned_by_ssilence.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-3096210689897473252</id><published>2010-09-08T15:11:00.002-03:00</published><updated>2010-09-08T15:15:53.105-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Esperança se alimenta com perseverança</title><content type='html'>Entre as paredes e o mar&lt;br /&gt;Pouca terra&lt;br /&gt;Pouca vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz da linha das ondas&lt;br /&gt;O curto espaço de ar&lt;br /&gt;Curtíssimo… quase nulo&lt;br /&gt;Mas que sobrevive&lt;br /&gt;Rega de água, sal, Sol e Lua&lt;br /&gt;De um cuidado zeloso&lt;br /&gt;Para não morrer, estando ainda vivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os poucos grãos secos&lt;br /&gt;Pedem socorro ao homem&lt;br /&gt;Passando os dedos na terra-quase-água&lt;br /&gt;Regando seus mantos de lágrima&lt;br /&gt;Este pede socorro a outro&lt;br /&gt;Suas pernas estão mortas na vontade&lt;br /&gt;Sente que não pode fazer nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E – pronto – molha os olhos&lt;br /&gt;De onda inesperada&lt;br /&gt;Que quando na mente processada&lt;br /&gt;Causa pesado desespero&lt;br /&gt;Uma busca incessante&lt;br /&gt;Pelos últimos suspiros secos&lt;br /&gt;Que, poucos, alertam o homem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ainda cá estamos… quase findos&lt;br /&gt;Mas já estas de pé”&lt;br /&gt;E saiu a derrubar muros e ondas…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-3096210689897473252?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/3096210689897473252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/09/esperanca-se-alimenta-com-perseveranca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/3096210689897473252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/3096210689897473252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/09/esperanca-se-alimenta-com-perseveranca.html' title='Esperança se alimenta com perseverança'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-7206096159047043983</id><published>2010-09-04T15:41:00.000-03:00</published><updated>2010-09-04T15:41:16.033-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>O Experimento - Preguiça de Pensamento</title><content type='html'>- Mas não simplesmente desisti! - continuou, com o copo na mão. Intensifiquei o tratamento químico, agora com alucinógenos. Era o que deixava o objeto mais ocupado, mas criou uma dependência gradativa que prejudicava seu organismo das maneiras mais consideráveis: primeiro psicologicamente, e depois fisicamente.&lt;br /&gt;- Mas deve-se considerar que o psicológico interferiu no físico?&lt;br /&gt;- Sim, como suspeitávamos. Nesse sentido, os humanos são semelhantes a nós. A falta daquilo que trazia ao objeto um momento de serenidade que o fez mergulhar no exagero. De novo, o caos... Não restou outra opção: tirei os alucinógenos.&lt;br /&gt;- Como ele se comportou?&lt;br /&gt;- De maneira assustadora. Nenhum outro animal testado apresentava tamanho desespero e descontrole. Sofria com intensos calafrios, não tinha mais energia ou vontades.&lt;br /&gt;- É como se ele desejasse seu mal! Absurdo!&lt;br /&gt;- Não creio que seja isso. Observei que ele ainda mantinha reflexos e atos de proteção. Uma vez, tomei um risco enorme e expus o objeto a toda oportunidade de fazer mal a si mesmo, em todos os graus, em todas as perspectivas. Dia muito cansativo...&lt;br /&gt;- E então...&lt;br /&gt;- Ele prejudicava-se apenas com algumas das oportunidades que 1) não demonstravam nenhum perigo grave explícito ou 2) em que os prejuízos - ou até a&amp;nbsp;abstenção&amp;nbsp;de benefícios - eram de médio a longo prazo.&lt;br /&gt;Perceberam que os copos estavam vazios. O homem fez sinal e foi atendido. Continuaram.&lt;br /&gt;- Explique melhor...&lt;br /&gt;- Presumo que meu objeto tinha um perfil psicológico não propenso à depressões emocionais - que fariam-o machucar-se propositadamente, ou até tirar-lhe a própria vida. Sendo assim, era contra a sua vontade que ele sofresse. Mas isso não o impedia de tomar decisões que o prejudicasse mais do que o satisfizesse - e é preciso ser claro no fato de que todas as opções feitas pelo objeto em questão traziam-no alguma vantagem - emocional, biológica ou social - porém uma preguiça de pensamento, talvez, não fizesse-o considerar que o mal trazido pela mesma escolha era maior do que as vantagens. Ou ainda de que, com sua escolha, viria um prejuízo posterior - na maioria dos casos, muito posterior - que superaria o êxtase dos benefícios. É mais um campo muito delicado e complexo das pesquisas. Talvez ousaria dizer que eles não tem uma visão clara de como medir vantagens e prejuízos.&lt;br /&gt;Molhou a garganta e prosseguiu:&lt;br /&gt;- Observe, criei um ambiente muito comum socialmente, o de festas - que, por sinal, também daria uma pesquisa antropológica muito interessante. Minha intenção era proporcioná-lo o prazer de múltiplas relações emocionais. Fui bem sucedido. Na mesma noite, no entanto, enquanto verificava seus sinais mentais, cardíacos,&amp;nbsp;químicos&amp;nbsp;e, principalmente, seu fluxo de &lt;i&gt;animus&lt;/i&gt;, vi o último muito instável. Analisei os gráficos e percebi que o maior estrago da jornada foi feito entre a terceira e a quarta onda, apresentando um ruído quase da mesma intensidade que o sinal original.&lt;br /&gt;- O do Segundo Vazio...&lt;br /&gt;- Sim, o respectivo às relações interpessoais. Tanto envolvimento emocional instaurado e quebrado rapidamente causou uma instabilidade que repercutiu durante toda a semana - embora apenas alguns picos fugiam do inconsciente.&lt;br /&gt;- Mas esses envolvimentos significavam tanto assim? Não foram criados oportunamente?&lt;br /&gt;- Sim... imagine se fossem mais relevantes. Outra situação curiosa é a familiar. O objeto não tinha extensos laços familiares - o que, na lógica, significaria uma maior importância e cuidado -, mas mesmo assim gerava desconforto e desapego.&lt;br /&gt;- Mas não era a família responsável pela estabilidade emocional de quase todos os experimentos anteriores? Dos outros animais?&lt;br /&gt;- Exato. Ao mesmo tempo que existe o Segundo Vazio, os humanos insistem em rejeitar a melhor oportunidade de preenchê-lo. E de, talvez, transbordá-lo. Culpo a preguiça... preguiça do pensamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-7206096159047043983?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/7206096159047043983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/09/o-experimento-preguica-de-pensamento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7206096159047043983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7206096159047043983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/09/o-experimento-preguica-de-pensamento.html' title='O Experimento - Preguiça de Pensamento'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-3504874181412418379</id><published>2010-08-26T23:29:00.001-03:00</published><updated>2010-08-26T23:30:22.344-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Aprendendo a se amar</title><content type='html'>Era uma tarde fria&lt;br /&gt;Num dia de chuva que não caía&lt;br /&gt;A água e o Sol suspensos&lt;br /&gt;Só o último dando seus gracejos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pássaro de asas largas&lt;br /&gt;Chegava alto e rápido no Sol e água&lt;br /&gt;Mas de um jeito, mantinha&lt;br /&gt;Fechada sua vontade de voar&lt;br /&gt;Podia a qualquer momento&lt;br /&gt;Abrir, soltar, saltar&lt;br /&gt;Mas o medo o prendia certo&lt;br /&gt;Numa gaiola sem cadeado&lt;br /&gt;E todos os bixos em baixo:&lt;br /&gt;"vem água, vem água, vai pássaro!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi numa tarde fria&lt;br /&gt;De dia onde chuva não caía&lt;br /&gt;Que o pássaro saiu do chão&lt;br /&gt;Passou pela porta que não o prendia&lt;br /&gt;Chegou nos altos, sem mais ninguém&lt;br /&gt;Conversou com o Sol e as nuvens também&lt;br /&gt;E a água caiu&lt;br /&gt;Os dias mudaram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[nem liguem para os dois posts seguidos sobre pássaros, pura coincidência]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-3504874181412418379?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/3504874181412418379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/08/aprendendo-se-amar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/3504874181412418379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/3504874181412418379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/08/aprendendo-se-amar.html' title='Aprendendo a se amar'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-8329598284266421829</id><published>2010-08-08T22:37:00.001-03:00</published><updated>2010-08-16T22:06:13.861-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Miracle</title><content type='html'>A lonely bird sat&lt;br /&gt;On the top of a single tree&lt;br /&gt;It has wide sharp eyes&lt;br /&gt;But nothing, though, &amp;nbsp;it sees&lt;br /&gt;No expectations,&lt;br /&gt;No worries at all,&lt;br /&gt;But there's no starvation&lt;br /&gt;Be it winter or fall&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-8329598284266421829?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/8329598284266421829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/08/miracle.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8329598284266421829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8329598284266421829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/08/miracle.html' title='Miracle'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1067371004032535339</id><published>2010-08-02T09:04:00.000-03:00</published><updated>2010-08-02T09:04:02.460-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>O Experimento - Caos</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ele já esperava-o com um copo na mão. Sentou-se na banqueta ao lado e fez sinal ao &lt;i&gt;barman&lt;/i&gt;, que respondeu com um "quanto tempo! O mesmo de sempre?". Fez que não, e escolheu sua bebida. O homem, que não se movera até então, virou o rosto adornado por um leve sorriso enjoado e recebeu o recém-chegado:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- Realmente, quanto tempo... entendo que a viagem foi demorada. E perigosa. Mas, diga-me, como foi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- Não vale a pena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- Mesmo? Só isso?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O outro respondeu com a cabeça, logo após tomar um gole amargo e descansar seu chapeu no balcão. Voltou os olhos para seu interlocutor e confirmou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- Não vale nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Num misto de surpresa e frustração, o homem balançou a cabeça:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- Não faz sentido! Nós achávamos que...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- O que nós achávamos - interrompeu o outro - não valia nada. Depois de um suspiro, continuou, "é tudo vazio como o branco e imprevisível como o negro. É um ambiente por demais hostil para o humano, sem expectativas de uma grande vida. De fato, nossa teoria não confere.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Depois de uma breve pausa, o homem adicionou, ainda inconformado:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- Isso é completamente irracional! Homens expostos ao prazer contínuo deveriam experimentar uma vida completa e feliz!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- Não foi o que aconteceu. Descobri ser praticamente impossível fazer um homem feliz -tomou mais um gole e seguiu relatando. Manipulei praticamente todas as situações que causavam prazer para o meu primeiro objeto: comecei com comidas, bebidas e&amp;nbsp;entretenimento&amp;nbsp;em mídia, como estudamos, porém o resultado se distanciava muito do objetivo, ele sentia-se inseguro e solitário. Dei-lhe sensação de segurança e criei oportunidades para que ele&amp;nbsp;satisfizesse&amp;nbsp;suas necessidades sexuais e relacionais. Os resultados foram positivos no começo, mas rapidamente o objeto sentiu-se entediado e buscava sempre algo novo, inquieto e, mais uma vez, inseguro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- Insegurança parece ser um grande desafio para essa espécie.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- Com certeza. Aprendi que eles são extremamente instáveis em seu humor, dependentes do jeito que acordam, daqueles ao seu redor, do ambiente e até do clima!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- É possível que tais condições resultem em reações químicas, afetando assim o humor do objeto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- Na maioria das vezes, não. Há, obviamente, extremos como a completa inadequação climática, que fazem o corpo humano trabalhar em condições adversas, causando desconforto. Aliás, o extremo é uma característica marcante nos humanos - tomou o último gole e parou por uns instantes, pensativo, como se apenas agora chegasse a essa conclusão. Em todas as situações a que o objeto foi exposto, ele persistia na fonte de prazer, sugando dela o máximo possível - como se essas coisas tivessem um limite de prazer a oferecer. Talvez isso que estimulasse o tédio do objeto, o constante desespero por uma sensação maior que a anterior. Parece-me que há algo invisível dentro do ser humano que faz com que ele tenda para o caos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- Interessante... mas eles rejeitam a ordem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- De forma alguma. Em várias áreas de suas sociedades eles tem a ordem em grande estima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- Mas tendem ao caos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- Sim...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1067371004032535339?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1067371004032535339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/08/o-experimento-caos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1067371004032535339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1067371004032535339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/08/o-experimento-caos.html' title='O Experimento - Caos'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1260434336464434817</id><published>2010-07-07T20:12:00.004-03:00</published><updated>2010-07-07T22:13:31.060-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>Meu medo-próprio</title><content type='html'>O mundo em volta existe quase que sumindo. Pelo menos nestes momentos.&lt;div&gt;Seria demais arriscar um beijo? Ou ele também desvaneceria? Já não sei como saber. Muitos poetas já vasculharam por estes quartos sombrios que temos na gente, buscando definições de coisas que parecem nascer prontas, como tristeza, saudade, raiva, amor... Nunca fiquei satisfeito com nenhum deles - apesar do encanto que podem trazer suas palavras. É verdade que a busca insistente pode ter valido a pena (se não chegaram em boas respostas, pelo menos boas perguntas eles tem) e talvez eu mesmo seja impelido a fazê-la. Mas não hoje.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje já é um dia diferente. Um dia sem você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Certo... confesso que nunca passei um dia &lt;i&gt;com&lt;/i&gt; você, mas não terei mais a sua companhia em meus sonhos - talvez nos pesadelos. Já nem lembro mais porque queria-lhe por perto. Não digo isso pelo que se passou ontem, mas pelo que se passa todos os dias; não só comigo, mas todos. Nascemos e pouco depois somos induzidos a esperar pelos outros. Veja só, todas nossas expectativas são direcionadas a um alguém; a todo instante, andamos, respiramos, compramos, comemos ou deixamos de comer por causa dos outros. As nossas decisões repousam sobre todo um chão de conselhos, aprendizados, ordens e olhares. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Somos escravos do outro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No entanto, o humano raramente vive para o outro. Andamos, respiramos, compramos, comemos ou deixamos de comer sempre olhando para dentro, quase contraídos. Tendemos a sempre pensar através de nossa mente, olhar pelos nossos olhos - o que seria muito natural, se não dependêssemos dos que nos cercam. A conta apresenta diversas incoerências: o ser precisa do contato e aprovação do seu próximo, é regido por essas expectativas, mas nunca se lança a ele, fica preso em si mesmo. Ora, se as outras pessoas são importantes tão somente para alimentarmos uma imagem própria que aceitemos, por que ainda estamos grudados nela?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Somos escravos de nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E se, por um momento, não nos importássemos com o que pensamos sobre nós mesmos... estaríamos livres dos outros. E então, fugiríamos para um mundo próprio e solitário, enfim satisfeitos? Não... sumiríamos, assim como o mundo, se assim o fizéssemos. Se nos libertarmos da opinião dos outros, estaremos igualmente livres para nos desvencilhar da sombra do medo-próprio e nos atirarmos ao outro; servir... amar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só podemos ser verdadeiros se nos esquecermos? Bem, não é possível esquecer a nós mesmos... Mas se tivéssemos um lugar-seguro, um banco onde o medo-próprio pudesse descansar - e desvanecer com o tempo - passaríamos a andar, respirar, comprar, comer ou deixar de comer porque escolhemos, não por causa daqueles que olham sobre nós. E assim, passaríamos a perceber como as pessoas vivem e como poderíamos ajudá-las - afinal, por mais que estivéssemos libertos do julgamento exterior, não significa que deixaríamos de depender da presença de humanos à nossa volta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E esse banco? poderíamos fazê-lo? Acredito que não... da mesma forma que não tivemos controle algum sobre nosso próprio nascimento, algumas coisas na vida não podem ser operadas por humanos. Está na hora de admitirmos que não nos dominamos... que a vida não foi feita pelo acaso e que o destino não controla os passos nossos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enfim, o que quero dizer é que te queria perto por causa de mim mesmo... e isso é errado. Quando te quiser por sua causa, voltarei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1260434336464434817?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1260434336464434817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/07/meu-medo-proprio.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1260434336464434817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1260434336464434817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/07/meu-medo-proprio.html' title='Meu medo-próprio'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-7702520468962072335</id><published>2010-06-20T18:18:00.002-03:00</published><updated>2010-06-20T18:24:58.050-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Beleza de mudar</title><content type='html'>Mudar de corpo carece&lt;div&gt;De um sentimento novo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, mas não só.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Precisa mesmo é da pele&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nova, folhada, revestida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De pouco em pouco trocada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na dor da faca profunda&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que rasga a gordura,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E tinge o rosto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O rosto de outro,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do mesmo que pego pele&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que visto sobre mim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sobre a carne macia,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Exposta e vulnerável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No fim, sou outro?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na verdade, no meio...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-7702520468962072335?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/7702520468962072335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/06/beleza-de-mudar.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7702520468962072335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7702520468962072335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/06/beleza-de-mudar.html' title='Beleza de mudar'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1712299227463940619</id><published>2010-06-09T15:03:00.006-03:00</published><updated>2010-06-09T20:51:30.190-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Treze, Quatro, Oito</title><content type='html'>Minhas pequenas mão se lembram&lt;div&gt;Do toque enevoado na razão,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando do desespero a semente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caiu nas terras minhas, úmidas e aradas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cresceu ali um pé-de-choro,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com flores de tormento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Maior, mais larga que as demais plantas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sugava delas seu alimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O golpe do machado ressoava:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"em vão... em vão... em vão"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto assistia suas sementes,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se espalhando por todo o chão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pedi aos céus uma ajuda qualquer,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que me consolasse um pouco o coração;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Veio, só, uma seca das brabas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perdi tudo que tinha na plantação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Restava apenas a maldita árvore,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que zombava do meu rosto em prantos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao céu se ergueram os olhos;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha boca: raivosa, calada...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O desespero me vencera:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perdi ali minha morada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aos poucos, porém...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Da árvore, o riso zombeteiro sumiu;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seus galhos todos afrouxaram;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o vento dizia: "caiu... caiu... caiu".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A lâmina, enfim, completou seu trabalho,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto via o saudoso vento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Carregar nas suas velhas costas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Grão, chuva e sustento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minhas grandes mãos recordam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De cada um desses feitos;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se voltam ao contente céu estrelado:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Obrigado... obrigado... obrigado"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1712299227463940619?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1712299227463940619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/06/treze-oito-quatro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1712299227463940619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1712299227463940619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/06/treze-oito-quatro.html' title='Treze, Quatro, Oito'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1426750982616147975</id><published>2010-06-03T22:50:00.002-03:00</published><updated>2010-06-03T23:05:06.190-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>de vez em quando</title><content type='html'>De vez em quando&lt;div&gt;Vem, só, na gente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vontade louca&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de se rasgar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rasgar o verbo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;rasgar a carne,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de tanta gente,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de tanto Homem,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;até a nossa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;há de acabar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vem d'outro lado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Maneira forte,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que nos assalta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sem nenhum medo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de se errar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Coitado!", eu digo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de nossa gente,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;dos nossos Homens:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que jeito tem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pra se ganhar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Moleza nossa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é que não é:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é impossível&lt;/div&gt;&lt;div&gt;arredar pé.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sozinho não&lt;/div&gt;&lt;div&gt;dá-se um jeito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pode tentar:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não tem efeito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pra terminar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;te digo isso:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;solução só&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é Jesus Cristo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1426750982616147975?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1426750982616147975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/06/de-vez-em-quando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1426750982616147975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1426750982616147975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/06/de-vez-em-quando.html' title='de vez em quando'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1011361376547964831</id><published>2010-05-18T23:21:00.002-03:00</published><updated>2010-05-18T23:42:55.749-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Suicídio?</title><content type='html'>&lt;p&gt;Por um momento, nem sei mais porque estou fazendo isso. Mas logo essa sensação passa. A frieza pode ser imensurável, mas vale a pena; é considerada de forma diferente, podando o oxigênio do ar. Os passos não cessam e insistem em fazer um ritmo contagiante. Combinam com os meus passos, talvez até com meus movimentos: tempo no pé, contratempo no dedo, tempo no pé, contratempo no…. ai, odeio quando as coisas não vão de acordo com os planos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais um cai e não posso fazer mais nada… quer dizer, além do que já fiz. Bem que eu podia ter pegado uma cadeira mais confortável. Ah, de novo, por que estou fazendo isso? Ah, é… a vida… é a resposta de tudo. Ou a falta dela. Que momento magnífico, o encontro de vários destinos distintos. Ou melhor, destinos que seguem duas linhas tortas: a morte e a vida. Talvez se eu tivesse comido sobremesa hoje… eu… não, continuaria o mesmo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os passos pararam um pouco. Talvez seja melhor eu dar uma olhada, ver o que está acontecendo. Lá embaixo continua tudo como estava,talvez estejam na escada. Ai, saco… Não posso me dar esse luxo de ser visto. Mas é tão bom ver as pessoas tão pequenas e frágeis, pequenos pontos em busca de sentido que apenas pararam na beira da calçada na esperança de encontrá-lo. Como algumas pessoas podem ser desesperadas. Talvez encontrem outra coisa… hum, se bem que alguns destinos estão reservados apenas para certos seres. Afinal, nem todos merecem morrer. Veja aquela mulher, por exemplo, aposto que ela tem um filho e uma mãe dos quais ela cuida. Batalha, mas consegue cuidar. No final do dia a mãe ainda reclama que o dia foi muito quente e o filho chega com más notas. Mas nada disso é culpa dela, aposto. Ela faz o que pode… Trabalha por ela e pelo marido falecido para sustentar uma casa com três e todas as contas que vem junto. Escola particular nem pensar. Sobrevivência vem primeiro, como um instinto. Talvez ela tenha parado aqui embaixo para sentir algo diferente no dia, botar tempero nessa realidade chata.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ah, quem sou eu para culpar a realidade. A minha sou eu mesmo. Eu sou chato. Perguntem para eles, os de boca escancarada. Eles dirão que até tem pena de mim, mas não me suportam, não mesmo. Ai, bate um remorso de vez em quando. Esse é o tipo de sentimento que temos que deixar de lado, não acresce em nada (mas para onde eu cresceria, mesmo?). Lá vem mais um. Já vejo ele abrindo a porta e me olhando com cara de dó e desprezo, caindo junto aos outros tantos. Ué, cadê os passos que ouvi? Deixa eu despertá-los por um instante, só um momentinho. Aqui, ali, aqui, lá, lá, ahá! Achei. Que pena, podia não ser assim, simplesmente, mas já que é… fazer o quê?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cinco e quatorze. Está quase na hora. Espero que tenha gostado. É, você mesmo que está na minha cabeça, observador oculto! Não torne a cara, não! Te vejo sim e não há escape! Mas não se preocupe, não te darei o mesmo fim que o meu… espero. Apesar de você merecer morrer. Quem mandou simpatizar com um assassino? Quem…&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1011361376547964831?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1011361376547964831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/05/suicidio.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1011361376547964831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1011361376547964831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/05/suicidio.html' title='Suicídio?'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1544480708015922206</id><published>2010-04-19T14:16:00.002-03:00</published><updated>2010-05-18T23:39:47.230-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Senhor das Árvores (começo)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Esta história começa com uma menina triste. Mas peço, caro leitor, que não fique triste por ela. Não quero dizer que ela é uma má menina, que não merece compaixão (se é assim que a compaixão funciona), mas digo isso porque, como você poderá perceber no decorrer da história, a sua tristeza será motivo de alegria. Não sei se vocês já tiveram esta impressão, mas me parece que muitas das coisas ruins que vivemos mais adiante serão transformadas em riso, desde aquele momento constrangedor que passamos na frente das outras pessoas até decisões inicialmente ruins, mas que renderão bons frutos. Esse é o caso de Lily, que está chorando silenciosamente porque seu pai aceitou um novo emprego na cidade (o que seria uma ótima notícia, se isso não resultasse no abandono da maravilhosa casa no campo onde moravam até agora). Pois é, Lily achava uma grande maldade os fazerem mudar de casa só por causa de um emprego novo, ainda mais quando sua antiga casa tem um jardim enorme com uma linda árvore com um balanço e uma casinha rosa repousando na grama, onde Lily guardava seus brinquedos favoritos e vivia grandes aventuras. Ela imaginava que morariam num apartamento apertado e sujo, com ratos em todos os quartos que não iriam a deixar dormir e um intenso barulho de cidade – seja lá o que isso significa. Foi assim que Lily viu pela última vez a sua casa no campo: com lágrimas nos olhos, sendo consolada pela mãe.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1544480708015922206?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1544480708015922206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/04/senhor-das-arvores-comeco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1544480708015922206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1544480708015922206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/04/senhor-das-arvores-comeco.html' title='Senhor das Árvores (começo)'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1783166602222569440</id><published>2010-04-17T10:58:00.004-03:00</published><updated>2011-03-22T09:06:18.823-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Sem título</title><content type='html'>Eu, insustentável ser,&lt;br /&gt;Descobri teu amor&lt;br /&gt;Quando vi teu querer.&lt;br /&gt;Mesmo eu cheio de dor,&lt;br /&gt;Vaso velho estilhaçado,&lt;br /&gt;Cidade pobre em ruínas.&lt;br /&gt;Descobri ser amado,&lt;br /&gt;Quando assim me querias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1783166602222569440?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1783166602222569440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/04/eu-insustentavel-ser-descobri-teu-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1783166602222569440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1783166602222569440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/04/eu-insustentavel-ser-descobri-teu-amor.html' title='Sem título'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1130456062821498389</id><published>2010-04-17T10:52:00.003-03:00</published><updated>2010-04-17T10:58:35.181-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Incoerência do Ser</title><content type='html'>Minh'alma mira meu rosto,&lt;br /&gt;Mas nada encontra.&lt;br /&gt;Encontra, sim,&lt;br /&gt;Falas codificadas em nós;&lt;br /&gt;Caretas que negam as mãos;&lt;br /&gt;E pés virados,&lt;br /&gt;Cada qual para seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que indecifrável ser é este?&lt;br /&gt;Sendo aquilo que desgosta...&lt;br /&gt;Fazendo o que não quer...&lt;br /&gt;Na sua constante e débil luta,&lt;br /&gt;Luta de si contra si mesmo,&lt;br /&gt;Debatendo no ar vão movimentos,&lt;br /&gt;e submergindo...&lt;br /&gt;No balanço dum belo barco&lt;br /&gt;Que há muito perdeu sua razão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontra, sim, muito...&lt;br /&gt;Mas nada encontra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1130456062821498389?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1130456062821498389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/04/incoerencia-do-ser.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1130456062821498389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1130456062821498389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/04/incoerencia-do-ser.html' title='Incoerência do Ser'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-2327176823921081178</id><published>2010-03-31T20:28:00.002-03:00</published><updated>2010-03-31T20:51:40.965-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Mestre dos Olhares</title><content type='html'>Quem diria que uma viagem de ônibus revelaria tantas coisas. Na verdade, só uma. Uma que vale por tantas e tantas outras. E tudo isso aconteceu por intermédio de uma pessoa. Talvez meia-pessoa fosse o mais adequado. Quem sabe até menos que meio. &lt;div&gt;Percebi-o enquanto me ocupava com os fones de ouvido. Viagens obrigatórias de ônibus não são lá tão divertidas, principalmente quando se está sozinho. Os fones enroscaram no boné - tão baixo, que me protegia de ter que olhar para as outras pessoas. Vendo a minha falta de destreza, o mesmo boné resolveu o problema: "Deixa que eu saio por uns instantinhos... afinal, assim também ganho um descanso. Sua cabeça não é tão confortável assim, sabe?". Ignorei este último comentário, mas aceitei o favor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim que o boné pulou de seu confortável lugar, vi-o, olhando para mim. Nossos olhares persistiram, até que ele desviou levemente para cima, mas não como sinal de derrota, havia nele uma superioridade, era como se ele não precisasse de mim e eu necessitava do seu olhar. Eu era o inferior.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para o meu sossego, ele atendeu ao meu clamor e voltou novamente seus olhos para os meus. Olhava curioso. Olhava bravo. Olhava choro. Não sabia direito como olhava, só que não fazia mais nada; não chorava, nem ria, não dava o menor sinal de satisfação (como era habilidoso no olhar, mesmo tão pequeno!).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Balancei aos poucos minha cabeça, acompanhando o ritmo da música que saía dos fones. Mal sabia eu que não se consegue ouvir nada de um fone que já se encontra posto - uma lei quase universal, ali ignorada. Até meu boné riu de mim. Não liguei. Continuei balançando a cabeça, na expectativa de que este gesto quase-louco sustentasse seu olhar. Não adiantou. Olhou para tantos outros lugares, e olhava com a admiração que faltava em mim, com espanto, como se tudo fosse novo, até as cores. Os dedos descobriam tudo que tocavam e valia tudo a pena.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De repente, ele saiu, me deixando sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Senti-me como ele, como um pequeno bebê. Não sei se ainda me recuperei do encanto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-2327176823921081178?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/2327176823921081178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/03/mestre-dos-olhares.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/2327176823921081178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/2327176823921081178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/03/mestre-dos-olhares.html' title='Mestre dos Olhares'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-3181056675462902722</id><published>2010-03-28T08:05:00.004-03:00</published><updated>2010-06-09T15:18:54.387-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>a limine a novo ad aeterno</title><content type='html'>Nem sei eu com que pé&lt;div&gt;Faz, então, o que quer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Traça e borda a figura&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mão ao pé, tudo muda&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-3181056675462902722?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/3181056675462902722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/03/limine-novo-ab-aeterno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/3181056675462902722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/3181056675462902722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/03/limine-novo-ab-aeterno.html' title='a limine a novo ad aeterno'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1036783630800127115</id><published>2010-03-23T14:27:00.003-03:00</published><updated>2010-03-24T14:40:37.807-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Apenas má sorte, certo?</title><content type='html'>João Mansinho - apelido dado pelos colegas de classe, o qual João não se agradou muito, mas viu boa intenção - é um garoto honesto. Sempre vê o bem nas pessoas e se importa com elas. Esforçado e trabalhador, era um aluno dedicado, tirando ótimas notas, além de ajudar seus amigos de classe - os mesmos que o apelidaram - que, apesar de tentarem tanto, não entendiam o conteúdo das aulas e por isso João fazia junto deles (ou, por eles) as lições que valiam nota e passava a todos as respostas na prova. Depois da escola, trabalhava meio período numa padaria, ganhando um salário mínimo - salário que considerava justo, pela sua pouca idade e inadequação curricular, como dizia seu chefe. Como seus muitos colegas não tinham a mesma sorte de trabalhar, pagava-lhes seus lanches na hora do intervalo quando pediam - e pediam muito -, contraindo por algumas vezes, dívidas com o dono da cantina.&lt;div&gt;Esse mesmo João acabou de fazer dezoito anos e decidiu dirigir. Mas, como ele ainda não estava legalmente habilitado, procurou os procedimentos adequados para se regularizar como motorista brasileiro. Chegou na auto escola M..., muito famosa na cidade, e perguntou o que deveria fazer para tirar seu documento de habilitação para condutor. Porém, como a atendente estava falando ao celular, decidiu esperar cordialmente até que a conversa cessasse. Uma vez acabada a conversa, João fez sua pergunta, contudo foi interrompido por um jovem rapaz que chegou cumprimentando a atendente euforicamente. João achou justo ela o dar atenção, afinal, eles deviam ser velhos amigos para se cumprimentarem daquele jeito. Sua suposição praticamente foi confirmada depois de trinta minutos de conversa e risadas. Enfim, a atendente virou o rosto na direção de João Mansinho e disse, durante os intervalos de várias mascadas de chiclete:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E você, quem é? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;João se explicou e a gentil atendente apenas respondeu:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Carro e moto?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;João, que não tinha pensado anteriormente nesta questão, fez que sim. Depois de revirar alguns papéis, a moça escolheu alguns e mandou João assinar nos campos devidos. João até queria fazer algumas perguntas sobre o contrato, mas achou a auto escola M... muito confiável e não questionou nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O preço que posteriormente a gentil atendente lhe passou fez João coçar a cabeça e começar a pensar num outro horário que pudesse arranjar um outro trabalho para que pudesse pagar a auto escola, além de todas as suas outras obrigações. "Ainda bem que já acabei a escola e não tenho mais hora do intervalo", pensou João, mas logo reprimiu esse pensamento maldoso. O trabalho escolhido foi numa pizzaria que ficava aberta dia e noite, o que era ótimo, pois assim João podia trabalhar no período noturno, horário que não coincidia com seu outro emprego. O salário: o mesmo que ganhava na padaria - o que continuava sendo justo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por fazer cursinho de manhã e trabalhar o dia inteiro - sendo muito requisitado por seus chefes -, João teve algumas dificuldades para cumprir o procedimento burocrático da auto escola, demorando cerca de três meses para que se começassem as aulas teóricas no Centro de Formação de Condutores. Faria as aulas durante os fins de semana, durante um período de cinco semanas, porém como vez ou outra algum de seus chefes pedia-lhe que fizesse hora extra nos fins de semana, o processo alongou-se para oito semanas (e mais alguns bons reais por reposição de aula, os mesmos reais das horas extras).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelas mesmas dificuldades com o tempo, demorou para que João cumprisse as aulas práticas necessárias, sendo que três das vinte aulas não puderam ser realizadas porque o carro que ele usaria estava quebrado, sem contar as duas aulas que seu instrutor alegou estar doente e o fez levá-lo na sua casa durante a aula. Felizmente, o mal-estar durava pouco e até o fim da aula ele já voltava à saúde.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Após onze meses de sua inscrição - e já com dezenove anos -, João finalmente faria a prova prática! João alegrava-se com o fato, pois finalmente poderia largar um dos empregos assim que passasse, pois já começava a se sentir cansado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sentou-se no assento do motorista, cumprimentou o examinador, que respondeu com um doce resmungo, colocou o cinto, ajeitou o retrovisor e o espelho esquerdo - o espelho da direita já estava em posição satisfatória. Assim que ligou o carro, o examinador resmungou algo parecido com "Esqueceu de arrumar o espelho direito" e anotou um "menos um" no papel de João. Ele engoliu em seco e achou melhor não contestar. Mexeu um pouco no espelho da direita e se ajeitou novamente no volante. Engrenou a marcha e soltou o freio de mão. Quando olhou pelo retrovisor, havia apenas um carro a uma considerável distância, então João decidiu sair: deu a seta, virou o volante, acelerou e... "Tem um outro carro vindo. Menos um ponto". O resmungo repentino do examinador assustou João, que por reflexos pisou bruscamente no freio: "Parou no meio da rua. Reprovado. Próxima!". João, triste, desceu do carro, lamentando seus erros bobos, e deu lugar a outra jovem que estava com ele. Esta, mal sentou no banco do motorista e, considerando que João já acertara a posição dos espelhos, pisou energicamente no acelerador, fazendo o carro dar um salto para frente, quase esbarrando no carro que vinha na direção oposta. Com muita agilidade, a jovem desviava dos obstáculos e mudava a marcha, enquanto o carro pulava e seguia seu caminho por várias linhas tortas. O examinador, assustado e segurando-se - literalmente - no banco, disse - pela primeira vez em voz clara e audível - "Pode! ... Parar!... Aqui!". A jovem moça parou com destreza impressionante o carro e virou-se ao examinador:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como fui, fofinho?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este, desconcertado pelo elogio, completou:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Er... Aprovada, eu acho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;João voltou para casa decepcionado e frustrado. Disse para sua mãe que iria na auto escola no dia seguinte para marcar um novo exame. Chegando lá, perguntou quanto seria a reprova e obteve a seguinte resposta:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- No seu caso, querido, hoje faz um ano que você fez a sua inscrição, então você vai precisar fazer tudo de novo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;João respirou fundo e considerou. É, mais um ano de auto escola pela frente - e nem poderia largar um emprego. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Em homenagem ao feriado nacional do Dia-em-que-tirei-minha-carta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1036783630800127115?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1036783630800127115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/03/apenas-ma-sorte-certo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1036783630800127115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1036783630800127115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/03/apenas-ma-sorte-certo.html' title='Apenas má sorte, certo?'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-494261056034568535</id><published>2010-02-28T22:57:00.004-03:00</published><updated>2010-02-28T23:41:42.344-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Café aguardado</title><content type='html'>Um mundo novo espera adiante&lt;div&gt;Cheio de outrora velhos conhecidos;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A alegria expressa no semblante&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Daqueles tão sonhados meus amigos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tempo espera, sem pressa,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pra nos encontrarmos;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gentil conversa, desperta,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sonhos ritmados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E juntos vamos caminhar a pé,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Convido pra tomarmos um café,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tenho tanto para te falar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois esperei quase uma eternidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero te falar de todos meus planos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dos sonhos que tive para os seus anos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero, enfim, poder te abraçar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E te mostrar real o meu sorriso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah! Mas o tempo espera,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Congela a Primavera;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E temos uma eternidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perfeitamente formado,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antes nunca imaginado;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E temos uma eternidade...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-494261056034568535?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/494261056034568535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/02/cafe-aguardado.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/494261056034568535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/494261056034568535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/02/cafe-aguardado.html' title='Café aguardado'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-6977590391449484111</id><published>2010-01-26T22:12:00.007-02:00</published><updated>2010-02-28T17:03:19.844-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto de Natal'/><title type='text'>Natal - parte final</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Carregava grande peso porta adentro e o menor deles era seu ex-marido. Ele também, por sua vez, era pesado. Depois do susto, os ânimos de Renata se acalmaram - não em paz, mas voltando a forma mórbida que se encontrava. Deitou-o na cama, onde ficou sem reação alguma a não ser exalar que misturava álcool e suor, quase insuportável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Estou indo, então. E virou-se para a porta, deixando o corpo no seu sono vivo. Porém, num gesto rápido, o corpo estendeu a mão até a mão dela, segurando-s com força.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Não me deixe sozinho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Eu não posso ficar, tenho um compromisso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Que compromisso, um encontro?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Não, claro que não!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- O quê, então?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Minha irmã, um compromisso com a minha irmã.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Julia? Mas o que você tem com ela?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Não é nada, volte a dormir, você vai ficar melhor?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Como nada? Não é um encontro, mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Não! Já disse que não! É só um coral!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Coral? Julia canta num coral...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Pronto?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Me leva junto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- O quê... não... não dá...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Por quê?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Você está bêbado e cheirando mal!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Eu tomo um banho... por favor... não me deixa sozinho... me leva junto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;A verdade é que Renata sentia dó do homem que a agarrava pelo punho. Tentava encontrar algum jeito de deixá-lo ali e não precisar mais voltar e se preocupar com ele, mas nunca fora assim, irresponsável. Temia pelo que podia fazer ao estar sozinho e não queria que mais nada acrescentasse peso a sua consciência:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Vá tomar banho, então... Não conseguia nem sequer falar agressivamente com ele, discutir, xingar, culpar... queria paz, só isso. O corpo cambaleante fez uma tentativa para levantar, fracassada. Renata logo o ajudou e endereçou ao banheiro. Ligou o chuveiro, testou a água e fez sinal para que entrasse. Antes que terminasse de tirar a camisa, Renata saiu do banheiro e fechou a porta. O quarto estava bagunçado... será que ele despediu a empregada? Não duvidaria. Para que não pensasse muito, ocupou-se em escolher a roupa para o ex-marido, deixando-a dobrada em cima da cama. Foi para a sala e arrumou o que podia, pois não demorou muito - pelo menos não tanto quanto ela esperava - e Marcos saiu pela porta do quarto de roupa trocada e barba feita. Parecia outro homem, mas a expressão do rosto era mesma: um misto de vergonha e tristeza.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Julia ansiava por aquele momento o dia todo. A manhã lhe frustrara de tédio e pensamentos negativos, mas agora a expectativa pela apresentação a distraía de todos os outros problemas. Quedou-se atrás do palco, esperando os outros chegarem para o aquecimento, mas ainda faltavam alguns minutos. Ensaiou um pouco sozinha, mas, preocupada em desgastar muito sua voz antes da cantata, cessou o canto e releu as partituras, que entendia razoavelmente. Chegou no seu solo. Leu as palavras e notas... tudo parecia decorado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Mal percebera, contudo seus olhados estavam cada vez mais pesados. O som das pessoas conversando pareciam confortá-la e deslizou o corpo pela cadeira, apoiando a cabeça no encosto. Sentia alguma coisa nova, como se tivesse escapado da sua vida e mergulhado num outro mundo, de grande paz...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Sofia? Uma voz leve perguntou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- O que foi, pai? Mas, ao abrir os olhos, foi tirada daquele mundo tão pacífico e viu apenas o rosto de Gustavo, que tentava acordá-la do jeito mais cômodo possível, alertando-a do eminente começo da apresentação. Gustavo ficou um pouco desconcertado com a resposta, mas continuou:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Acho que é um coral, uma cantata de Natal. Foi então que Sofia levantou os olhos e observou o local. As longas cadeiras de madeira, janelas compridas, um teto reto coma figura de uma cruz que se estendia até o fundo, acima do palco onde, ao fundo, encontrava-se uma série de largos degraus. Presumiu que seria onde o coral se colocaria quando entrasse. Nunca havia estado numa igreja antes, mas achava que seria diferente, com mais emblemas e pessoas vestidas formalmente, porém a diversidade de tipos de pessoas e vestimentas a espantou, comparando o ambiente ao de uma apresentação num clube - exceto pela cruz no teto. Pensou em sair, mas como não tinha a menor ideia de onde iria, não manifestou seu desejo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;A música começou, seguida pela entrada do coral. Passou os olhos pelos coristas e uma em especial a intrigou. Seu rosto era muito familiar... família... sua tia! Seus olhos se arregalaram e o corpo encolheu. Apesar de não querer ser descoberta, sentia grande alívio em ver alguém familiar e começou a reparar nos traços de sua tia em comum com de sua mãe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Está tudo bem com você? - se preocupou Gustavo ao ver o corpo encolhido de Sofia e como suas mãos se abraçavam firmemente. Ao encontrar o olhar do jovem preocupado, as mãos de Sofia relaxaram e descansaram no seu colo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Sim... e não disse mais nada, pois lembrou-se novamente no seu pai, perguntando se nada havia acontecido com ele - e sentindo um pouco de culpa por não ter dedicado muito tempo para pensar nele... afinal, era seu pai. Não se lembrava que sua tia cantava, nem sequer que frequentava uma igreja... talvez tenha procurado uma durante esse tempo que passou longe da família... talvez tenha procurado uma por esse tempo que passou longe da família, não sei... mas ela parece contente... pelo menos enquanto canta - cantar tem dessas coisas, nos deixa mais confortáveis e despreocupados, nos diverte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Sabe - disse Gustavo, interrompendo o pensamento de Sofia - eu não me sinto muito confortável aqui... Sofia buscou seu olhar, que parecia pedir socorro. Meu pai ia numa igreja... não vai mais... morreu. Estou só com minha madrasta agora e acho que ela só me aguenta por algum senso de responsabilidade, já que não sou seu filho, nem nada... além de não tratar ela muito bem - sentiu uma urgência em desculpar-se, mas a pessoa certa não estava ali... melhor dizendo, ele não estava com ela, ou com ninguém que conhecia... em plena noite de natal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Ele morreu? - desta vez foi Sofia quem interrompeu os pensamentos de Gustavo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- É... câncer... foi questão de três meses desde o diagnóstico... fomos até num dos mais reconhecidos cirurgiões de São Paulo, mas nem ele conseguiu fazer nada... meu pai falava tanto que Deus tinha um plano para minha vida, para a vida dele, mas... ele morreu... será que o plano de Deus para ele seria morrer? Não faz sentindo... fez-se uma longa pausa, interrompida pelos aplausos relativos ao fim da primeira música. Sofia queria consolá-lo, mas não encontrava nenhuma resposta adequada... ela mesma sentiu uma semente de raiva instalando-se no seu peito, plantada pela indignação de Gustavo. Pensou em como sua vida descontrolou-se rapidamente... se existisse um Deus, ele devia ter feito alguma coisa, devia ter impedido... impedido que... apesar de procurar assiduamente, não encontrou verdadeiramente algo de ruim que lhe acontecera ultimamente que não tenha sido resultado de sua escolha, escolha de fugir e separar-se da sua família... não tinha como culpar Deus, como Gustavo podia... devia culpar apenas a si mesma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Meu pai - continuou Gustavo - apesar de toda dor... era diferente... era ele quem nos acalmava, eu e minha madrasta... parecia não se importar muito em morrer. Nem parecia que ele estava doente... ele falava que estava em paz. E calou-se Gustavo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;A apresentação do coral corria perfeitamente e pouco faltava para o solo de Júlia... na pausa entre as músicas tentou recordar rapidamente as palavras. Passou rapidamente por elas, como sempre passara. Percebera que nunca havia prestado real atenção no que cantaria. Tentou raciocinar, mas a próxima música já começara. Uma sensação que nunca antes a ocorrera começou a se fazer presente: cada letra que cantava, ao mesmo tempo martelava seu coração e penetrava suavemente. Tentou combater este sentimento estranho, mas lágrimas começavam a se ajuntar, deslizando gentilmente pela face. A garganta tremia, assim como sua voz, e um grande temor tomou conta de Júlia, com medo de que seu solo estaria arruinado pela sua fragilidade. Mas as palavras continuavam saindo de sua boca, e com elas mais e mais lágrimas banhavam seu rosto até que não via mais nada. Continuou cantando, até que a música findou-se... não queria levar a mão aos olhos, pensando que revelaria seu choro, então tentou recordar o caminho até  posto de solista. Não se lembrava de mais nada que deveria cantar, mas aguardou pacientemente no seu lugar. Com um longo suspiro, o canto começou. A voz não saía tremida e deformada, como temia, mas extremamente comovente... cantava agora todas as palavras com o coração.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Soou em meio à noite azul, um hino divinal;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Jamais com tal beleza assim, ouviu algum mortal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Do Céu ao mundo, graça e paz! Excelso dom gentil!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Dos anjos essa doce voz encheu o céu anil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="  -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Enquanto os anjos inda estão cantando, com prazer,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Louvor por todo o céu sem fim ao mais sublime Ser,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Então, suave e meiga voz, descendo como um véu,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Cantou que já nasceu Jesus e uniu a Terra ao Céu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Oh! quem nos dera sempre ouvir as vozes divinais!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Sentir a paz do Céu de luz, país dos imortais!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Louvar a Cristo, o Rei dos reis, com anjos em canção!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;No lar possamos nós também cantar a salvação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Sofia ficou admirada com a voz de sua tia, que tocava-lhe profundamente, dando passagem para que a letra do hino fluísse por sua mente e a questionasse. Ao mesmo tempo que via a impossibilidade de acreditar no que estava sendo cantado, percebia o choro de sua tia, que parecia clamar ser tudo verdade. Ao fim da canção, todo o público se levantou para aplaudir. Sofia não queria se permitir pensar mais sobre a música - apesar de no seu íntimo desejar imensamente que a paz que fora cantada seja verdadeira. Chamou Gustavo, que o acompanhou, confuso. Mas ao sair pelas portas iluminadas, seu corpo congelou-se de medo e emoção: deparou-se com seus pais... juntos... Renata abraçou-a de maneira sufocante, como se temesse que ela escapasse pelos seus braços. Um alto grito ouviu-se ecoando pelas ruas... um grito de contentamento e alívio. Sofia não resistiu e também fechou seus braços ao redor de sua mãe, deleitando-se no calor do abraço. Quando abriu seus olhos, deparou-se com um homem totalmente diferente do que vira anteriormente, no mesmo dia. Os olhos marejados de seu pai fitavam-a com espanto, até que sua mão alcançou-a, acariciando seu rosto. Viu seu casaco vestindo-a e sorriu, imaginando que conseguira cuidar dela, mesmo estando longe. Os dois se aproximaram, como que querendo dizer algo. As palavras saíram no mesmo instante:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Me desculpa... e os dois riram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Quando Gustavo chegou em casa, Raquel, sua madrasta agarrou-o desesperadamente:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Estava tão preocupada! Por que você não atendeu o celular? Gustavo lembrou-se de como caíra à tarde, e de como não vira mais seu celular desde então.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Eu acho que perdi... desculpa... mesmo... e abraçou-a lentamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;- Não importa, desde que você esteja bem. Quando se separaram, Gustavo viu uma mesa convidativa, posta para duas pessoas. Sentiu paz como nunca antes sentira... Quem sabe Deus realmente tivesse um plano para cada um... quem sabe?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-6977590391449484111?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/6977590391449484111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/01/natal-parte-final.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6977590391449484111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6977590391449484111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2010/01/natal-parte-final.html' title='Natal - parte final'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-7234301057194176763</id><published>2009-12-26T17:03:00.008-02:00</published><updated>2010-02-28T17:01:32.182-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto de Natal'/><title type='text'>Natal - parte 3</title><content type='html'>Passava o dedo na borda da xícara apreensivamente com movimentos não tão contínuos; o dedo parecia confuso, não sabia ao certo para que sentido se moveria, alternando várias vezes entre horário e anti-horário. Sempre achou que em momentos como esse, ouviria os passos do relógio, no entanto, conseguia escutar apenas os carros na rua e um pouco dos rumores da conversa da vizinha: provavelmente fofoca... nunca se viu uma vizinhança fofoqueira como essa, ninguém merece! Quando mudei-me para cá, achei que seria um canto sossegado, exatamente como precisava... como preciso... mas não completou-se direito uma semana e todos já sabiam da minha história! Deve ser aquela empregada... devia demiti-la, isso sim... se bem que ela limpa muito bem... e é Natal... bem, quem sabe depois; espero mais uns poucos meses e mando ela para rua! Prefiro alguém em que posso confiar minhas palavras do que confiar meus carpetes.&lt;div&gt;Enfim, o tão esperado som enche a sala com suas vibrações irritantes. Os dedos, que antes dançavam feito loucos desnorteados adquiriram instantânea sobriedade e avançaram ao telefone amarelo - este que se encontrava fora de seu devido lugar, do lado da xícara de chá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Alô... sim, sou eu, delegado, pode falar... sim... aham... mas, isso... não, claro, entendo, mas... isso... seu delegado, isso quer dizer alguma coisa... de verdade? Quer dizer, já estamos procurando faz tempo e, sei da sua capacidade, mas e se ela já tiver saído da cidade? Vocês vem com vários palpites, mas nenhuma pista concreta, você me entende? Daí a gente fica com uma expectativa, sonha, se preocupa, mas nunca dá em nada... - a voz dela começava a definhar, num choro trêmulo e tímido - e estou cansada... não quero mais me frustrar, ficar procurando e não achar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela parou por um momento, tomando fôlego. O coitado do delegado no outro lado da linha não sabia o que falar. Ele também não acreditava mais. Normalmente, elas voltam dentro de duas semanas, mas já tornou-se questão de meses... nem sequer uma ligação... talvez o melhor seja não encontrá-la... uma filha assim... Trocaram suas últimas palavras, como se estivessem se despedindo num velório e desligaram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Renata inspirou profundamente e soltou o ar aos poucos, enquanto abria os olhos e enxugava as tímidas lágrimas que ousaram aventurar-se. Pegou bolsa, celular, chave. Ao passar pela geladeira deparou-se com um convite de sua irmã. Alcançou-o com sua mão incrédula: "Talvez seja bom ter alguma coisa para fazer à noite".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sabia que sua madrasta dissera alguma coisa, mas os fones de ouvido continuavam imóveis e a sua voz misturava-se com o barulho da música. A mistura até que não era ruim... a música também. Os olhos inertes reagiam apenas à mudança de cores na tevê. A mão também sofria com a inércia da troca constante de canais. Estava cheio, lotado. Não conseguia absorver mais nenhum imagem. Ou som.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um ritmo persistente começou a invadir a música. Crescia cada vez mais, tornando-se estridente até ser reconhecido: atendeu o celular. Algumas monossílabas pronunciadas, uma olhadela no relógio e despedida. Buscou a mochila, que não estava longe, ajeitou o fone que caíra da orelha direita, murmurou algo para a madrasta que retrucou avidamente. A porta bateu - com ele para fora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim que sentiu o chão, ouviu a música da cidade: pessoas caminhando de volta para casa, carros apressados carregados de presentes, o choro do homem às suas costas. Olhou para suas mãos dilaceradas com espanto. A face distorcida do homem em prantos o afastou daquele lugar. Não lembrava da última vez que seu coração bateu tantas vezes com tamanha intensidade; ele se arremessava contra seu peito, numa desesperada medida para fugir e sentir ele mesmo a realidade que o cercava. Foi somente depois de vários passos que percebeu estar sem os fones de ouvido. Agitou-se, desconsolado, imaginando se o fone ainda estaria lá, revolvendo em sua mente os diversos fins que poderia ter tomado, enquanto suas pernas batalhavam para decidir se iam em busca dos fones ou não. As ideias iam tomando forma e se concretizando à medida que o tempo passava. Seu pé ainda não havia cessado de bater ansiosamente no chão, apressando a mente a tomar uma decisão. Mas, enfim, uma grande nuvem dissipou-se, permitindo-lhe finalmente decifrar os milhares de pensamentos que lhe ocorriam constantemente. Conseguiu ouvir a si mesmo como nunca antes conseguira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Após mais alguns passos, seus olhos depararam-se com uma menina de cabelos negros, encostada no muro de um prédio que dava num beco. Seus olhos azuis contrastavam com o cabelo escuro e a pele clara. Suas roupas estavam amassadas e apresentavam insegurança. Havia uma luz diferente naqueles olhos, como se o céu inteiro coubesse neles. Sem querer, quis abraçá-la.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Devia ter ficado muito tempo observando-a, porque ela reagiu de maneira crespa, como se Gustavo a tivesse invadido de alguma forma. Desculpou-se e obteve um tudo bem como resposta. Nunca soube dizer mais tarde exatamente o porquê, se foi a vontade anterior de segurá-la ou o recente reencontro com o mundo, mas fez o que não imaginaria:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você parece chateada. Ela redirecionou o olhar, curiosa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não é nada. Passaram-se alguns segundos e se arrependeu da resposta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então... vou indo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quer dizer... você sabe quando... fez uma breve pausa, mas respondeu decididamente. Estou perdida. Ele pareceu não entender, mas procurou em seus pensamentos qualquer resposta que pudesse ajudá-la.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu conheço esses arredores, posso...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não - interrompeu a menina - não nesse sentido. Seu olhar nunca o encarava e suas mãos estavam inquietas. Eu fiz algumas escolhas erradas... minha vida não era perfeita, nem um pouco... mas ficou muito pior, entende? Eu... eu esperava ser tudo diferente, ter encontrado o que queria, eu achava que ia ser feliz... mas as coisas... elas deram muito errado... e já não posso voltar atrás... eu não sei mais se consigo dormir em paz. O menino poderia esperar qualquer coisa, menos tamanho desabafo. Ele mesmo sentiu impulso para que contasse as suas próprias frustrações, mas algo o impediu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Está escurecendo. Acho melhor sairmos daqui, é meio perigoso. Ela assentiu. Passaram alguns segundos sem que ninguém falasse nada. A cada segundo o menino se obrigava mais a soltar as primeiras palavras. Ela estava contente apenas em estar acompanhada. Pelo menos sentia grande alívio; começou a soltar os grilhões.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu... eu... eu moro com a minha madrasta. Não lembro da minha mãe e meu pai morreu já faz um tempo. A paz que começara a tomar espaço no interior da jovem estremeceu ao ouvir "pai". Ela é OK.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não vejo meus pais há dois meses. Quer dizer... deixa pra lá. Seu rosto permaneceu admirando os calçados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você... não &lt;i&gt;quer &lt;/i&gt;vê-los?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não... eu... quero, mas... é complicado.... acabei de ver meu pai, na verdade. Gustavo, de alguma forma, sentiu que não deveria perguntar mais fundo. Mudou de assunto, e assim ficaram por um tempo, se alimentando do mundo. Até que, já escuro, depararam-se com uma construção bem iluminada e movimentada. Chegaram mais perto, mas ainda não conseguiram decifrar o que era aquilo ou o que aconteceria, viam apenas que as pessoas conversavam e sentavam, aguardando uma apresentação. A proteção das luzes os atraiu. Sentaram ao fundo, fugindo de quaisquer olhares. Estavam descansando um pouco de suas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-7234301057194176763?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/7234301057194176763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/12/natal-parte-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7234301057194176763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7234301057194176763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/12/natal-parte-3.html' title='Natal - parte 3'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-4514079001545451921</id><published>2009-12-24T17:00:00.004-02:00</published><updated>2010-02-28T17:02:01.758-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto de Natal'/><title type='text'>Natal - parte 2</title><content type='html'>Acordou naquela manhã sem o despertador. Na verdade, quase não dormiu, mas procurou ver o lado positivo da situação e logo se pôs em pé, ignorando o espaço vazio ao seu lado na cama. Gostava de se sentir bem e se arrumar a fazia assim se sentir, então fez sua primeira parada do dia no banheiro. Escova de dente, pente, perfumes e outros mais, esteticamente organizados ao lado da pia, eram selecionados um a um pela mão delicada que fazia o melhor uso de cada um deles. A segunda parada foi no guardarroupas. Queria ser casual hoje, para isso não quero usar vestidos... ainda mais que as cores que tenho não combinam com esse dia. Uma calça jeans, sim... mas minha favorita está para lavar... Esta tem uma bela cor, mas não fica tão bem em mim quanto a outra... mas tudo bem, hoje quero cores, mesmo.&lt;div&gt;No mesmo ritmo escolheu a blusinha que acompanharia o resto do traje, saindo contente de dentro da porta branca que abrigava seu prazeres de cada manhã. Ah, a música! Esqueceu de escolher a música matutina! Vamos lá... devia baixar mais músicas, tentar novidades... ou quem sabe umas mais velhas... ah! Mas é claro! Como podia ter esquecido? É bom já colocar as músicas do coral, assim já me acalmo mais... Música do coral, então!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por um momento, sentiu vontade de trabalhar, mas não podia. Trabalhar em feriado é desespero... Trabalhar a fazia bem, dava a ela um objetivo a cada dia, uma meta a ser alcançada. Facilmente se destacou no escritório, não só por sua beleza, mas pela determinação que demonstrava todos os dias, como se a empresa fosse realmente sua, como se fosse a sua razão existencial, mas não era... certo? Bem, gosto muito de me manter ocupada, de me sentir útil no trabalho, mas isso não me torna uma viciada... quero dizer, tenho outras coisas que me dão prazer, que me alegram, como... filmes! Sim, odeio ficar parada em casa à toa e um filme sempre preenche minhas noites... ah, e quando tiro uma noite para assistir a um filme, comendo calda de chocolate... hum, mas faz tempo que não faço isso... e se... não, hoje à noite não dá, é verdade... olha outra coisa que me agrada: o coral! Cantar é um dos meus maiores prazeres, certamente... adoro o frio na barriga das apresentações em público, me traz uma sensação de aventura! E o ambiente do coral da igreja também é ótimo... não sou muito íntima de ninguém, mas adoro conversar com as amigas... nossa... tenho poucas amigas... não me lembro de alguma que não seja do coral... por que não há mais mulheres no escritório?! Será que poucas mulheres gostam de contabilidade ou meu chefe é simplesmente machista? Ele é um cara legal... não é muito bonito, mas percebo que ele me olha de vez em quando... quem sabe... Céus! Ele é casado, Júlia! O que você estava pensando?... Por que... Por que ainda estou sozinha?... Pare de pensar nessas coisas, mulher!... E é bom mesmo que você esteja sozinha, veja sua irmã no que se meteu depois de tantos anos casada... Ah, me perdoe, me perdoe... não podia pensar uma coisa dessas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O momento do café da manhã não a agradou como esperava e desistiu das fibras com iorgute. Desligou o som da música tradicional de igrejas na época de Natal e resolveu sair de seu apartamento, passear por algum lugar, fazer seu tempo passar... Não gostava de ociosidade, fazia-a pensar, e quando muito pensava, sempre algo ruim lhe aparecia em mente. Para que não corresse o risco, desceu as escadas cantando as músicas que tanto ensaiara, deu bom dia ao porteiro e andou rumo à... rumo à floricultura! Adoro flores durante a manhã... Cinco minutos de caminhada e... fechada. Bem, quem sabe uma simples caminhada não alegre meu dia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sabia se era tarde, manhã ou noite. Manhã não deve ser. As luzes que transbordavam da cortina vermelha muitas vezes enganavam e ficara muito tempo no quarto. Um vento resolveu bater e revelar o começo da tarde, resvalando nas suas pernas nuas. Resolveu cobrir-se novamente, assim também se sentia mais segura, menos desvelada. Sentia-se suja e não queria que ninguém visse quão suja estava... por dentro. Nem mesmo Eric. Valia tanto a pena fazer tudo o que fez? Na hora as coisas parecem ser tão claras e óbvias, mas aqui... pensando... não faz tanto sentido assim. Seus olhos bateram na cômoda ao lado da cama e foi como se levasse um golpe na cabeça. Os restos de ontem ainda se encontravam lá, ao lado da vodka barata, e só de vê-los sentia-se cansada. Ao mesmo tempo, uma intensa dor, como uma saudade ruim, subiu pelo seu estômago, dando-lhe ânsia e vontade... não uma vontade certa, porque acho que no fundo não quero mais... mas por que me atrai tanto? Odeio ficar indisposta! É uma das que mais odeio! E isso sempre me deixa assim... a dor de cabeça também me atrapalha e o cheiro é horrível...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por um momento, uma lágrima ensaiou cair pelas olheiras e sentiu-se fraca... e também forte... por um único momento, queria se rebelar como outrora fizera, mesmo que o tenha feito anteriormente para alcançar tudo o que tem agora. Tudo? Pensar no seu passado dava-lhe ainda mais dores de cabeça e esticou o braço para sanar todas as suas angústias. Era muito pouco em relação a ontem, mas era o suficiente para a manhã. Seu peito respirou intensamente e suas dores acalmaram, deixando-a em paz por mais alguns minutos. A preguiça invadiu-lhe o corpo, carregando junto o remorso. Sabia que estava errada, mas não se importava mais. Estava errada a tanto tempo que não fazia mais diferença... Era errada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não se sabe quanto tempo passou, mas o cérebro jazia morto enquanto os olhos sonolentos fixavam o carpete tosco. A boca estava aberta, pensou em fechá-la, mas não se importava mais. Nem sequer retirou do rosto a mão culpada. Assustou-se com o mover da porta e quando reparou em quem entrava ficou ainda mais emburrada: Eric.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ei gata...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nenhuma resposta. Sentiu-se mais parecida com o seu pai.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tenho que ver uns negócios... tomar conta, sabe... vou voltar mais tarde, viu? Enquanto falava, vestia-se com a roupa de vários dias. Falava com a autoconfiança de sempre, a mesma que a conquistou... e que mais lhe dava raiva no momento. Era tão falsa! Achava-se tão superior aos outros, mas seu nojento bafo revelava apenas o começo da podridão de seu corpo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ...e daí a gente vai comemorar, gata! Vem cá, me dá um beijo... vem... um beijo! Eu quero um beijo... gata. Os dentes cerrados revelavam a ameaça. Virou-se e satisfez seu desejo. A sua mão podre a tocava e sentia nojo de si mesma. Não olhou no seus olhos uma única vez. Saiu, enfim... paz? Não... paz era algo que não experimentava há muito tempo... já faz uns bons meses... não podia ser tão ruim antes a ponto de preferir viver assim... ah! Mas ele era ridículo! Não conseguia falar uma palavra com aquele idiota! Como ele consegue me irritar tanto! Tenho tanto o que falar para aquele... aquele...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de alguns minutos de silêncio, chegou à conclusão que tanto evitara por esses longos dois meses: sentia saudades... queria vê-los de novo. Fez um primeiro movimento: sentou na cama. Esperou um pouco e vasculhou com os olhos o quarto bagunçado e pouco iluminado, à procura de sua calça. Não achou. Mais alguns minutos e estava fora da cama. Sentou-se de novo, pensando se era de fato uma boa ideia. Afinal, o que falariam? Um grande medo a assaltou e trouxe as lágrimas que ficaram por tanto tempo presas no corpo frágil e magro. Tantas coisas passaram por sua cabeça que não conseguiu pensar em nenhuma delas, assim como quando se mistura todas as cores e forma-se o branco. Muitos minutos esperaram por ela, para que se recomposse. Decidiu: ia apenas vê-los, mas nunca falar com eles, não suportaria a vergonha. Foi achar sua calça na sala. Calçou o &lt;i&gt;all star &lt;/i&gt;preto e o casaco que pegara de última hora quando fugiu de casa - era de seu pai, marrom, sua cor preferida, por mais que seja a cor mais ridícula para se preferir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O apartamento do pai era mais perto, passaria depois na casa da mãe. Não sabia como ou se iria vê-los, iria apenas tentar. Andou de cabeça baixa e fazia tantos dias que não passava por aquelas calçadas que o cenário mais parecia um extenso &lt;i&gt;dejá vue. &lt;/i&gt;Por todo o trajeto caminhava abraçada em si mesma, como se todo o mundo à sua volta&lt;i&gt; &lt;/i&gt;estivesse pronto para julgá-la e a única coisa que pudesse protegê-la fosse seus próprios braços franzinos. Seu coração palpitou ao reconhecer as marcas na calçada: estava próxima. Os pés das pessoas passando a distraiam. Há pouco tempo, eram em sua maioria calçados populares, mas agora os sapatos executivos tornavam-se mais frequentes. Riu minimamente em seu interior ao ver um outro &lt;i&gt;all star&lt;/i&gt;, mas este vermelho. Se houvesse uma jeito de escolher uma coisa que pudesse levar do seu quarto nesse exato momento, seria, definitivamente, seu &lt;i&gt;all star&lt;/i&gt; vermelho. Calçou o preto não sabe por que e se arrependeu amargamente por isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seus passos pararam de seguir o ritmo dos outros à sua volta e desaceleraram. Contou até dez e levantou o rosto. Em seguida virou-o à direita, na direção do prédio azul e branco do outro lado da calçada. Subiu os andares com o olhar até chegar no último e... nada. Uma parte dela sentiu-se aliviada, como se justificasse todos os seus atos. Mas não conseguia reunir forças suficientes para sair dali. As pessoas continuavam cada qual o seu caminho e o corpo da menina ainda menor de dezoito parecia buscar em cada uma delas um incentivo para deslocar-se. Sabia que bastava um passo e sairia dali rapidamente, mas algo a retinha, fazendo-a permanecer imóvel. Fechou os olhos e convenceu sua mente: uma última olhada e sairia. Seus olhos se abriram e buscaram a janela da cobertura com convicção. Sairia daquela calçada em instantes! Mas... pai? o que que ele... está subindo? Não! Assim que seus olhos se encontraram com os de seu pai, apoiado na temida janela, correu como há tempos não corria, finalmente encontrando o incentivo que tanto esperava para seus pés. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-4514079001545451921?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/4514079001545451921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/12/natal-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/4514079001545451921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/4514079001545451921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/12/natal-parte-2.html' title='Natal - parte 2'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-6809752808585140135</id><published>2009-12-22T11:05:00.003-02:00</published><updated>2010-02-28T17:02:23.249-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto de Natal'/><title type='text'>Natal - parte 1</title><content type='html'>É engraçado como não temos controle sobre nossas vidas. Como as coisas podem tão facilmente escapar das nossas mãos; tão rapidamente que nos desconcertam e nos tornam a realidade desinteressante. É engraçado como essa gota se demora para juntar-se ao resto do copo, como se ela realmente não quisesse chegar lá. Interessantes mesmo são essas cores, caramelo, vermelho, sei lá... estou sem paciência para defini-las... apenas saboreá-las... mais um gole... ah! Como uma faca rasgando o corpo... toda a dor que quero agora, é essa dor que me faz melhor, me torna mais justo... sofrer... embalsamar um corpo vivo. A porta bate. Os passos agudos se aproximam do corpo largado à poltrona, de frente à janela. Eles param. Não quero me virar... pra quê? Sei de quem são... sei que ultimamente não me trazem boas notícias, mas eles insistem em falar comigo:&lt;div&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Marcos...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só um movimento do copo como resposta. E nem mais à boca consigo consigo levá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ...o delegado me ligou hoje... pode ser uma pista... não sei, na verdade, mas quero acreditar...&lt;/div&gt;   &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa última frase deve ter sido acompanhada de uma lágrima, com certeza. Pessoas chorando me fazem chorar, mas já gastei todas as minha lágrimas... por essa e outras vidas... tomara que não existam outras vidas... uma já basta, não aguento mais.&lt;/div&gt;   &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você não vai fazer nada? - sim, com certeza há lágrimas - Você não pode continuar assim, Marcos... Uma longa pausa me separa dos passos, que por um momento tentam se aproximar, mas desistem não muito longe do início. Ah, como queira que eles viessem até mim e me abraçassem... queria sentir um pouco de calor! Meu corpo já está frio! É esse vento estúpido dessa estúpida janela... como se ela fosse aparecer, como se ela fosse olhar pra mim... como se ela me amasse... não há mais sentido nessa janela se não eu me terminar nela. Ah, minhas pernas já não se movem há tempos... por um momento é bom sentir o sangue correndo por elas e os músculos vibrando... um pouco de trabalho, mesmo que levantar o corpo de uma poltrona já dignifica o homem... mas não suficiente. Ha! o que pode, verdadeiramente, ser suficiente?&lt;/div&gt;   &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os passos já estavam voltando à porta quando pararam ao o ouvir levantar. Repousou o copo no parapeito e em seguida debruçou na janela aberta. O vento dissipava o bafo de álcool no ar e os pensamentos do médico bêbado. As pessoas parecem tão pequenas, vistas da cobertura do prédio, tão distantes... e se curei uma daquelas pessoas? Tantas passando aqui por baixo e tantas cirurgias feitas, certamente uma delas está ali aos pés do prédio... mas São Paulo é grande... talvez não tenha curado nenhuma delas, talvez nem parentes delas, ou ainda conhecidas... São Paulo é grande, muita gente... ela pode estar em qualquer lugar.&lt;/div&gt;   &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Marcos? Um tom de esperança saía de sua voz, na expectativa que ele virasse não só a cara, mas o rumo de sua vida. Estava enganada. O chão ficou mais atraente. As cores se misturavam às pessoas. A alma já estava de pé no parapeito, bastava apenas o corpo segui-la. Os olhos cercaram a rua, buscando uma última coisa que pudesse detê-lo... mas a dor era grande demais.&lt;/div&gt;   &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Marcos?! Acho que ela já adivinhou a minha pretensão. O que tenho que fazer, farei depressa, antes que pense melhor... antes que ela me pare, antes que eu volte a querer viver. Ah, porque a perna tem estar tão pesada assim? Ai! Joelho no parapeito... Como estará a cara dela? Tomara que ela não esteja vendo. Renata...não merece isso. Mas assim é melhor, assim... o quê?&lt;/div&gt;   &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Marcos! Ela queria correr e pará-lo, mas por um momento o nojo que sentiu um dia por aquele homem lhe veio a mente, no entanto, foi seu marido, o amou antes na vida, tiveram uma filha... ah, por que isso foi acontecer? Não há quem mereça isso, não há! Eu cuidei dela como pude, eu a amava com a minha vida! Talvez o trabalho atrapalhasse um pouco... mas cuidava mesmo assim! E quando não estava, tinha a empregada! Minha irmã, às vezes, também ajudava... Atenção não faltava; eu sabia das notas dela... por sinal, não consegui falar com ela sobre a nota de Português... ela sempre foi bem, mas tirou uma nota ínfima... por quê? Por que não consegui falar com ela? Ela estava distante... saía com frequência, dificilmente sabia onde ela estava, como conseguiria conversar com ela? Os horários também não ajudavam muito... principalmente as horas de sábado... talvez, se não trabalhasse de sábado podia ter conversado com ela, tomado um café-da-manhã que seja... imagina se todo sábado de manhã eu a levar para o Ibirapuera, podemos correr juntas!... Podíamos... o quê? Marcos! Não!&lt;/div&gt;   &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A figura diante dos seus olhos o fez parar. A sua posição era claramente desconfortável (confortável seria já estar deitado junto à calçada, sem dor), mas existem coisas que nos fazem parar... tremer... não ter mais controle sobre os próprios membros...O que é que vira? Sei que meus olhos devem estar um pouco turvos, por causa da bebida, mas a imagem foi bem clara, apenas não conseguia mais encontrá-la no meio da multidão... seria um anjo? Ela me lembra algo... alguém... seus traços, o jeito de andar, de olhar... pra mim... A perna perdeu força e antes mesmo de conseguir subir na janela, caiu para trás. Seus olhos fitavam os céus, o único lugar ao qual se poderia olhar... A imagem era processada na mente e tomava cada vez mais forma definida. Seu corpo, suas roupas, seus olhos, seu rosto:&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sofia!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Renata, que fizera a pouco os primeiros movimentos em direção ao ex-marido parou ao som do nome proferido. Uma brasa cada vez mais fumegante ardia em seu peito. Por que proferiria aquele nome tão evitado nos últimos dois meses justamente naquelas circunstâncias. O rosto enfim virou, revelando uma vasta barba que não devia ser feita há semanas, mas os olhos tinham um brilho que não se via desde... não me lembro...&lt;/div&gt; &lt;div&gt;O encontro de olhares acalmou as emoções da mãe aflita, que olhava com espanto e curiosidade o homem sentado no chão à sua frente. Pelo tanto que o conhecia - 18 anos vivendo juntos não podem ser desconsiderados - sabia que aquele olhar trazia algo diferente, que não estava presente fazia tempos... esperança.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sofia... Assim que as palavras saíram de sua boca, levantou-se da melhor maneira que pode. Desequilibrou-se, mas rapidamente apoiou as mãos na poltrona, impulsionando-o novamente rumo à porta. Passou por Renata, atônita, e saiu pelo corredor. Não se lembrava da última vez que sentiu o frio do piso do corredor - e foi quando descobriu que estava descalço, mas isso não importava - e demorou alguns milésimos a mais para lembrar para que lado ficava a escada... ou o elevador... não, a escada; odeio esperar elevadores. A mão tateando a parede ajudava o corpo curvado a se deslocar até o corrimão da longa escada. Os pés desciam compassadamente e impressionou-se da precisão que apresentavam. Só depois do terceiro lance de escadas que lembrou morar num prédio com quinze, não, dezesseis andares - sendo que seu apartamento se encontrava no último. O fôlego já não permitia descer mais degraus, e por um momento pensou em simplesmente deixar seu corpo descer escada a baixo, aproveitando a gloriosa lei da gravidade e a inércia do seu corpo, já pesado pela inatividade. Seu dedo procurou o botão do elevador... qual era, não sei... acho que o de baixo... droga! Apertei o de cima, raios de botão! Agora sim... agora... Ah, Renata descendo... não queria que ela me visse nesse estado... no estado que estou já não sei há quanto tempo... e que estou fazendo com esse casaco marrom?! Não combina nada com essa calça preta!... Renata... Sofia! O elevador!&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Quando Renata terminou de descer o mesmo tanto de degraus que Marcos, já não o via. Via apenas as luzes indicadoras do elevador passeando para a esquerda. Tinha que saber o que ele estava aprontando. Continuou a descer as escadas com resistência supreendente para uma mulher já de meia-idade, mas não tão surpreendente quando se trata de uma mãe à procura da filha.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;A descida repentina deu-lhe tontura e tentava apressar os números descrescendo no &lt;i&gt;display&lt;/i&gt; do elevador sem sucesso. Apoiou o corpo no espelho às suas costas e procurou refúgio aos olhos no teto, mas o desconforto de ser quem era não saía de seu corpo e contentava-se apenas na figura de sua filha... será ter sido uma ilusão? Agora que o pensamento cruzou sua mente, sentiu calafrios de medo... E se nada mudasse? Tudo voltasse a mesma droga de sempre? Eu, aqui, em trapos, sem trabalho, família... sem aonde saber procurar por uma razão de vida... Se o que dizem é verdade, se a esperança é a última que morre... acho que já morri faz tempo.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;O alerta do elevador de que já estava no andar térreo o tirou de sua dispersão, conduzindo, trôpego, às portas de vidro que levavam ao pequeno lance de escadas... à calçada... rua... filha... ela estava do outro lado. Não deu grande atenção às buzinas que o advertiam de sua loucura. Ao chegar do outro lado, vasculhou todos os lugares, pessoas e olhares que sua visão distorcida alcançava. A cada segundo que não obtinha o resultado que tanto esperava, o desespero crescia exponencialmente. O ar faltava aos pulmões e já não sabia para que direção olhava, apenas girava em círculos em meio à multidão apressada. E seu olhar finalmente parou ao reencontrar o de sua ex-mulher, que o fitava ao longe, do outro lado da rua, com o queixo estremecendo e os olhos baixando. Todas as forças que restavam a ele se esvaíram naquele mesmo instante, concentrando-se apenas nas suas lágrimas, no seu pranto alto e patético. Deixou seu corpo cair, como queria ter feito lá de cima, mas a única coisa que lhe aconteceu foi esbarrar com um jovem que, até então, estava desconectado do mundo, envolto pela sua música alta, de olhos baixos e chiclete sendo mascado automaticamente por movimentos contínuos que, por sinal, regiam todo o seu corpo, até sua mente. Os fones caíram de seu ouvido e a mochila de seu ombro. Sua mão tocou o chão; os seus tecidos, que clamavam por algum contato físico verdadeiro, satisfizeram-se ao serem rasgados pelo asfalto: meras células... serão recompostas. O que mais lhe incomodou, no entanto, foi deparar-se com a humanidade que já não tinha, com o choro de um bêbado.  &lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-6809752808585140135?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/6809752808585140135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/12/natal-parte-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6809752808585140135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6809752808585140135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/12/natal-parte-1.html' title='Natal - parte 1'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-73490146939981564</id><published>2009-12-09T09:58:00.002-02:00</published><updated>2009-12-09T10:49:50.941-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>A menina do cachorro</title><content type='html'>A menina conversava com seu cachorro, sentada na grama da pequena praça daquela pequena cidade sob a sombra de uma grande árvore; discorria sobre qualquer coisa não muito importante e seu cachorro a acompanhava num outro ritmo, constantemente mudando de lugar. Eram conversas divertidas e ele era realmente um bom amigo e sempre quando as lições de casa permitiam, não recusava o momento. O cachorro, por não ser humano, não tinha medo de trocar dezenas de "eu te amo" durante o dia... a menina era tudo para ele e ela retribuía o sentimento (sem, claro, a mesma empolgação).&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A árvore sob a qual sentavam cresceu e envelheceu, mas continuavam na sua rotina-não-certa de sentarem para conversar sempre que podiam. Muito embora ela podia muito menos. Sobre o tempo do cachorro, não precisa se discutir... afinal, fora se aventurar a cheirar coisas novas e observar as pessoas passando (de vez em quando latir para outro cachorro), não tinha muito o que fazer. Mas a menina, esta acompanhou o crescimento da árvore e com isso as responsabilidades aumentaram e o tempo começou a ficar mais curto. Não tinha grandes preocupações (nem mesmo pensava muito em meninos) e as conversas esporádicas com o cachorro a faziam lembrar do que era realmente importante. Eles ainda trocavam seus "eu tem amo"s &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cachorro começou a perder o ânimo. Não por dentro, onde sempre se via empolgado, mas o corpo já não acompanhava a mesma alegria e euforia. Mesmo assim, esperava pelos momentos com sua dona, porém mais requieto... ela era tudo para ele. Ela, contudo, virou bela moça, com outras responsabilidades. Gostava do cachorro, mas tinha agora várias amigas e amigos, além de vários outros interesses. Suas conversas eram bem mais curtas, normalmente o cachorro que perguntava do dia dela e tinha respostas breves, quando não monossilábicas. O cachorro, por ainda ser cachorro, não tinha medo de dizer para ela que a amava. Ela retribuía, mas sem o mesmo brilho nos olhos. Ela só ficava novamente empolgada, quando era acompanhada de alguma amiga nas conversas com o cachorro - já consideradas ocasionais - e este, com toda a paciência, suportava ser ignorado por algumas vezes e se contentava com o carinho que ainda não faltava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chegou o tempo em que deitar era quase tudo o que conseguia fazer e a própria visão esvaía. Levantou como pode, andou até a árvore já velha e sentou, observando o seu último por-do-sol. Estava sozinho. Muita gente podia tomar essa situação como injusta ou ultrajante, mas gente ele não era, era cachorro. Só agradeceu ter vivido (e da melhor maneira que pode). Amou a vida inteira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-73490146939981564?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/73490146939981564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/12/menina-do-cachorro.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/73490146939981564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/73490146939981564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/12/menina-do-cachorro.html' title='A menina do cachorro'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-6083830700853629761</id><published>2009-11-19T23:50:00.003-02:00</published><updated>2009-11-20T00:01:25.448-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>Prática</title><content type='html'>Só gostaria de relatar como temos tanto pelo que agradecer. Nem percebemos, mas todo momento é um momento novo, diferente do anterior e todos eles nos mudam e transformam, nem que seja num mínimo de um sorriso. E em todos esses instantes estamos vivos, não importa em que estado... Se olharmos para os passos que damos com contentamento, não só aproveitamos o azul dos dias claros, mas também nos regamos com a chuva das tardes cinzentas e nubladas. Vale a pena. Muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-6083830700853629761?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/6083830700853629761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/11/pratica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6083830700853629761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6083830700853629761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/11/pratica.html' title='Prática'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1880009248628153792</id><published>2009-11-12T22:46:00.004-02:00</published><updated>2009-11-12T23:16:09.381-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Relativo</title><content type='html'>Algo curto.&lt;div&gt;Sim, com pressa,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sem muito o que pensar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algo só para preencher&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os espaços que faltam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre "entre" e "fim"do fim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algo só que os deixe contentes,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sem aquele trabalho todo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De mexer e descolar a mente,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem precisa fazer sentido!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só faça,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faça que eles adoram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas quem sabe, um dia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eles olhem para as palavras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;como realmente são.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem sabe, um dia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não tenhamos que discorrer sobre a verdadeira relevância de versos &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;[compridos ou&lt;/div&gt;&lt;div&gt;curtos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;[Algumas coisas não tem tanto mistério assim]&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem sabe, um dia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"amor" signifique Amar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não velha peça de porcelana,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parte da coleção de seus amados avós&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem sabe, um dia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O essencial não escape mais aos olhos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a gente, enfim, poderia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Simplesmente... aceitar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;[A Academia poderia, as vezes, usar um pouco de fé.]&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1880009248628153792?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1880009248628153792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/11/relativo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1880009248628153792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1880009248628153792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/11/relativo.html' title='Relativo'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1026505018925512113</id><published>2009-10-30T20:28:00.000-02:00</published><updated>2009-10-30T20:30:23.035-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Motivo</title><content type='html'>Eu canto porque o instante existe&lt;br /&gt;e a minha vida está completa.&lt;br /&gt;Não sou alegre nem triste:&lt;br /&gt;sou poeta.&lt;br /&gt;Irmão das coisas fugidias,&lt;br /&gt;não sinto gozo nem tormento.&lt;br /&gt;Atravesso noites e dias&lt;br /&gt;no vento.&lt;br /&gt;Se desmorono ou edifico,&lt;br /&gt;se permaneço ou me desfaço,&lt;br /&gt;- não sei, não sei. Não sei se fico&lt;br /&gt;ou passo.&lt;br /&gt;Sei que canto. E a canção é tudo.&lt;br /&gt;Tem sangue eterno e asa ritmada.&lt;br /&gt;E sei que um dia estarei mudo:&lt;br /&gt;- mais nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Cecília Meireles)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E lógico que esta poesia não poderia ser minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1026505018925512113?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1026505018925512113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/10/motivo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1026505018925512113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1026505018925512113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/10/motivo.html' title='Motivo'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-7985098233809547139</id><published>2009-10-22T20:24:00.002-02:00</published><updated>2009-10-22T20:41:40.121-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Por mais gago</title><content type='html'>Que eu seja, formar-se-ão palavras na minha boca.&lt;br /&gt;Talvez sem muito sentido, sem tanta ordem&lt;br /&gt;Mas simples e sinceras... ainda que não fáceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falarei sempre do que me acompanha,&lt;br /&gt;Um pouco acanhado no ínicio, que seja&lt;br /&gt;Mas não envergonhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o que de mim vejo sempre perto&lt;br /&gt;Não pode me dar maior alegria,&lt;br /&gt;Sinto só por não fazê-lo caber em palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enquanto eu continuar pequeno,&lt;br /&gt;Cabendo na palma de sua mão&lt;br /&gt;Caberei em ti e me satisfaço&lt;br /&gt;Nas tuas palavras, que em minha boca virão&lt;br /&gt;Não importa o quão gago eu seja&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-7985098233809547139?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/7985098233809547139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/10/por-mais-gago.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7985098233809547139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7985098233809547139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/10/por-mais-gago.html' title='Por mais gago'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-527444309984267219</id><published>2009-10-15T21:46:00.002-03:00</published><updated>2009-10-15T21:49:25.443-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>À procura da Arte</title><content type='html'>Ouviu o homem um sussurro estranho, que entrou por seu ouvido no vibrar de uma frequência estranha, retumbando e batendo estranhamente dentro de sua cabeça, até chegar na mente e se dissolver junto de todos os seus conhecimentos anteriores. O chão parecia frio. Cinza e frio. Mas desenhava o andar de cada pessoa que um dia passou por lá, seus pés, seus jeitos, o que falavam, o que sentiam. O ar estava carregado de história e quando assim percebeu, pareceu-lhe que ia sufocar, tamanho peso e importância do simples ar. Tudo parecia iluminado por igual, e por um momento, todas as pessoas eram iguais. Não em aparência, ou em personalidade (seria muita pretensão afirmar isto), mas algo as unia, como uma necessidade só, de toda a humanidade. Via neles algo que parecia seguir a vida de cada um. Todas as pessoas eram iguais, debaixo de uma só perspectiva.&lt;br /&gt;Em seu momento de epifania, pôs o lápis a sambar e riscar o papel em branco. Mas tudo que lhe saia não expressava em nada o que via. Tentou desenhar, mas a luz era indecifrável e de repente viu-se frustrado por não saber o que era bom ou ruim, o que seria genial como seus pensamentos, ou simples farsa, que passa de um dia para o outro, sem ser importante para ninguém, para momento algum. Afinal, o que é a arte?&lt;br /&gt;Seus anos já não eram tão curtos - tinha filhos, esposa, tios, tias mãe e pai. Já vira tanto que nem se podia guardar: lembrou-se do momento em que fez, pela primeira vez, um importante gol no time da escola. A alegria lhe extasiava e nunca houve mais um segundo sequer que tivera tantos amigos, tantas paixões e fosse tanto amado, como naquele momento em que a bola cruzou, por inteiro, a linha do gol adversário. Pegou-se devaneando na sua primeira namorada e como aquilo lhe causara tamanha vergonha. Mas ao lembrar-se de seus tempos imaturos, sorriu por ter sido um tempo necessário. Veio-lhe à mente, então, o instante que primeiro passara dos limites com amigos no bar, pode revolver o álcool que lhe entorpecia qualquer tipo de pensamento, o movimento leve e lento das mãos, a risada vazia e ecoante, como também o buraco posterior em sua alma - nunca mais faria coisa do tipo... até a semana seguinte. A vida passou mais um pouco, e sua quarta namorada (que viria a ser a sua companheira para o resto de sua vida, a que podemos confirmar) já visitava seus parentes e sentiu-se pela primeira vez intimidade, viu nela aquilo que queria para sempre, mas que por muitas vezes esqueceu que tanto a desejara. O medo de ser pai e segurar no colo a vida a qual dele proviera - e seu esômago gelou. Outros tantos momentos passaram atropelando outros, de modo indistinguível. Conseguiria fazer arte com tudo que já lhe foi oferecido na vida? Seria arte a representação da sua pessoa, em toda a sua abundância? Ou a completa negação desta?&lt;br /&gt;Viu, por fim, um completo desinteresse no humano. Este já não lhe parecia mais atrente e encantador. Soava-lhe um ser tão mesquinho e pequeno, cheio de necessidades e... frágil. Muito do que pensavam era completa estupidez, e diante de todo o seu ser fracassado, embriagavam-se de orgulho e arrogância, negando olhares para aquele que tiveram menos sorte, reclamando autonomia do Universo, e impondo todo tipo de ideologia, como se fossem os verdadeiros inventores da sabedoria. Mas basta uma chuva, um escorregão... e todo pensamento, sorte, orgulho, riqueza, ideologia e sabedoria caem por terra, com o homem debaixo dela. O homem é um ser tão fraco e passageiro. Pode arte sair de suas mãos?&lt;br /&gt;Saiu da escada a qual observava o mundo sem uma respota. Procurou nos prédios, ares, flores e belezas. Definiu, então, que arte é aquilo que agrada o homem - completamente plausível: a arte provoca no ser humano os mais variados sentimentos que lhe causam um certo conforto, lhe deixam morno e lhe inspiram felicidade. Contentou-se com sua conclusão, mas então viu as ruas, a gente, e as casas. Seus olhos pareciam tão diferentes, tantas coisas que lhe pareciam ocultas - e o incomodavam agudamente - sobressairam-se à sua vista e sentiu grande depressão. Definiu que arte deveria confrontar os erros, a falta de respeito e a falta de lugar. Tudo que estivesse errado, deveria ser acusado, em plena corte fantástica, pela arte. Sentiu mais firmeza em sua razão, porém... como unir esta definição à anterior? Olhou para o lado e lá estavam dois bêbados, que em sua gritaria e risos descontraídos, abordavam com palavras todos à sua frente, enquanto andavam pela calçada. Muitas palavras extremamente desnecessárias foram proferidas, porém algumas outras grandemente curiosas, que despertavam revolta. Seria o absurdo também arte? Teria ele lugar junto do Belo, e do Justo? Seria o retrato da incerteza e confusão do homem algo a ser elevado como arte?&lt;br /&gt;A definição que antes lhe parecia certa, agora escapava por entre seus dedos. Até que... Lembrou-se daquilo que ligava toda a humanidade. E tudo pareceu, então, desconfortavelmente claro. Seria uma linda resposta, mas ao mesmo tempo, o desmascaria por completo, deixando transparente para o mundo.&lt;br /&gt;Viu-se, pela primeira vez, totalmente indefeso... encontrou a arte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-527444309984267219?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/527444309984267219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/10/procura-da-arte.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/527444309984267219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/527444309984267219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/10/procura-da-arte.html' title='À procura da Arte'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-8333959801822906486</id><published>2009-09-30T20:45:00.003-03:00</published><updated>2009-09-30T20:49:41.388-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>só isso, simplesmente</title><content type='html'>meus dias não são dias,&lt;div&gt;são semanas inteiras,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que se estendem no limiar do sentido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e se comprimem, bem de perto, no coração&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;minha gente não é gente,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;são pedras preciosas, espalhadas na terra&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e pedregulhos cinzentos, duros, frios e calculáveis&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;meu dono não é dono,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é Senhor, com voz que treme e desmancha&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e abraço que remonta tudo outra vez&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-8333959801822906486?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/8333959801822906486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/09/so-isso-simplesmente.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8333959801822906486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8333959801822906486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/09/so-isso-simplesmente.html' title='só isso, simplesmente'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-3496355335362199802</id><published>2009-09-27T00:31:00.006-03:00</published><updated>2009-10-15T21:49:08.525-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>Resolução de 27 de Setembro</title><content type='html'>Corei de ver a vida passar. E é incrível como ela consegue ser tão cruelmente bonita!&lt;div&gt;[Como não queria ver mais dois poemas seguidos, faço qualquer coisa aqui]&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Suspiramos tanto e vemos tanta TV, parece que nada nunca vai chegar. Mas aí, um dia chega, e começas a se contorcer pra ver o mundo em 360 graus. Dá vontade de que tudo seja muito mais simples! Muito mais! Afinal, por que não apenas sobreviver (o problema é que só de fazer essa pergunta, já me vem a resposta, clara e óbvia, mas nada confortável...)?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei realmente se é só preguiça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No fundo, acho que não. É que me atropelaram de um ano para o outro (e por diversos lados). "Atropelar" parece sério demais, mas como não consigo (e não quero) achar outra palavra, fica ela mesma! Vem vários fantasmas juntos, e por mais que você não se desespere... você se desespera! A questão é: fazemos tanto para um dia sermos alguma coisa, mas na verdade não temos como descobrir o que seremos até sermos! Tantas coisas fazem parte de uma vida, cercada de muitas cores, muitos sons. Sempre quando algo te incomoda, há uma outra voz que te chama pra perto e te faz ver as outras cores que não se tornaram cinzas (por um tempo, porque é sempre por um tempo). Às vezes os passos parecem não convergirem para o mesmo lugar, mas o que? Somos ainda jovens e queremos saber o futuro?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que me incomoda é que algo me incomoda, e não as outras coisas normais de gente normal (às vezes me trato como sendo extremamente diferente, mas pelo tom da minha voz, se vê a ironia e minha normalidade... Mas ser normal não significa que não se possa ter desejos extremamente anormais). Mas não vejo como chegar lá. Mas, pensando bem, eu sou míope, e as chances de eu enxergar ao longe já não são naturalmente boas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vamos ver no que vai dar (além de grandes piadas aos netos).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-3496355335362199802?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/3496355335362199802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/09/resolucao-de-27-de-setembro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/3496355335362199802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/3496355335362199802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/09/resolucao-de-27-de-setembro.html' title='Resolução de 27 de Setembro'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-7561883143865223048</id><published>2009-09-21T17:33:00.004-03:00</published><updated>2009-09-21T18:10:42.412-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Como se parar o Tempo</title><content type='html'>Como é, cadê lá?&lt;div&gt;Vem de encontro, abre mar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como é, como é?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abre porta, segura pé&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Inda agora, vou me embora&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sai da roda, vai de novo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cadê hora? Verte e chora&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vá lá, vai! buscar teu povo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Anda hora, vai de novo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passa hora, cai de novo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lava mão, levanta e vai&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Paga nada, manda e faz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faz o peito, faz a gente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mata o medo, varre a frente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Anda o passo, torto e reto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cadê hora? Mais de perto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hora mora enquanto quase chora&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hora para pra que o mundo caia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hora esquece, desfalece&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Volta o tempo, fim de lamento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como é? Vai parado?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mundo estreito, pouco porte&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vai luzindo, lado a lado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;lento e pouco, muito e forte&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cora e cai, joelho bate&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olho a olho, vermelha terra&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Peito vai, xeque-mate&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nasce o novo, velho encerra&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Anda hora, vai de novo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passa hora, cai de novo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lava mão, levanta e vai&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Paga nada, manda e faz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faz o peito, faz a gente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mata o medo, varre a frente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Anda o passo, torto e reto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cadê hora? Tem fim certo&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-7561883143865223048?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/7561883143865223048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/09/como-se-parar-o-tempo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7561883143865223048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7561883143865223048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/09/como-se-parar-o-tempo.html' title='Como se parar o Tempo'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-2683782652966324388</id><published>2009-09-14T13:46:00.002-03:00</published><updated>2009-09-14T18:01:06.939-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Conversa (2)</title><content type='html'>- E aí? Melhorou?&lt;br /&gt;- Como se você não soubesse... Melhorou sim.&lt;br /&gt;- Sempre sei, mas gosto quando você me fala por vontade própria.&lt;br /&gt;- Obrigado... Fez muita diferença mesmo... Quer dizer, nada mudou efetivamente, mas... Mas, é bom saber que isso tudo leva a algum lugar.&lt;br /&gt;- Só tome cuidado para que leve ao lugar que quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;Você sabia que pode utilizar o Messenger de qualquer tipo de celular?  &lt;a href="http://www.windowslive.com.br/celular/home.asp?utm_source=MSN_Hotmail&amp;amp;utm_medium=Tagline&amp;amp;utm_campaign=MobileServices200908" target="_new"&gt;Saiba mais.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-2683782652966324388?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/2683782652966324388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/09/conversa-2.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/2683782652966324388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/2683782652966324388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/09/conversa-2.html' title='Conversa (2)'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-838710774318443819</id><published>2009-09-13T22:26:00.006-03:00</published><updated>2009-10-15T21:49:36.795-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Independência com Morte</title><content type='html'>Acordei um dia e vi:&lt;div&gt;Um quarto leve e gostoso, sem luxo, sem maiores decorações, mas tinha sobre mim uma cama, e ao meu lado, armário. Saí pela porta e me deparei com o corredor, pequeno e verde, mas um aconchegante corredor, que dava até a cozinha. A cozinha não tinha nada de especial, apenas uma mesa pequena, geladeira amarela e fogão, microondas, pia, torradeira. Os azulejos eram preto-e-branco. Não estava repleta de comida, mas tinha ao menos um pouco em cada armário marrom. A cozinha dava para a rua. Uma rua com seus buracos e casas não tão elegantes, mas muito enxuta e segura, tinha até um ponto de ônibus. Do ônibus, se viam as casas correndo pela janela, no contraste com os bancos laranjas e piso metálico. Não era o ônibus mais confortável que andei, mas era um bom ônibus. No outro ponto já vi uma nova rua. Essa, um pouco mais estreita, se estendia por meio da nuvem de fumaça dos carros de todos os tipos (menos dos tipos mais caros). Andando por lá, as casas andavam ao meu lado. Se viam suas rachaduras, porém eram casas... bonitas? Acho que sim. A esquina me ofereceu uma nova visão. Dessa vez, as casas tornaram-se menores e mais vermelho-alaranjado. As roupas se estendiam pelos muros e tetos, banhadas pelo Sol. Não era uma visão que me agradava. Felizmente, dobrei mais uma rua. Infelizmente, nem casas vi. Vi quartos: cada qual com sua cama e paredes (algumas compartilhadas), mas as camas eram de papelão, e as paredes não eram deles, que ali repousavam (nem das moscas que os rondavam). Quase fechei meus olhos, mas continuei... não dá pra ficar pior. Vi suas cozinhas. Coincidentemente, pareciam-se muito com onde eu jogava os restos da minha comida. Parei. Voltei. Lixo, beco, papel, lugar, mãos sujas, papelão, tocas, furos, cheiro, largar, casas, tijolos, tijolos e roupas, sol, varal, gato, garrafa, buraco, cinza, grama, morta, carro, fumaça, caras, fumaça, relógio, assentos laranjas, corda, luz, metal, freio, ponto, seguro, árvore, jardim, casa azul, verde, amarela, vermelha, portão, cozinha, corredor, quarto, ufa! Ainda bem que meu quarto continua o mesmo... Não há com que me preocupar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-838710774318443819?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/838710774318443819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/09/independencia-com-morte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/838710774318443819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/838710774318443819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/09/independencia-com-morte.html' title='Independência com Morte'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-6106140170647428238</id><published>2009-08-31T18:11:00.005-03:00</published><updated>2009-08-31T18:34:07.475-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>Vazio</title><content type='html'>Me peguei lendo algumas coisas que não entendia (na verdade, nos últimos vezes, várias são as vezes que não entendo quase nada do que leio), mas continuei, e continuei não entendendo nada. Algumas parecem estar no limiar de ser algo estrondosamente interessante, mas se desvaneciam num ponto final... e mais nenhuma palavra depois. Sinceramente, não sei se gosto ou não que terminem assim. Por um lado, me agarro a cada palavra que salta aos meus olhos e minha mente voa com elas, deixando-as voltarem aos seu lugar apenas depois de um longo passeio (outra coisa que tem acontecido muito ultimamente); mas por outro, tudo que antes imaginara nunca ia se tornar realidade - e estas são as partes dos sonhos que ainda não consegui lidar... encará-los como sonhos.&lt;br /&gt;Me peguei pensando sobre quem queria ser. Um hiato no tempo, permitindo a imaginação das pessoas voar e flutuar pelo espaço-nada-contínuo. Ou um tempo cheio, onde poderiam ver o que realmente está ali, o que realmente importa. Aqueles que me conhecem, conhecem também minhas prioridades, o que escolho ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Afinal, serei [ou seremos] por pouco tempo, muito menos do que podemos acreditar. Mas ainda há aqueles que acreditam num Tempo onde não haverá tempo, e tudo o que desejamos um dia ser, passará do desejar para o contemplar. Há de vir um Tempo, onde o tempo é infinito, e que seremos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;cheios,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;cheios,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;cheios,&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;não havendo espaço para hiatos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-6106140170647428238?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/6106140170647428238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/08/vazio.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6106140170647428238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6106140170647428238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/08/vazio.html' title='Vazio'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-6964190749321144848</id><published>2009-08-21T23:55:00.002-03:00</published><updated>2009-08-22T00:01:50.606-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Conversa (1)</title><content type='html'>- É um pouco frustrante, sim.&lt;div&gt;- Ah, o que posso dizer? é um momento...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Por que todas as minhas histórias tem que terminar bem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ai, ai... É a sua essência... No fundo, sempre terá esperança.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ás vezes isso frustra - sorriso de ambos os lados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É um momento... Um momento...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-6964190749321144848?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/6964190749321144848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/08/conversa-1.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6964190749321144848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6964190749321144848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/08/conversa-1.html' title='Conversa (1)'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-6425347492961010541</id><published>2009-08-13T13:30:00.002-03:00</published><updated>2009-08-17T23:11:12.773-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Nuvens e distrações</title><content type='html'>&lt;style&gt; .hmmessage P {margin:0px;padding:0px;} body.hmmessage {font-size:10pt;font-family:Verdana;} &lt;/style&gt; Como serás, amor&lt;br /&gt;A tua vestida?&lt;br /&gt;Que vem sem medo de perecer&lt;br /&gt;Ou se te preza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me diga então, amor&lt;br /&gt;Como ficar de castigo&lt;br /&gt;Só com meus passos&lt;br /&gt;Como único amigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que dirás, então&lt;br /&gt;Na alvorada que se passa&lt;br /&gt;Pois a vida corre, corre&lt;br /&gt;E não espera nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz de conta, então&lt;br /&gt;Que a paixão se fez de amigo,&lt;br /&gt;Sem que o revés do sonho&lt;br /&gt;Se fizesse valer,&lt;br /&gt;O fechar da noite,&lt;br /&gt;Os olhos estremecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz, amor&lt;br /&gt;Que tudo foi sempre igual,&lt;br /&gt;Que a corrida matinal&lt;br /&gt;Aos teus braços nunca aconteceu&lt;br /&gt;Que o meu nunca se fez teu&lt;br /&gt;Nada mais nos iguala&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está, amor&lt;br /&gt;O pedaço que você perdeu&lt;br /&gt;Pois um por um dia foi dois&lt;br /&gt;E não se faz mais um&lt;br /&gt;Mas preciso de dois!&lt;br /&gt;Pois meu coração quer bater&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminei minhas razões,&lt;br /&gt;Sem mais a desnudar&lt;br /&gt;Desdobrei-me inteiro em palavras que não são minhas&lt;br /&gt;Naufraguei meu barco no mar&lt;br /&gt;Gostaria, pois, ainda saber&lt;br /&gt;Como noite escura podes trazer&lt;br /&gt;Sendo tu nada mais real que meus sonhos&lt;br /&gt;E meus sonhos falsos feito nuvens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um momento,&lt;br /&gt;parecias real&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sete instantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;Novo Internet Explorer 8: mais rápido e muito mais seguro. &lt;a href="http://brasil.microsoft.com.br/IE8/mergulhe/?utm_source=MSN%3BHotmail&amp;amp;utm_medium=Tagline&amp;amp;utm_campaign=IE8" target="_new"&gt;Baixe agora, é grátis!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-6425347492961010541?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/6425347492961010541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/08/nuvens-e-distracoes.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6425347492961010541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6425347492961010541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/08/nuvens-e-distracoes.html' title='Nuvens e distrações'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-471546730400491730</id><published>2009-08-10T08:31:00.002-03:00</published><updated>2009-08-17T23:10:47.246-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Colorindo os dias</title><content type='html'>Parece que vai ser assim,&lt;br /&gt;Com o mundo a desenhar&lt;br /&gt;O velho destino já conhecido,&lt;br /&gt;Já visto, vivido e morto.&lt;br /&gt;Se o sangue não tomar gosto,&lt;br /&gt;O que diferencia um dia de outro?&lt;br /&gt;Por que viver,&lt;br /&gt;Se o amargo é eterno?&lt;br /&gt;A chuva dos olhos não limpa mais&lt;br /&gt;O que sara não são palavras.&lt;br /&gt;A vaga esperança de se fazer novo,&lt;br /&gt;Hoje diferente de ontem.&lt;br /&gt;Esta sim,&lt;br /&gt;Tem volta e desapego.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fé.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não se pode mais lavar os próprios pés,&lt;br /&gt;E então? Como fazer?&lt;br /&gt;Não... fazer&lt;br /&gt;Deixar-se feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;Novo Internet Explorer 8: mais rápido e muito mais seguro. &lt;a href="http://brasil.microsoft.com.br/IE8/mergulhe/?utm_source=MSN%3BHotmail&amp;amp;utm_medium=Tagline&amp;amp;utm_campaign=IE8" target="_new"&gt;Baixe agora, é grátis!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-471546730400491730?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/471546730400491730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/08/colorindo-os-dias.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/471546730400491730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/471546730400491730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/08/colorindo-os-dias.html' title='Colorindo os dias'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1494020064755250863</id><published>2009-07-30T13:50:00.002-03:00</published><updated>2009-08-01T23:47:44.302-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Uma Lenda</title><content type='html'>Muita da verdade ainda não se sabia, mas tinha-se a clara impressão que o bebê era de extrema importância. As circunstâncias que envolveram seu nascimento já eram cercadas de mistérios. Uma sábia anciã da aldeia previu a vinda de um menino que os faria livres da opressão do império Paersano - talvez não traria liberdade só para a sua própria aldeia, mas também para toda a extensão da Paersa. Ainda mais, quando um peregrino passava por aquelas terras e encontrou descanso na aldeia, viu a mãe, grávida do menino, e com um largo sorriso profeiriu as palavaras que marcariam seu futuro: "Serás luz para os que já estão há muito perdidos nas trevas; marcarás a trilha para a verdadeira liberdade; sofrerás por todos e ninguém compadecerá de ti na hora de dor."&lt;br /&gt;As ditas palavras encheram de esperança todos os habitantes da região, que se alvoroçavam em histórias para crianças contadas nas fogueiras noturnas. Não demorou muito, grande parte do povo do Reino já se encantava com a ideia de um salvador, e algumas já inventavam feitos heróicos, sem ao menos terem ideia se toda a história era verdade ou se era apenas um mito - na verdade, a maioria do povo apesar de se encantar com a ideia de um libertador, no fundo não acreditava em tudo que contavam, pois já estavam tão calejados de desesperança, que eram incapazes de acreditar em qualquer coisa.&lt;br /&gt;Acontece que mais alguns anos se passaram. E tudo continuou o mesmo. As histórias sobre o tal guerreiro lendário continuavam a entreter as crianças em noites de pesadelos, mas a esperança que por alguma razão aquela história poderia ser verdadeira se desvaneceram pouco a pouco, até morrer no coração de praticamente todas as pessoas... Praticamente.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;Compartilhe os momentos mais importantes da sua vida &lt;a href="http://www.microsoft.com/brasil/windows/windowslive/products/photos-share.aspx?tab=1" target="_new"&gt;com quem você quiser.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1494020064755250863?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1494020064755250863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/07/uma-lenda.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1494020064755250863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1494020064755250863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/07/uma-lenda.html' title='Uma Lenda'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-6898695828058605456</id><published>2009-07-28T11:08:00.005-03:00</published><updated>2009-08-09T21:25:19.419-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Sonhos levados</title><content type='html'>&lt;div&gt;Olhava o dia azul-claro da janela, deitado em sua cama. Mãos entrelaçadas atrás da cabeça e sonhos se entrelaçando atrás dos olhos. Não posso dizer sobre o que sonhava... é secreto. Porém, posso dizer-lhes que se sentou, olhou os tênis e percebeu que um estava desamarrado. Abaixou-se, e ao entrelaçar dessa vez os cadarços, surgiu uma ideia, que o fez pular da cama e sair pela porta do quarto, sempre de olho na janela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Subiu na bicicleta e saiu de encontro à rua. Pedalou por alguns quarteirões e chegou enfim a uma praça. O coração pulsava junto de seus pensamentos. Procurou por entre as flores, aquela que desejava, mas não estava ali. A frustração correu-lhe pelas veias, mas escolheu não deixar-se abater: pegou outra, talvez não fosse tão bonita quanto em seus sonhos, mas era com certeza a mais bonita naquela realidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Montou novamente na bicicleta e saiu rumo ao seu próximo destino. A viagem foi um pouco mais longa (não morava muito perto do centro daquela pequena cidade), mas não demorou muito já estava lá, escolhendo o presente ideal. Ficou satidefito com um belo colar dourado, fino e delicado (como ela), com um pingente em forma de Lua. Era perfeito! Exatamente como ela dizia em seus momentos  juntos "O que me faz sempre me acalmar é ver a Lua lá no alto, intocável e vigilante... não há mais nada o que temer". Mas o ideal não pode ser alcançado. O preço era extremamente alto, muito mais do que ele sonhava em pagar. Sendo assim, pediu por um broche em formato de gato, o melhor que pode comprar com o pouco dinheiro que dispunha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saiu a pedalar de volta para casa, flor e broche na mão, ansioso em pensar que efeito surtiria sua ideia. Tão ansioso que distraiu-se. Distraiu-se e caiu. A roda derrapou de lado ao passar por um buraco, fazendo pernas, mãos e cabeça darem cambalhotas pelo ar. E sim, broche e flor também. O menino ainda se virou a tempo de ver o broche escorregando para dentro do ralo do bueiro, e foi como se ele mesmo caísse de um penhasco, quebrando o corpo inteiro. Baixou a cabeça em desânimo, apenas para descobrir que rolara por cima da flor, que se encontrava amassada debaixo de sua perna. A vida do menino por um momento desabou, afinal, naquele momento os presentes eram sua vida. E teve vontade de voltar a cabeça aos céus e praguejar contra  mundo inteiro. Não dava para ser assim... tão... tão injusto!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Levantou a bicicleta, pegou a flor amassada no chão e saiu mancando. Deu ainda uma última olhada pelo bueiro, como se na esperança que o broche ainda estivesse milagrosamente por ali. Não estava. Foi levado pelas águas, assim como todos os seus planos, devastados. Chegou em casa admitindo derrota e foi lentamente para o quarto da irmã doente. Ele não percebia, mas já caiam lágrimas dos olhos, que permaneciam baixos, guiando apenas os pés, reparando em cada detalhe do chão, como se em algum lugar houvesse uma solução. Chegou na porta e segurou a maçaneta, parando por uns instantes, ouvindo seu próprio respirar. Abriu a porta já dizendo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Desculpe! Eu tentei fazer o meu melhor, fiz o que pude... mas eu tropecei... levou tudo... não consegui... - e esperou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que você está dizendo? Eu adorei! Obrigada...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O menino, surpreso, levantou os olhos pela primeira vez e viu: a flor favorita dela, junto do broche em formato de Lua... estava tudo lá, por algum motivo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-6898695828058605456?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/6898695828058605456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/07/sonhos-levados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6898695828058605456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6898695828058605456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/07/sonhos-levados.html' title='Sonhos levados'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-4592590107333617162</id><published>2009-07-16T19:35:00.003-03:00</published><updated>2011-03-22T09:05:56.977-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Sem título</title><content type='html'>Os jardins ensaiam em sua beleza&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O cantarolar de pássaros, abelhas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rompendo junto de Sol e Lua&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vida entoada, alegria conjunta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De todo o céu e seu espelho abaixo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Terra e o Ar adentram no compasso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Choro aflito cessa a te&amp;nbsp;presenciar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Manifestação sem qualquer altar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De felicidade envolta, antes perdida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bendizendo a mão que outrora não sentia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lhe colher os pés no mais alto lugar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De ondas ao longe sinto o respingar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do forte vento medo não mais tenho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois não caio, apoiado em teu intento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porém minh'alma salta leve a cantar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Razão minha, mestre do meu respirar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-4592590107333617162?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/4592590107333617162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/07/os-jardins-ensaiam-em-sua-beleza-o.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/4592590107333617162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/4592590107333617162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/07/os-jardins-ensaiam-em-sua-beleza-o.html' title='Sem título'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1839010141658912894</id><published>2009-07-03T22:12:00.004-03:00</published><updated>2009-10-15T21:49:54.844-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>O Baile de máscaras</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Um dia me disseram: não confie em suas próprias palavras.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;O problema, é que eu confiei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Elas chegaram, todas em exuberantes vestidos, colares de prata e ouro, pérolas nos pulsos, me dizendo tudo o que queria ouvir. E, ao proferir as primeiras palavras (para me vangloriar, claro), alguma coisa estava muito errada. Elas pareciam combinar com o ambiente, com as luzes, o palco, a platéia, mas alguma coisa nelas... não era a cor, era outra coisa, elas estavam estranhas... elas simplesmente não estavam no tom certo. Saíram todas confiantes, dançantes, mas aqueles que entendiam do assunto não se enganavam e viam que eram grandes farsas, sem sentido, sem... recheio, por assim dizer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Não era para ser assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Juro que não fiz por mal, eu... não sei, pareciam extremamente propícias, eu...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Corri para o maestro que regia uma música que eu nem mesmo ouvia e clamei-lhe "Por favor, mude o tom! Mude o tom! Não sei o que fazer, elas não estão no tom certo, não era para ser assim, eu queria de outro jeito, juro! Eu as vi dançando escadas abaixo e cantando numa melodia que... estão exatamente como imaginei... O senhor deve estar errado, o senhor..." E, então, ouvi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;[a música...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Meu rosto tornou-se vermelho e senti vergonha do meu terno. O que estava fazendo ali? Aquela música era perfeita, trazia as exatas notas carregadas cada uma de tamanha harmonia, como se todas as outras músicas no universo fossem meras tentativas de a imitar. Cada som (e pausa) trazia consigo todo o sentido contido em toda Terra. Todas aquelas vezes que você se alegrou porque não havia fila para comprar o café, toda vez que seu time fez um gol ou que o seu amor o beijou. Estavam todos contidos ali (e muito mais, eu só não sei descrever o mundo inteiro num texto...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Olhei de novo para minhas palavras, dançando em volta dos convidados, ao redor dos gigantes lustres de vidro. Algumas pessoas as admiravam e até soltava-se umas palmas de vez em quando, mas... o que mais? eram bonitas, mas... o que é isso, comparado ao mundo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Minhas mãos embranqueceram, e lágrimas chegaram aos olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;O dono da música me passou um papel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;"Por que não tenta agora, partindo da minha música... só acompanhe!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Digo que... foi tudo diferente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Acho que nunca mais fiz palavras tão belas quanto as daquele dia. E, para ser sincero, não gostei de todas as que fiz desde então. Algumas tem rugas, outras machucados, umas até saem suaves e graciosas, loiras e temerosas (daquele tipo fácil de se apaixonar...), mas nem todas são assim (e de certo, nenhuma carrega o peso das jóias daquelas princesas de outrora). Mas, vem cá... não somos todos assim? imperfeitos... e cheios de sentidos que nem imaginamos? Para uma palavra ser carregada de sentido, ela tem de ser humana. Pois, como falarei a humanos, dizendo palavras de príncipe? Quem as entenderá? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Só se pode chegar a um humano, de forma... humana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Um Deus &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;relacional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt; só existe, se um dia ele foi humano...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1839010141658912894?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1839010141658912894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/07/o-baile-de-mascaras.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1839010141658912894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1839010141658912894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/07/o-baile-de-mascaras.html' title='O Baile de máscaras'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-8829577239923608590</id><published>2009-06-25T09:42:00.000-03:00</published><updated>2009-06-25T09:42:10.802-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Cantiga</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Martelar e soldar o prego&lt;br /&gt;Soltar o coração na mata&lt;br /&gt;Viver o que se diz que é Belo&lt;br /&gt;Moer a escuridão inata&lt;br /&gt;Manter o que te carrega&lt;br /&gt;Soltar os olhos no claro&lt;br /&gt;Erguer bandeira de guerra&lt;br /&gt;Morrer para o que se diz errado&lt;br /&gt;Saltar troncos de palmeira&lt;br /&gt;Soltar os pés no chão mole&lt;br /&gt;Correr ao longo da ribeira&lt;br /&gt;Verter o céu azul num gole&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dançar a música num ato&lt;br /&gt;Seguir os belos acordes&lt;br /&gt;Dormir como papel dobrado&lt;br /&gt;Deixar que o reino te molde&lt;br /&gt;Tocar a mão de quem ama&lt;br /&gt;Seguir os pés de quem sabe&lt;br /&gt;Saber: sozinho não se alcança&lt;br /&gt;Doar o coração em partes&lt;br /&gt;Viver mais que sobrevida&lt;br /&gt;Sentido em todos os passos&lt;br /&gt;No pequeno se inicia&lt;br /&gt;Seguir o Grande no compasso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dança que é dança só dança&lt;br /&gt;Quem um dia os pés lhe entregou&lt;br /&gt;Pois vida só é vida pra quem vive&lt;br /&gt;Não por si, mas pelo eterno amor&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-8829577239923608590?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/8829577239923608590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/06/cantiga.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8829577239923608590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8829577239923608590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/06/cantiga.html' title='Cantiga'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-6436134548963710671</id><published>2009-06-20T08:38:00.004-03:00</published><updated>2009-06-22T09:37:09.461-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Morte de todos os dias</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tinha uma vida normal. Estudos, trabalhos, amigos, e tudo o que uma pessoa normal teria. Mas uma coisa o diferenciava dos outros: Às noites, tinha encontros com a morte. Não todas as noites, mas boa parte delas, se sentava na cama e esperava ela vir, e na maioria das vezes já sabia que ela viria aquela noite, pois seu cheiro chegava antes que sua presença. Algumas outras vezes, ela que esperava por ele, e sempre que se encontravam, o semblante dele tornava-se sério, abatido. Não chegavam nem a se tocar, e só algumas vezes eram necessárias trocas de palavras (se um dia encontrares com a morte, verás que a presença dela já fala por si só):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Sabes, amigo, seu lugar é comigo... não mereces vida...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Não sou amigo, não marquei encontro...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Mas quis...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Seu descanso era no dia, pois a noite o incomodava e desgastava sua alma. E quanto mais longe da noite ficava, mais tranquilo estava seu coração. E aquelas noites em que ela não vinha, aí sim ele desfrutaca do sono, da paz, e porque não de amor...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um dia, aproximando-se do quarto, sentiu seu cheiro peculiar, doce e venenoso. Sentiu raiva e cerrou os punhos. Não dava... Não dava para continuar assim... bateu o pé e seguiu em frente, quando abriu a porta, paralisou. A morte vinha no seu mais ludibriante disfarce, e o seduzia a uma conversa. Os olhos dele fitaram-na por mais alguns instantes e depois escaparam ao chão. Muito se passava na sua cabeça, e a lógica não mais o acompanhava. Até que um grito de socorro de uma alma aprisionada dentro dele se ouviu, nos ecos do grande buraco que aquele venenoso encontro lhe cavava todas as noites em seu coração. E da primeira vez que o som fez-se ouvir, os olhos se fecharam bem apertados, acompanhados das mãos (e da mente), e depois de passados alguns minutos, se abriram em fogo, encarando a morte com a demanda que tanto quisera quando são: "Sai..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ela o olhou, assutada, e tentou soltar um riso despreocupado, mas a apreensão já lhe tomara de vez. "Sai, ou..." - a ameaça se repetia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Ou o quê? - desafiou-o, curiosa. Mas assim que se deparou com a resposta, suas mãos seguraram-se no apoio mais próximo para não se desequilibrar, e saiu em disparada pela janela, sem antes tropeçar num tênis jogado no chão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Assim que ela saiu, o silêncio tomou o lugar ocupado antes por tensão, e o ar ficou leve. Sentou na cama... e chorou, chorou pelos buracos já feitos na sua alma... Até que um outro cheiro entrou no quarto, e, olhando para cima assustado, teve um novo encontro com um novo alguém, que dizia "todo buraco pode ser tampado..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;"O Amor é mais forte do que a morte" Ct 8:6&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-6436134548963710671?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/6436134548963710671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/06/morte-de-todos-os-dias.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6436134548963710671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6436134548963710671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/06/morte-de-todos-os-dias.html' title='Morte de todos os dias'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1550286437832829655</id><published>2009-06-17T15:27:00.001-03:00</published><updated>2009-06-17T15:29:59.042-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;"Lights will guide you home&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;And ignite your bones&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;And I will try to fix you"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que tem alguém que não desiste...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1550286437832829655?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1550286437832829655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/06/blog-post.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1550286437832829655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1550286437832829655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/06/blog-post.html' title='...'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-970453185251673113</id><published>2009-06-12T20:58:00.003-03:00</published><updated>2009-06-12T21:26:00.885-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>Recomeço</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;sub &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;m &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt; Parar de mentir para si mesmo e perceber que já é hora &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt; Quando há indignação sobre seu próprio ser, mas amor a ponto de se deixar merecer melhoras &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;3. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Parar a caminhada e observar os seus passos errados, mirar na direção daquelas conhecidas pegadas e segui-las para onde realmente se deve ir &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;4. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Perceber que não se tem mais forças para tentar fazer o bem, vendo em si mesmo as mais horrendas marcas que jamais em sã consciência queria se causar (mas as fez... mais de uma vez) e se render por completo, morrendo mais uma vez para si mesmo &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;5. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Popularmente conhecido como Perdão&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;"Aquele que pouco perdão recebeu pouco amou... Quem muito ama, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;muito foi perdoado."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-970453185251673113?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/970453185251673113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/06/recomeco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/970453185251673113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/970453185251673113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/06/recomeco.html' title='Recomeço'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-695397663813865325</id><published>2009-06-08T00:24:00.003-03:00</published><updated>2009-06-08T00:57:22.982-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Alguns Fios Soltos</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Entender o que se passa. Que essas letras, essas simples letras, essas mesmo que passam rapidamente por nossos olhos, cada uma delas, cada uma foi separada. E no desespero de se fazer o certo ou o não-errado, algumas &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;escapamh&lt;/span&gt; e &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;cfausamj congfusãob.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Acabei de escrever mais algumas, mas já as apaguei e nunca mais se saberá o que existiu nesse mesmo espaço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Tenho que dizer: as coisas nunca fizeram tanto sentido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Por mais que fujam&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Não se perdem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Pois cada uma delas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Correu para onde devia ir&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Para sua cama,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Seu repouso,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Pra depois partir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;As letras se encaixam no mais ordinário gesto. Num simples comando de voz. Voz inaudível, devo dizer. Mas uma voz que carrega as palavras num rio de harmonia, um rio sem aparente direção, mas que vai exatamente onde pretende: para todos os lados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Tenho que dizer: vidas mudam&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;E elas inundam,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Carimbam,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Não respeitam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Ainda bem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Se fazem de bobas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Entorpecem, obedecem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;E não temos mais chance&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Ainda bem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;E assim se fez um simples raiar de dia. Sorrisos molhados de olhos tropeçavam-se uns nos outros. Não se sabe dizer o que existia ali, vi somente gente, mas senti mais. A música enchia o ambiente e o coração. A cabeça não mais funcionava, porque nada mais a preocupava, apenas queria curtir a alegria. Os pés? Ah, eles já dançavam sozinhos (E para aqueles mais acanhados,  pelo menos marcavam compasso com batida no chão). Algumas confissões (de amor, lógico). Nenhum rumor ou dúvida. Agora, entendi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Só se entende, quando se conhece o Dono das Letras&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-695397663813865325?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/695397663813865325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/06/alguns-fios-soltos.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/695397663813865325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/695397663813865325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/06/alguns-fios-soltos.html' title='Alguns Fios Soltos'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1134430850299134119</id><published>2009-06-05T16:35:00.003-03:00</published><updated>2009-06-05T16:50:32.507-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Graça</title><content type='html'>O vento estava estático e não se ouvia quase nada, com exceção de dois pássaros que se cantarolavam quase apaixonadamente. O céu estava claro e sem nuvens e, com o calor do Sol batendo em seu rosto, moveu-se em direção ao trabalho (afinal, o tempo não parou por sua causa). Passou por uma árvore. Altiva e bela, erguia-se ante o teto azulado. Percebeu nela algo que o acompanhava também, que o fazia crescer, não importa os invernos que chegassem. Soltou no ar um sorriso e marcou passo. Estava vivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1134430850299134119?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1134430850299134119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/06/graca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1134430850299134119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1134430850299134119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/06/graca.html' title='Graça'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-3902558673953344130</id><published>2009-06-03T13:17:00.002-03:00</published><updated>2009-06-03T13:35:59.838-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>(des)Graça</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acho incrível como pontos conseguem se divertir! Tem tanto o que fazer, e se é tão pequeno. Mas mesmo assim... Há música, mesmo que não se mereça. Há goiabas, mesmo que seu gosto seja tão supremo. E os pontos aproveitam, sem nem perceberem seu tamanho. O quanto se é permitido e o quanto se torna pura insolência?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Sou um ponto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A mim foi-me permitido viver.&lt;span style="font-size:85%;"&gt; E muito mais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Só não me deixo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desleixo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mato-me por dentro, mas não quebro as barreiras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quebre-as por mim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-3902558673953344130?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/3902558673953344130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/06/desgraca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/3902558673953344130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/3902558673953344130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/06/desgraca.html' title='(des)Graça'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-843425880958678717</id><published>2009-05-29T15:53:00.005-03:00</published><updated>2009-06-03T13:36:26.554-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Significado de um suspiro</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Chega de desejo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quero mais é descansar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ver o Sol sem medo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ter no céu o meu lar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ser não eu mesmo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Atravessar pontes em Veneza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cruzar espadas à esmo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Viver cercado da Beleza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Rimar só porque quero&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sentir o frio do caloroso chão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Brincar sem ser criança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mentir mundos ao coração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desbancar vilões em massa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Passar tarde em relva apaixonada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Domar rios, tormentas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Faltar no mundo quase nada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que não se vê, não se sente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ouve só no silêncio atento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Lágrimas nunca mais"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Diz, carregada pelo vento&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-843425880958678717?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/843425880958678717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/05/significado-de-um-suspiro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/843425880958678717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/843425880958678717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/05/significado-de-um-suspiro.html' title='Significado de um suspiro'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1805539886120191844</id><published>2009-05-26T12:51:00.005-03:00</published><updated>2009-06-03T13:36:45.666-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Descomplicar... e pronto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Por quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Porque é simples&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Simples?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- É... como um abraço. Você só precisa se decidir se quer ou não abraçar e... abraçar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Como um abraço? Mas não é nem um pouco mais complicado? Jurava que era complicado...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Todo mundo acha. Mas é simples: Eu te amo e pronto. Te quero aqui... perto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Assim? Eu? Certeza?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Hehe, certeza... Não pense em mais nada. Eu te amo e pronto. É só o que você precisa saber.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1805539886120191844?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1805539886120191844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/05/descomplicar-e-pronto.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1805539886120191844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1805539886120191844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/05/descomplicar-e-pronto.html' title='Descomplicar... e pronto'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-961904055423894979</id><published>2009-05-18T14:44:00.003-03:00</published><updated>2009-06-03T13:37:01.818-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>Já os segundos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se fizeram inesperadamente. Posto no chão (graciosamente, devo falar, e em todos os sentidos), sentiu finalmente os pés e os dedos. Via agora que quem o atacava era ele mesmo, e atingindo agora a razão, não sabia mais o porquê. Mas sabia que assim que os pés encostaram na grama, madeira, mármore, seja lá o que for, a cabeça já deu uma escapadinha até as nuvens (agora que não havia mais mãos a impedindo, tinha que aproveitar). Tudo tinha o mesmo cheiro do velho, das coisas que já se conhece, e percebeu que ainda não era hora para se fazerem novas todas as coisas, mas que se podia fazer muito com as antigas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De papel e lápis na mão (velhos), começou a usar todo Ele, todo seu, na dança onde rapidamente se mistura o negro com o branco. Voltou a sonhar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Percebeu que não só tinha permissão, mas era a coisa mais sensata do mundo fugir por uns tempos do próprio mundo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-961904055423894979?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/961904055423894979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/05/ja-os-segundos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/961904055423894979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/961904055423894979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/05/ja-os-segundos.html' title='Já os segundos'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-7729764080869239013</id><published>2009-05-18T14:01:00.001-03:00</published><updated>2009-06-03T13:37:14.419-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Um dos primeiros encontros</title><content type='html'>Me encontrei com o medo&lt;br /&gt;Não esperava&lt;br /&gt;Nem eu, nem ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cercou-me com as mãos&lt;br /&gt;A minha falta de respiração&lt;br /&gt;Cegou os olhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedos meus escorregavam&lt;br /&gt;Diante do rosto do inimigo&lt;br /&gt;Meus pés não alcançavam&lt;br /&gt;(Nem o chão, nem ele)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-7729764080869239013?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/7729764080869239013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/05/um-dos-primeiros-encontros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7729764080869239013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7729764080869239013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/05/um-dos-primeiros-encontros.html' title='Um dos primeiros encontros'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1804651783605131238</id><published>2009-05-18T11:00:00.003-03:00</published><updated>2009-06-03T13:37:28.714-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Culpa</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um tempo rápido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mais curto de todos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Girando o mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nos devidos agouros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Matando estandarte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Do suave planar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pregando a morte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No simples andar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Definhando o mundo de sua visão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Adeus, sombra, tortura em vão&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1804651783605131238?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1804651783605131238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/05/culpa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1804651783605131238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1804651783605131238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/05/culpa.html' title='Culpa'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-4730344972150390393</id><published>2009-04-30T23:46:00.004-03:00</published><updated>2009-06-03T13:37:39.265-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>Amor</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pensei em escrever milhares de coisas sobre esse último agradecimento do mês.Vieram-me várias, sim, mas nenhuma é o suficiente, ou parece que nenhuma consegue descreve-lo ou chegar a sua grandeza. Não sei... É uma coisa que ainda não consegui explicar direito (talvez nem perto do "direito" estou), mesmo com inúmeras teorias correndo por entre minha mente, algumas descobertas dia a após dia, mas o Amor continua sendo uma coisa tão extensa, inexplicável... louca, na verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;PS: Sei que estou quebrando a jura que fiz no primeiro dia de Abril, mas por ser um tema que rompe barreiras, me senti na obrigação de romper algumas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Talvez... não, ainda não...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hum... primeira coisa, você pode estar pensando que não é tão complicado assim, mas talvez você tenha por referência o amor e não o Amor (e sua diferença é bem maior que apenas a letra maiúscula). O primeiro, podemos sentir num momento, e no outro temos a sensação de desaparecer quase que completamente. O segundo, não se trata muito de "sentir"... como vou explicar... é mais uma questão de opção, um princípio imposto em sua vida que, não importa o momento que você passe, faz com que você ame (não "sinta" amor, mas ame). O primeiro é geralmente utilizado pra tentar expressar um sentimento por um outro alguém (alguns ainda sismam em usá-lo para objetos, mas no fundo todo mundo sabe que não é possível). O segundo, usa-se para expressar a Vida e todas as suas situações (inclusive o "outro alguém").&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas, por incrivel que pareça, o problema maior não é a definição... É como fazer pra ter esse Amor, capaz de mudar completamente cada olhar, lembrança, palavra, silêncio, sorriso, manhã ou noite. Fazer de cada momento seu, um momento intensamente vivido, de forma que tenhas CERTEZA, que não precisas de mais nada, que toda a grandeza que existe no mundo já foi alcançada da maneira mais inóspita possível... pois realmente, nada tem valor algum, quando comparado ao Amor. Uma dica: o Amor, é humanamente impossível...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Ainda que eu falasse a língua dos homens e anjos[...] e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda tivesse toda a fé, de maneira a tal que transportasse os montes[...] e ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada seria" - 1 Coríntios 13:1-3&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Obrigado, Deus, pelo Amor, que não foi feito para que se entendesse, mas para que fosse compartilhado (maravilha das maravlihas).&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-4730344972150390393?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/4730344972150390393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/04/amor.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/4730344972150390393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/4730344972150390393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/04/amor.html' title='Amor'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-3003742016413160280</id><published>2009-04-23T12:49:00.005-03:00</published><updated>2009-06-03T13:38:04.056-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno de Abril'/><title type='text'>Olhar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SfCOS3u6e3I/AAAAAAAAAEU/iPMciSf8zLI/s1600-h/olhar.jpg"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327914814028807026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 184px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 196px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SfCOS3u6e3I/AAAAAAAAAEU/iPMciSf8zLI/s400/olhar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;blockquote&gt;"'It`s magic', she says to me&lt;br /&gt;My hand in her waist as she approaches sweetly&lt;br /&gt;It`s enough when I see that look in her eyes,&lt;br /&gt;It`s enough for me to paralyse"&lt;br /&gt;Breakdown - Mae&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"por entre os chapéus-cocos ele divisou um par de olhos. E os olhos expressaram o inadmissível. Eles reconheceram o senador, e tendo-o reconhecido, fizeram-se furiosos, dilataram-se, acenderam-se e brilharam"&lt;br /&gt;Petesburgo - Bieli&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;"Digory fechou a boca e apertou os lábios. Seu mal-estar aumentava. Tinha a esperança que, acontecesse o que acontecesse, não choramigaria, nem faria nada ridículo.&lt;br /&gt;- Filho de Adão, está disposto a desfazer o mal que fez ao mru manso país de Nárnia no dia do seu próprio nacimento?&lt;br /&gt;-Só não sei como posso fazer. Como o senhor sabe, a rainha fugiu e...&lt;br /&gt;-Perguntei se está disposto - disse o Leão.&lt;br /&gt;-Estou.&lt;br /&gt;Passara-lhe um segundo pela cabeça a tentação boba de responder: "Estou disposto, se o senhor prometer ajudar a minha mãe." Mas percebeu a tempo que o Leão não era criatura com a qual se podia fazer barganhas. Porém, quando disse "Estou", pensou na mãe, nas grandes esperanças que tivera, e em como agora elas estavam para morrer. Sentiu um nó na garganta e lágrima nos olhos. Deixou escapar, no entanto:&lt;br /&gt;-Mas, por favor, por favor... o senhor não podia me dar qualquer coisa que salvasse minha mãe?&lt;br /&gt;Até aquele instante, só olhara para as patas do Leão; agora, com o desespero, olhou-o nos olhos. O que viu o surpreendeu mais do que qualquer outra coisa. Pois a face castanha estava inclinada perto do seu próprio rosto e (maravilha das maravilhas) grandes lágrimas brilhavam nos olhos do Leão. Eram lágrimas tão grandes e tão brilhantes, comparadas às de Digory, que por um instante sentiu que o Leão sofria por sua mãe mais do que ele prórpio"&lt;br /&gt;As Crônicas de Nárnia: O sobrinho do mago - C. S. Lewis&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;Obrigado, Deus, pelo olhar seco ou úmido, por sentir as pessoas a sua volta sem se quer necessitar saber quem são. Por mergulhos inesperados nos outros, pelo frio na barriga por causa de um, um encontro de olhares. Pelo olhar-para-baixo (obigado), e principalmente olhar-para-cima. Por saber que existem coisas belas e comprová-las da maneira mais rústica e simples possível, por perceber que o mundo não é um acidente e cada um é único, diferente, e belo em seu próprio jeito. Por perceber quando se arrepender, o que não ser e expressar o 'querer ser'. Obrigado pelo toque dado a grande distâncias, pelo algo a mais que palavras não puderam dizer, por fazer o íntimo se remexer, seja de raiva, amor ou choro. Pelo choro (ou se quiser, limpeza do orgulho). Pela expressão única capaz de alcançar o até então inalcançável. Obrigado. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-3003742016413160280?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/3003742016413160280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/04/olhar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/3003742016413160280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/3003742016413160280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/04/olhar.html' title='Olhar'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SfCOS3u6e3I/AAAAAAAAAEU/iPMciSf8zLI/s72-c/olhar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-2667895593454493833</id><published>2009-04-14T20:49:00.007-03:00</published><updated>2009-06-03T13:38:14.059-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno de Abril'/><title type='text'>Esquecimento</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;"I'll pay for you anytime,&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;I'll pay for you anytime"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Bloc Party - This Modern Love&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;"The battle is won&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;With all these things that I've done"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;The Killers - All these things that I've done&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;blockquote&gt;Obrigado, Deus, por esquecer... todas as coisas que fiz, tão ruins, já esqueceste, não lembras mais.&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-2667895593454493833?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/2667895593454493833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/04/esquecimento.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/2667895593454493833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/2667895593454493833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/04/esquecimento.html' title='Esquecimento'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-5354852271059722658</id><published>2009-04-09T09:47:00.004-03:00</published><updated>2009-06-03T13:38:22.722-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno de Abril'/><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/Sd3xU19dw7I/AAAAAAAAAEE/metfdhh4R7c/s1600-h/calvin.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322675675006354354" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 135px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 177px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/Sd3xU19dw7I/AAAAAAAAAEE/metfdhh4R7c/s320/calvin.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Um dia a maioria de nós irá nos separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos. dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;[...]&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vamos nos perder no tempo... Um dia nosso filhos verão aquelas fotos e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos... Que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos da minha vida!" - Fernando Pessoa&lt;/span&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"E se eu te troquei,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não foi por maldade;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Veja bem, meu bem,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Arranjei alguém&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Chamado saudade"&lt;br /&gt;Los Hermanos - Veja bem, meu bem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Obrigado, Deus, pela saudade. Pois por mais que não possamos carregar aqueles que amamos juntos de nós, podemos carregar as lembranças suas, bem perto. Obrigado por esse sentimento que nos faz parecer um pouco mais vivos e que é capaz de despertar sorrisos nas horas mais inesperadas... Ah, saudade. Obbrigado.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-5354852271059722658?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/5354852271059722658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/04/saudade.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/5354852271059722658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/5354852271059722658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/04/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/Sd3xU19dw7I/AAAAAAAAAEE/metfdhh4R7c/s72-c/calvin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-6439768589046844008</id><published>2009-04-07T13:25:00.004-03:00</published><updated>2009-06-03T13:38:31.351-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno de Abril'/><title type='text'>Silêncio</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/Sdt-qAMUf9I/AAAAAAAAAD4/LQkZkmt3uHo/s1600-h/sile.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321986644739653586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 153px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 196px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/Sdt-qAMUf9I/AAAAAAAAAD4/LQkZkmt3uHo/s400/sile.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estar só, em silêncio...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Obrigado, Deus... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;" I´ve got nothing to say&lt;br /&gt;I´ve got nothing to say&lt;br /&gt;I´m in utter dismay&lt;br /&gt;I´ve got nothing to say&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hearmless children,&lt;br /&gt;We name our soldiers after you&lt;br /&gt;Don´t be a coconut&lt;br /&gt;God is trying to talk to you"&lt;br /&gt;The Strokes - Ask me Anything&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-6439768589046844008?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/6439768589046844008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/04/silencio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6439768589046844008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6439768589046844008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/04/silencio.html' title='Silêncio'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/Sdt-qAMUf9I/AAAAAAAAAD4/LQkZkmt3uHo/s72-c/sile.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-4286945681614166822</id><published>2009-04-05T22:32:00.005-03:00</published><updated>2009-06-03T13:38:40.565-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno de Abril'/><title type='text'>Manhã</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SdldIngYneI/AAAAAAAAADY/C5SXAy_sRUU/s1600-h/6+via+GirlMeetsNYC.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321386837340102114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SdldIngYneI/AAAAAAAAADY/C5SXAy_sRUU/s320/6+via+GirlMeetsNYC.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Não importa se o dia tá de dia, &lt;div&gt;se o dia tá de tarde, se o dia tá de noite&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pra começar ao levantar: cantarolar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sol que dá o tom&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um recomeço mais belo desvela o meu olhar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;num outro lugar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Onde não exista noite&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Onde nada mais me açoite&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Onde nada mais me prenda&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Onde não me há contenda&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando é de manhã, o dia é mais bonito&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando é de manhã, o dia é infinito&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando é de manhã, o galo canta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando é de manhã, eu sei por qual caminho eu vou seguir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando é de manhã, a noite vira dia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando é de manhã, nego sente uma alegria&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando é de manhã, o galo canta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando é de manhã, eu sei por qual caminho eu vou seguir"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Crombie - Quando é de manhã&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obrigado, Deus, pela manhã. Porque não importa o quão pesado posso ter dormido à noite, a manhã nos deixa leves, com chance de recomeçar e recomeçar bem. Obrigado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://thatunreliablegirl.blogspot.com/"&gt;foto&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-4286945681614166822?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/4286945681614166822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/04/nao-importa-se-o-dia-ta-de-dia-se-o-dia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/4286945681614166822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/4286945681614166822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/04/nao-importa-se-o-dia-ta-de-dia-se-o-dia.html' title='Manhã'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SdldIngYneI/AAAAAAAAADY/C5SXAy_sRUU/s72-c/6+via+GirlMeetsNYC.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-9158524155387707587</id><published>2009-04-03T08:54:00.008-03:00</published><updated>2009-06-03T13:38:49.432-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno de Abril'/><title type='text'>Sorriso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.sanjuan.k12.ut.us/SpEd/gif/ideas.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 226px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 227px" alt="" src="http://www.sanjuan.k12.ut.us/SpEd/gif/ideas.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;blockquote&gt;"Where do we go nobody knows&lt;br /&gt;I gotta say: I`m on my way&lt;br /&gt;God gave me style and gave me grace,&lt;br /&gt;God put a smile upon my face"&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ColdPlay - God put a smile upon my face&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="FONT-FAMILY: trebuchet ms" href="http://2.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SdX5gCNKicI/AAAAAAAAACw/lC4lVmIwtNk/s1600-h/sorr.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320432863551326658" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 130px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 130px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SdX5gCNKicI/AAAAAAAAACw/lC4lVmIwtNk/s320/sorr.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;""It`s fragil" she said to me.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;The hair in her eyes,&lt;br /&gt;she removes it smiling"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mae - Breakdown&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center" face="trebuchet ms"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Obrigado, Deus, pelo sorriso, o sinal mais belo num tempo de traições; podendo significar o Mundo, ou significar apenas a pura simplicidade da vida; primeira esperança de um apaixonado, dizendo mais do que se pode ouvir; agrupando todas as forças do universo num único gesto, e com isso, alimentando todo o universo. A única forma de se alimentar a alma em tempos de aflições, e elevá-la aos céus. Obrigado pela arte de sorrir, e por ter artistas que o fazem muito bem.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-9158524155387707587?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/9158524155387707587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/04/sorriso.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/9158524155387707587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/9158524155387707587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/04/sorriso.html' title='Sorriso'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SdX5gCNKicI/AAAAAAAAACw/lC4lVmIwtNk/s72-c/sorr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-7056963840675586760</id><published>2009-04-02T09:26:00.005-03:00</published><updated>2009-06-03T13:38:57.746-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno de Abril'/><title type='text'>Letras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://tillpublicidade.files.wordpress.com/2008/03/letras2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 216px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 283px" alt="" src="http://tillpublicidade.files.wordpress.com/2008/03/letras2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Então ele com um pequeno pau rabisca na poeira do chão: "AZUL". Fica a olhar o desenho, com a cabeça inclinada sobre o ombro. Afinal, ele também sabia escrever? Averiguou as mãos quase com medo. Que pessoa estava em si e lhe ia chegando com o tempo?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mia Couto - Terra Sonâmbula&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, Deus, pelas letras, as formas abstratas de sentido mais concreto na vida, trovadores prórpios, solitários (talvez nem tanto) e auto-suficientes (na verdade, apenas MAIS suficientes do que os homens, mas não deixam de ser dependentes). Obrigado pelas palavras simples (as que mais gosto por serem mais fáceis de entender) e pelas complicadas (as que mais me intrigam pela curiosidade de entendê-las). Obrigado por Drummonds, Lewis, Tolkiens e Bandeiras. Obrigado pela alegria e fantasia de cada dia. Obrigado, obrigado...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-7056963840675586760?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/7056963840675586760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/04/letras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7056963840675586760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7056963840675586760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/04/letras.html' title='Letras'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1631985476007319574</id><published>2009-04-01T09:02:00.005-03:00</published><updated>2009-06-03T13:39:05.766-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno de Abril'/><title type='text'>Noite</title><content type='html'>hoje decidi: esse mês, irei só agradecer. e não vou escrever nada meu (pelo menos não aqui). vou só citar músicas, fotos e textos alheios que falam muito mais que qualquer palavra minha. não vou escrever nada que não seja agradecimento, e começo (um tanto empolgado, na verdade) com uma foto roubada de um &lt;a href="http://thatunreliablegirl.blogspot.com/"&gt;blog&lt;/a&gt; com várias fotos interessantes, que retrata uma coisa (ou fenômeno) que me acompanha a vida inteira sem eu perceber, e que ultimamente descobri que gosto muito, muito mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SdNt142_YWI/AAAAAAAAAB4/RFTCGJMA2hE/s1600-h/Carlfish_Before.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319716357418213730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SdNt142_YWI/AAAAAAAAAB4/RFTCGJMA2hE/s320/Carlfish_Before.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigado, Deus, pela noite...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1631985476007319574?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1631985476007319574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/04/noite.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1631985476007319574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1631985476007319574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/04/noite.html' title='Noite'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SdNt142_YWI/AAAAAAAAAB4/RFTCGJMA2hE/s72-c/Carlfish_Before.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-6514447127275490476</id><published>2009-03-31T09:59:00.008-03:00</published><updated>2009-06-03T13:39:14.527-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Campo dos Sonhos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O mundo entoa uma canção morta;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esperam pelo impossível, vindo do homem;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A multidão quer o Romantismo heróico;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As pessoas querem acreditar em Cândido e Martí;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Querem ter letras bonitas e céus límpidos;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Querem e precisam ter fé;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas há sempre Natalis no mesmo mundo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dizendo que a tera é seca e o céu nublado;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dizendo que o líquido tem que solidificar-se;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Querendo enraizar em razão aquilo que não é racional;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Querendo apodrecer os sonhos dos homens,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A vívida sensação de acreditar no melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há, ainda, salvação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(É necessário salvação)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os desejos não podem cessar simplesmente porque homens clamam sua inexistência;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os céus não deixam de ser límpidos apenas porque homens clamam que são nublados;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há de ter um jeito;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Haverá um lugar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Onde a louca fantasia da criança não será dominada por correntes, por ninguém;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Onde é possível não somente sonhar, mas viver o que se sonha;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um dia não seremos mais presos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;presos por nossos medos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;nossos erros,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;nossa incapacidade de esperar;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em um dia, todo amor derramado não será frustrado;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não mais lembraremos do amargo e turvo veneno da injustiça;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Poderemos viver plenamente satisfeitos;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eternamente satisfeitos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O mundo precisa de fé.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fé e mangas arregaçadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"É preciso ter fé no melhor do homem e desconfiar do pior dele. É preciso dar oportunidade ao melhor para que se revele e prevaleça sobre o pior. Senão, o pior prevalece." - José Martí&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão." - Is 65:17&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe." - Ap 21:1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-6514447127275490476?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/6514447127275490476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/03/com-de-sonhos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6514447127275490476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6514447127275490476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/03/com-de-sonhos.html' title='Campo dos Sonhos'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-7839533942673150719</id><published>2009-03-28T15:13:00.007-03:00</published><updated>2009-06-03T13:39:21.723-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>A Libélula</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Aterrisa e voa;&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Cansada, revoa;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Acredita em ter um destino melhor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Balança depressa;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Tomada de mestra;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Sabe que sabe tudo de cor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Pois diga-me então&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;quem voa mais que a Libélula;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Mostra-me quem melhor conhece os céus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Mas também sabe ela,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Que voo nenhum a sossega,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Se a mão que a Cuida não lhe cobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois de nada valem asas,&lt;br /&gt;Velocidade e habilidades caras,&lt;br /&gt;Se o vento voar, não a permitir.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Então quem no mundo sabe&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;sobre o vento e o mar de verdade,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Se não quem com seus prórios dedos os criou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe ao certo,&lt;br /&gt;O destino, caminho incerto,&lt;br /&gt;Do Homem, imagem daquele que o sonhou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-7839533942673150719?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/7839533942673150719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/03/libelula.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7839533942673150719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7839533942673150719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/03/libelula.html' title='A Libélula'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-4694292699207639899</id><published>2009-03-24T13:29:00.003-03:00</published><updated>2009-06-03T13:39:31.319-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>A Orquestra</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O som ainda não vinha, mas já estava no ar, estático, e já podia se sentir seu cheiro ecoando por todas as paredes e assumindo uma atmosfera magnificamente harmoniosa. Arcos mexeram e remexeram, na ansiedade do gesto que os deixariam livres para correrem em direção à suas amadas cordas. Dedos já acariciavam suas respectivas fibras e metais, na espera da queda da batuta. Caiu. Dedos que até então pareciam dormentes em suas teclas, espreguiçaram-se e emitiram os primeiros sons, curiosamente harmoniosos. Esticaram-se mais um pouco e alcançaram algumas teclas ao lado, como se brincassem por entre elas, até que um som estridente (mas caloroso) surgiu no ambiente, assustando-os e fazendo-os correr desenfreadamente por todas as direções, escalas e pautas. Pareciam, na verdade, entretidos com os peculiares pontos e linhas desenhados primordialmente em pedaços de papel à sua frente (mais por aqueles sem linhas, porque acompanhando-os por um momento, percebi que se demoravam mais quanto mais redonda e vazia a figura parecia). Ao mesmo tempo, tudo parecia frustrante, porque apenas uma pequena vara dançava ao som da música (em parte julguei ser um enorme desrespeito, mas percebi que também morria de vontade de me mexer), mas momentos depois vi que todos ali tocavam para que ela dançasse (ou o fato de que quando ela parava de dançar causava a pausa de toda a canção era uma impressionante coincidência)&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Foram os únicos momentos em que meu coração estava na ponta de cada um dos meus dedos, de forma que tive de cerrar os punhos para contê-lo e não o deixar escapar. Ah, o que seria dos Homens sem a música... A mais clara evidência de que os céus existem. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-4694292699207639899?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/4694292699207639899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/03/orquestra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/4694292699207639899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/4694292699207639899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/03/orquestra.html' title='A Orquestra'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-6075361679788259903</id><published>2009-03-16T22:33:00.005-03:00</published><updated>2009-06-03T13:39:57.920-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Minha Vida Escrita</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Mais uma rima?&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Não. Nenhuma mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Rimar mais não quero,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;não quero o cheiro amargo do tradicionalismo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;que nos deixa cegos, surdos, e falantes, muito falantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;quero não ligar mais para o que não importa,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;quero mergulhar aonde, e somente aonde&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;meu coração há de satsfazer-se,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;minha alma deleitar-se,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;meu corpo descansar,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;a mente se inspirar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;O que é triste e agonizante,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;é que sei que nem sempre saberei isso,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;nem sempre hei de querer-te,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;(honestamente, não tenho controle nenhum sobre tais coisas)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Mas o que conforta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;é que sempre saberás onde estou;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;sempre hás de querer-me;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;sempre hás de querer o mundo;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;por mais que o mundo o tenha negado;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Não cessas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Amas e amas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;E nunca entenderei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-6075361679788259903?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/6075361679788259903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/03/minha-vida-escrita.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6075361679788259903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6075361679788259903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/03/minha-vida-escrita.html' title='Minha Vida Escrita'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-6512766009950222331</id><published>2009-03-16T14:21:00.005-03:00</published><updated>2009-06-03T13:40:07.621-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Capítulo 5</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Enquanto repensava todos seus planos, sem chegar a algum resultado novo, o pescador lamentava os dias perdido na floresta, esperando em agonia que a Árvore aparecesse miraculosamente diante de seus olhos. Seus pés doiam e ardiam, rasgados pelos tropeços nos galhos traiçoeiros e maltratados pelas teimosas rochas as quais por vezes se encontravam. Sentia que a exaustão poderia o levar a qualquer momento à inconsciência, e mais do que nunca, indagou-se da futilidade de todo o seu ser, de toda as suas forças, de tudo o que já soube e aprendeu durante a vida, de todas as vezes que correu durante a infância, dando força as pernas, de toda aquela missão, porque por mais que seu corpo ainda não jazia morto no chão, sua mente já morrera a algum tempo, ou ao menos encontrava-se num profundo coma, esperando qualquer faísca de esperança que pudesse trazê-lo de volta ao mundo, que pudesse fazê-lo alegrar-se novamente nos raios de Sol que lhe iluminavam os olhos, porque nem isso mais sentia. Sentia nada mais do que a dor espalhando-se como veneno por seu corpo e duas rochas que reposavam em suas pálpebras e que por mais que ele batalhasse, não as conseguia tirar dali. Até que a própria respiração parecia preguiçosa, lenta; o corpo todo esquentou-se a movia-se agora por pura inércia, não se sabe por quanto tempo, porque não fazia mais ideia para onde ia ou como ainda tinha forças para erguer, lentamente, cada pé, para que se pudesse dar mais um passo, mais um passo, mais um... e então as pedras em seus olhos aumentaram e as pálpebras não mais as conteram e foram fechando, fechando, fechando, até que selaram a negra solidão do nada e a mente se apagou, finalmente.&lt;br /&gt;À medida que os olhos se abriam e adiquiriam ciência da vida, a noite estendia-se no céu límpido, iluminado por incontáveis estrelas de incontáveis brilhos, cercando a Lua, bela em sua perfeita forma, regendo todas as suas servas durante essas horas que o Sol não se apresentava. Havia música. Alegre, envolvente, parecendo a Merkill que encontrara novamente algo que pudesse encher seu coração do romantismo vívido que antes tinha (embora ainda não fosse o suficiente). Levantou a cabeça, descobrindo-a mais leve do que imaginava, postando-se sentado num - recém descoberto - tapete. À sua frente, uma grande fogueira elevava-se, alta, com suas faíscas fugindo em pares durante a noite. Em volta da fogueira, haviam máscaras dançantes - que apenas depois de algum tempo, percebeu estarem sendo usadas por homens e mulheres - saltando compassadamente, cada um à sua maneira estranha (uma mais estranha que a outra). Então ouviu-se um grito:&lt;br /&gt;-- O menino-morto!&lt;br /&gt;E assim que todos ali processaram o significado da mensagem, viraram-se para Merkill, que foi tomado de um enorme medo e insegurança. Correram todos então ao menino-morto que encontrava-se sentado num tapete-de-várias-cores, adornado das mais variadas figuras.&lt;br /&gt;-- Está vivo! Está vivo! - repetiam.&lt;br /&gt;Merkill olhou para os lados, desconsertado, não encontrando palavras que pudessem descrever sua confusão. Mas não demorou muito e, empurrando-se em meio a multidão, mostrou-se um velho, de pele bronzeada (assim como o resto da tribo, assemelhando-se também com Merkill) e enrugada, cabelos grisalhos, olhos castanhos, trajando um belo manto roxo com detalhes dourados, segurado por um pequeno cajado, mas sem curvar sua postura. Parecia exalar algo de nobre e sábio nele.&lt;br /&gt;-- Afastem-se, por um momento... - disse, enquanto era obedecido pelas outras pessoas - Diga-me... - disse, voltando-se ao pescador - já sente-se bem?&lt;br /&gt;-- Ahm... acho... creio que sim.&lt;br /&gt;-- Muito bom. Mas ainda precisa de um pouco de descanso, tome... - e entregou-lhe um jarro com uma bebida revigorante que aqueceu-lhe todo o corpo, completando em seguida - Somos os Haltiff, vivemos longe de qualquer cidade que possa haver na ilha. Encontramos você desmaiado a uma hora de caminhada da nossa vila, deve ter vindo de longe, porque dorme já faz 2 dias seguidos.&lt;br /&gt;Merkill ficou espantado com as informações que lhe foram dadas abruptamente, que por mais que fossem poucas, pareciam em quantidade excessiva para a sua ainda cansada mente. Então foi levado para uma tenda, acompanhado por alguns curiosos, enquanto a música continuava soando, ao longe, como se viesse das próprias estrelas.&lt;br /&gt;Logo de manhã, Merkill acordou sentindo-se bem mais descansado (talvez aquela bebida tivesse esse efeito), mas demorou-se um pouco na tenda, em parte por preguiça (porque afinal, fazia tempo que não conseguia dormir tão confortavelmente), em parte por medo e receio dos curiosos. Depois de algum tempo, saiu da tenda e pela primeira vez percebeu de fato onde estava: uma pequena vila com algumas tendas enfeitadas e coloridas e outras construções feitas de pedra, extendendo-se ao longo do relevo irregular, revezando espaço com algumas árvores. Havia um poço (onde supôs que seria o centro da aldeia) e mulheres iam ali para o abastecimento diário de água. Via-se diversas atividades, mas nenhum tipo de mercado, presumindo que viviam numa espécie de comunidade.&lt;br /&gt;Ao dar os primeiros passos em direção ao poço, algumas pessoas já tiveram sua atenção atraída para o fino pescador que andava no meio deles. Chegou no poço e ali pediu a uma senhora por água, sendo prontamente atendido, mas dando brecha para que se iniciasse uma conversa, o que significa no caso dele, milhares de perguntas curiosas. Ajuntaram-se em volta dele várias pessoas das mais diversas idades, perguntando euforicamente, e Merkill, que começou a gostar do excesso de atenção nunca antes experimentado, respondia cada pergunta pacientemente e fazendo questão de exaltar as dificuldades que passou, além de seus feitos durante a viagem.&lt;br /&gt;-- Você veio andando do mar até aqui?! - perguntou uma criança de olhos brilhantes.&lt;br /&gt;-- Sim, andei por vários dias, passando alguns deles sem dormir ou comer!&lt;br /&gt;-- Mas... Não viu sinal do Grande Eukarod? - fez-se um silêncio&lt;br /&gt;Merkill lançou um sorriso orgulhoso, finalmente entendendo a importância de seus feitos:&lt;br /&gt;-- Vi! Me encontrei com ele! - o comentário causaou um espanto geral, despertando como nunca os corações ali presentes.&lt;br /&gt;-- Mas como você sobreviveu? Como conseguiu escapar?&lt;br /&gt;-- Eu o derrotei... - e lançou outro sorriso, mas desta vez levantando o queixo e estufando o peito.&lt;br /&gt;Os olhos se arregalaram e por um momento tudo congelou. E então, olharam-se uns pros outros e quase que sincronizadamente soltaram um efusivo grito de vitória, levando uns a dançarem, outros a beijarem os pés sujos de viagem do pescador (que por mais que estivesse gostando de toda a bajulação, sentiu nojo pelos beijoqueiros e recolheu os pés, quase caindo para dentro do poço, aonde estava apoiado). Em meio a agitação, surgiu o velho da noite passada com seu mesmo manto, que após ser informado dos acontecimentos, dirigiu-se a Merkill, com os olhos dilatados:&lt;br /&gt;-- É verdade, caro homem? Derrotara Eukarod?&lt;br /&gt;-- Ahm... - respondeu Merkill, ainda desacostumado em ser o centro das atenções - É verdade...&lt;br /&gt;-- Ah, céus! - gritou o velho - Predizi nas estrelas e na Lua que alguém viria derrotá-lo e acabar com nossa angústia! Um deus se levantaria contra o monstro e o esmagaria com força de pedra! - as palavras do velho deixaram Merkill atônito, lembrando da pedra caindo na cabeça do gigante verde e da verdadeira razão pela qual o monstro foi derrotado.&lt;br /&gt;-- Estamos diante de um deus! - completou o velho - caiam de rosto ao chão, fomos agraciados pela presença do deus... - e olhou para o pescador, insinuando um complemento, que foi logo respondido por ele:&lt;br /&gt;--... Merkil&lt;br /&gt;-- O deus Merkill! Façamos 3 dias de festa, conforme nossos rituais! dançem e cantem, ó Haltiffs!&lt;br /&gt;A agitação saiu do controle daquele indefeso pescador, que sentia um grande incômodo por dentro, e por mais que ele soubesse o motivo, não queria adimiti-lo, não queria voltar a ser um simples pescador. Então, voltando-se aos olhos de cada um naquela vila, encontrou um que não estava entusiasmado: uma jovem menina encontrava-se de braços cruzados e testa franzida, encarando-o friamente. Voltou o rosto para o lado oposto e saiu apressada para o outro lado da aldeia, com os punhos cerrados.&lt;br /&gt;Já chegara a noite, e a festa continuava em sua agitação (muito maior do que a noite passada, se isso for possível) e Merkill divertia-se, batendo palmas no ritmo da envolvente música, assistindo os moradores dançarem habilidosamente, mas algo no fundo de seu coração fazia com que seu sorriso não fosse sincero, algo ainda o incomodava e por mais que tentasse afastar de sua mente a razão, ela parecia estática e firme como uma rocha, pregada no centro de seus pensamentos. Foi então que sentiu a vontade de voltar a sua tenda e fugir por um certo tempo de toda a euforia. Ao chegar à tenda escura, fechou os olhos e sentou, pensativo, dirigindo a palma das mãos à cabeça. De repente uma rápida navalha cercou sua garganta à milimetros de rasgá-la; uma mão apoiava-se na sua nuca, trêmula, e depois de certo tempo uma voz surpreendente revelou-se:&lt;br /&gt;-- Quem é você? - a voz era feminina, assim como as mãos pequenas, porém não tão delicadas que o ameaçavam.&lt;br /&gt;-- Como assim? - respondeu Merkill, respirando cuidadosamente.&lt;br /&gt;-- Quem realmente é você? Porque sei que um deus você não é!&lt;br /&gt;Merkill, suando, não respondeu.&lt;br /&gt;-- Procurei e vi o cenário da morte do Monstro... - não houve resposta, apenas o fechamento dos olhos e o desejo de que nada disso estivesse acontecendo - ...como que alguém como você poderia causar aquilo? E com um deus desmaiaria de fome e cansaço numa floresta cheia de árvores frutíferas? - Árvores frutíferas! como não tinha pensado nisso? Era tão óbvio! Pensava o tempo todo na Árvore, mas não conseguiu ter a capacidade de olhar para as que estavam a sua volta por comida! Talvez até tenha passado pela Árvore, mas não percebera! Merkill finalmente se desesperou:&lt;br /&gt;-- Eu nunca disse que era um deus!&lt;br /&gt;-- Eu sabia! Mas também nunca negou! - acusou, enfim, a outra voz.&lt;br /&gt;E chegou a Merkill a sensação... a sensação de falha. Sabia o tempo todo o porquê da viagem. Sabia quem lhe ordenara a missão. Sabia exatamente quem era antes disso tudo (e quem exatamente não era: um deus). E sabia quem havia derrotado o Gigante Eukarod. Sabia a única razão por que ainda estava vivo. Sabia a única razão por que chegara aonde chegara. Sabia, mas negou. Sabia, mas falhou. E lágrimas rolaram por seus olhos e um soluço despertou sua garganta, arranhando-a na navalha suficientemente para que ficasse uma marca, uma cicatriz. As gotas salgadas que desciam pelo seu rosto carregavam todo o arrependimento e insegurança que Merkill já havia guardado em seu corpo durante toda a sua vida. E sentiu medo por si mesmo, medo dá fúria que poderia ter despertado naquele que o guardou até aqui e sabia: merecia a morte e iria encontrar-se com ela, se não fosse pela navalha da enfurecida jovem, seria pelas mãos dos aldeões, quando descobrissem sua mentira.&lt;br /&gt;-- Levante-se! - ordenou a menina, que empurrou-o para fora da tenda, até o local da música.&lt;br /&gt;Quando os moradore da vila viram o deus ameaçado com uma faca pela garota, pararam a música, atônitos, clamando para que ela não o matasse, não sangrasse o seu deus.&lt;br /&gt;-- O que está fazendo? - indagou o velho à menina, apreensivo.&lt;br /&gt;-- Diga! - foi a única coisa que a garota respondia, pressionando cada vez mais a faca nas costas do pescador.&lt;br /&gt;Merkill fechou os olhos:&lt;br /&gt;-- Eu não sou deus! Quero dizer... não sou eu o seu deus... nada do que fiz foi por minhas forças, ou pela minha sabedoria... quero dizer, eu sabia algumas coisas e fiz outras, mas no final... no final, eu não conseguiria ter feito nada disso sozinho...&lt;br /&gt;E os olhos dos moradores daquela vila incendiaram-se, assim como seus corações, impelidos por raiva e ódio. Raiva e ódio por terem sido enganados, por terem sido tratados como tolos.&lt;br /&gt;-- Então quer dizer que Eukarod ainda vive? - e os aldeões tremeram de medo.&lt;br /&gt;-- Não. Está morto... mas não fui eu quem o matei... foi alguém infinitamente mais poderoso do que qualquer dia eu poderia sonhar em ser... E Merkill, de olhos úmidos e voz trêmula, começou a falr sobre a sua viagem e os verdadeiros acontecimentos, os verdadeiros feitos, e de quem foram os feitos. No final, estava falando cabisbaixo e com os olhos fechados, contendo as lágrimas, e ao dizer suas últimas palavras (talvez as últimas de sua vida) completou:&lt;br /&gt;-- Me perdoem... Me perdoe (mas este último pedido não foi para os aldeões) - e levantou a cabeça, assim como os olhos, e para sua surpresa não só ele chorava, mas toda a vila.&lt;br /&gt;-- Diga-nos mais... - pediam - diga-nos mais sobre esse Romah de que nos fala...&lt;br /&gt;-- Não sei muito mais...&lt;br /&gt;-- Mas o que devemos fazer... como fazemos para estar com ele?&lt;br /&gt;-- Eu... - parecia-lhe que as palavras saiam espontaneamente de sua boca - ...eu só sei que ele esteve em todos os lugares que eu fui... ele também já está aqui... na verdade eu ainda tenho que cumprir uma ordem dele... a Árvore... tenho que achar a Árvore dos Sonhos e Desejos.&lt;br /&gt;Os moradores da vila aprontaram-se imediatamente, falando entre si, e se remexendo, até que um deles voltou com um mapa da região, onde estava calaramente desenhado uma árvore solitária numa parte da ilha, apontada pelo dedo do Haltiff que a entregara:&lt;br /&gt;-- Vá! não devemos segurar-lhe nem mais um pouco!&lt;br /&gt;-- Ahm... - respondeu Merkill, confuso - Obrigado... obrigado... e começou a dirigir-se em direção a mata (não sabendo ao certo para que direção devia ir ainda) até que foi interrompido pela jovem:&lt;br /&gt;-- Espere! - Merkill congelou de medo de que ela ainda estivesse ávida pela morte dele - Pelo jeito vai precisar de um guia. Completou a menina com olhos molhados, seguindo de um sorriso.&lt;br /&gt;Então, depois de prontos para iniciarem a viagem (e no caso do pescador, reiniciar), a vila toda despediu-se deles com lágrimas, mas lágrimas de alegria pelo que acabaram de descobrir: uma razão nova para viverem, para terem esperança. Partiram então, por entre a floresta densa, mas dessa vez, Merkill lembrara-se da sua missão, do seu propósito, e silenciosamente, jurou não mais desviar dele.&lt;br /&gt;-- Meu nome é Laria, caso precise me chamar quando se perder...&lt;br /&gt;-- Me perder? - Merkill ainda não tinha noção de por onde andava e a pergunta fez os lábios da menina abrirem-se num sorriso (um tanto quanto superior), que acelerou o passo por entre a vegetação, rumo a uma clareira apra que pudesse passar a noite. E o pescador seguiu-a, renovado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-6512766009950222331?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/6512766009950222331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/03/capitulo-5.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6512766009950222331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6512766009950222331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/03/capitulo-5.html' title='Capítulo 5'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1581112128731050944</id><published>2009-03-07T22:06:00.003-03:00</published><updated>2009-06-03T13:40:15.414-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Longa Jornada</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Todos caminhavam juntos, alguns envolvidos em profundas e cativantes conversas, outros rindo alto, outros ainda de mãos dadas, e eu. Percebi que todos trilhavam um mesmo caminho, e me perguntei porque estavam todos na mesma direção, mesmo não tendo quase nada em comum entre si. Depois de um certo tempo, fui seguindo os olhos por entre as pessoas mais adiante e vi uma pequena aglomeração mais a frente. Quedei-me por um bom tempo, tentando descobrir a razão daquele pequeno grupo, ou quem escutavam (cheguei a conclusão que escutavam alguém porque ninguém dali falava, exceto em raras ocasiões; além de estarem todos entretidos com as faces viradas para um mesmo ponto). Até que por uma brecha na multidão, enxerguei um homem de média estatura, comum aos olhos e em nada especial. Falava. Era ele que falava! Por que todos daquele pequeno grupo prestavam tanta atenção nele? Talvez ele seja engraçado, e as pessoas gostam de ouvir suas piadas (porque afinal, todos ali pareciam contentes). Observei-o por mais um tempo e conclui que não contava piadas, mas falava de modo muito envolvente. Senti imensa vontade de saber o que falava, o porquê de seus olhos parecerem reluzir ao simples ato de viver. Mas senti também imensa vergonha: como apareceria ali, sem ao menos conhecê-lo ou saber seu nome? Como ele poderia se interessar por alguém como eu? E se for rejeitado? Não. Não vou. Fico por aqui, tento chegar um pouco mais perto e quem sabe ouço suas palavras de longe.&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Fui ultrapassando algumas pessoas, que pareciam nem notar-lo, e chegando mais próximo ao início da multidão, reparei que a estrada a frente encontrava uma bifurcação e fiquei interessado por saber quem decidiria para onde iriamos. Quando o obstáculo aproximou-se lentamente, o grupo mais adiante parou e aquele homem começou a trilhar a passagem à esquerda e todos o seguiram. Será que era ele a razão de estarem todos fazendo aquela mesma caminhada, aquela mesma viagem? Virei meu rosto, de forma que podia ver todo o resto da multidão atrás e percebi que alguns desatentos escolheram o caminho à direita. Dentre esses, alguns ainda ouviram advertências  dos amigos e corrigiram seu andar, mas outros decidiram que aquele seria um caminho melhor (não há como saber, não trilhei por ali, mas acho muito difícil aquela jornada ter sido melhor do que a minha; o porquê digo agora).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Quando voltei o olhar a frente, meus pés pararam de repente; senti como se um fino e gélido fio d`água percorresse todo meu corpo, dos dedos dos pés parando ao pescoço, entalado. Diversos pensamentos percorriam e corriam confusos na minha mente, o que fez com que eu não tivesse controle nenhum sobre meu coração, que disparou exasperada e irregularmente: O homem vinha em minha direção. Olhei para os lados e conferi que ninguém estava ao meu lado. Estava sozinho. Estava só. Em seguida não tive mais dúvidas, era para mim que ele vinha; seus olhos me miravam incansável e amorosamente. "Por que não me acompanha?" disse, seguido de meu nome (como ele sabia meu nome?) "Não sei. Eles parecem ser seus amigos, eu nem te conheço..." respondi e tive vergonha de minha resposta. "Não é essa a razão..." disse ele, por sua vez, seguido de um sorriso, que deixou tudo realmente mais fácil e confortável. Ele tinha um modo de parecer que eramos conhecidos de longa data (e talvez ele realmente já me conhecesse). Não respondi nada, não tinha resposta. "Venha, quero você por perto!" e abriu um largo sorriso, imitado por seus braços. Aceitei o convite, e o que se passou a frente não sei dizer, tudo ainda é muito novo. Sei apenas de uma paz inexplicável, um prazer incessante de poder ouvir as suas palavras. Ao longo da longa jornada, ele ainda convidou mais algumas pessoas mais para perto (as outras restantes imagno que já haviam sido convidadas), mas algumas recusaram, alegando que a caminhada já lhes pareciam prazerosa de seus lugares mesmo (não acreditei, e creio que nem ele). Mas quero descobrir mais, saber mais, conhecer mais. Quem sabe eu comece pelo seu nome...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1581112128731050944?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1581112128731050944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/03/longa-jornada.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1581112128731050944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1581112128731050944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/03/longa-jornada.html' title='Longa Jornada'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-8530463479194507227</id><published>2009-02-26T20:18:00.005-03:00</published><updated>2009-06-03T13:40:38.437-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>pequenas-extraordinárias-grandes-simples Alegrias</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vê-la feita,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E saber de cor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ver tomada de um mundo melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sentir sorrindo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sem peso algum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Abrir os olhos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Pros dias comuns.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-8530463479194507227?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/8530463479194507227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/02/pequenas-extraordinarias-grandes.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8530463479194507227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8530463479194507227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/02/pequenas-extraordinarias-grandes.html' title='pequenas-extraordinárias-grandes-simples Alegrias'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-1234553519461754298</id><published>2009-02-14T10:37:00.007-02:00</published><updated>2009-06-03T13:40:59.160-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>O Sol Está Aqui Por Perto</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ávida por mais, abriu o livro e se concentrou nas palavras. A cada segundo que seus olhos fitavam -sem piscar- o livro aberto, uma enchurrada de graça envolvia seu coração, deixando marcas e lembranças, apagando manchas e dores. Cada letra impressa em tinta preta naquele pedaço fino e insignificante de papel martelava sua mente, fazendo-a abrir-se por completo, dando vazão aos sonhos e amores. O peito não se continha, parecia explodir, mas por naturalmente não poder se despedaçar inteiro, converteu a emoção toda em lágrimas. Fechou os olhos. A alma estava saciada. A sala olhava para ela comum sorriso cativante. E descobriu também -ao secar os olhos- que o Sol também acompanhava a sala no seu gesto, além de desviar todos os seus raios rubros para a menina, formando um caminho de luzes, que parecia que a levaria à felicidade e satisfação plena. Pode ser que sim, afinal, ninguém nunca chegou ao Sol para descobrir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ou já chegaram?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Muitos já chegaram e voltaram à Terra, mas diferentes. Brilhavam em seus rostos e olhos. Por vezes, a brilho desaparecia -e a razão só se pode saber pelas próprias pessoas- mas sempre voltava, e continuava a brilhar mais e mais. Tudo isso porque o Sol resolveu chamar algumas pessoas para conhecê-lO.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O rosto da menina começou a brilhar. Seu coração sorriu, e seus lábios o imitaram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-1234553519461754298?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/1234553519461754298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/02/o-sol-esta-aqui.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1234553519461754298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/1234553519461754298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/02/o-sol-esta-aqui.html' title='O Sol Está Aqui Por Perto'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-4590619909737383249</id><published>2009-02-07T22:05:00.004-02:00</published><updated>2009-06-03T13:41:13.916-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Pintor de Almas</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Desenhei-me em papel amarelo&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Com meus traços, meu pincel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Risquei meu rosto, em formato singelo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;E vi-me feio, o mais feio de toda terra e céu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Apaguei-me e tentei novamente:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;"Não podem ser tão tortas minhas linhas!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Mas, no semblante descontente,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Revelou-se que o resultado se mantinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Na frustração, no choro,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;No limiar do desespero,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Aproximou-se um homem:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;"Olha só o que vejo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Não chore, amigo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;E nem por pinturas derrame prantos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Sei do que precisa,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Em meus braços encontrarás descanso."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;No conforto do abraço,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Atarefou-se com o pincel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Em sutis toques em compasso,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Mágica fez no papel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Endireitaram-se linhas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Cores mudaram de tom,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;E viu contente após o que fez,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Que tudo, tudo ficara bom.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-4590619909737383249?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/4590619909737383249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/02/pintor-de-almas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/4590619909737383249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/4590619909737383249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/02/pintor-de-almas.html' title='Pintor de Almas'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-2423780212596331488</id><published>2009-02-04T22:26:00.005-02:00</published><updated>2009-06-03T13:41:22.079-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 3'/><title type='text'>Capítulo 3</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;/span&gt;O Sol raiou por entre véu que se estendia pela porta, iluminando justamente o rosto de Merkill, como se o convidando (de um modo pouco gentil) a se levantar e seguir viagem. Afundou a cabeça no travesseiro, tentando se esquecer de todas suas obrigações e na tentativa de se convencer que podia dormir mais um pouco, ou pelo menos manter os olhos fechados, relaxando-os. Mas a luz estava particularmente intensa naquela manhã, não deixando qualquer outra alternativa ao pescador.&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;/span&gt;Vestiu-se e arrumou sua bagagem. De sandálias nos pés, saiu da pequena casinha de barro, agradecendo à família que gentilmente a cedeu para aquela noite, indo em seguida rumo ao cais. O movimento na pequena cidade litorânea era de um ritmo preguiçoso. Comerciantes iam montando tranquilamente suas barracas, na esperança de um grande dia de vendas, via-se algumas mulheres aproveitando o clima ameno do começo de manhã andando em direção ao poço, carregando habilmente quantas jarras um ser humano seria capaz de carregar (francamente, poucos humanos seriam capazes da façanha daquelas mulheres), e algumas crianças, que não podiam perder um segundo de seus dias, eram responsáveis pela agitação maior da manhã. Não demorou muito e Merkill chegou ao cais, passeando com seus olhos pelo horizonte, a fim de encontrar o homem que lhe prometera uma embarcação, mas acabou se distraindo com o mar azul turquesa que brilhava a luz do Sol Leste, que encostava de maneira suave nas ondas, como se as acariciasse, praticamente paralela com estas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;/span&gt;Enfim, viu uma embarcação quase solitária sendo preparada por um homem franzino de cabelos brancos, que puxava uma rede já gasta de dentro do pequeno barco de madeira, já que o pescador não iria pescar. Merkill achegou-se a ele, ajudando-o a terminar a última tarefa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;/span&gt;-- Está pronto! - comentou o velho homem - Tem certeza que quer este barco?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;/span&gt;-- Não... E sim. Algo me diz que me darei bem com ele. - respondeu Merkill, complementando com um sorriso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;/span&gt;-- Bem, então aqui vão algumas instruções sobre o barco...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;/span&gt;-- Creio que não preciso, - interrompeu Merkill - já naveguei muitos barcos, e este não me parece muito diferente ou especial...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;/span&gt;-- Jovem, escute-me! Ele é mais especial do que se pode imaginar. E creio que vai ser de bom uso para o fim que deseja, pelo o que você me contou. - após um silêncio confuso do pescador moreno, o velho dono do barco continuou - O barco não gosta de ser comandado. Você tem que deixá-lo fazer tudo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;/span&gt;O pescador ainda ficou um tempo discutindo com o velho, não entendendo muito o que quis dizer com isso e assegurando-o que era um grande marinheiro. Mas o velho insistia com seu conselho, enfatizando-o mais uma última vez:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;/span&gt;--Deixe-o fazer tudo, meu jovem!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;/span&gt;Merkill lançou um sorriso irônico e pulou para dentro do barco, contente por finalmente poder viajar e cansado de conversas malucas. Como para contentar o velho (ou para não ser novamente importunado por suas idéias nada convencionais), deixou que o barco deixasse sozinho o cais, partindo rumo ao Sol que fugia das águas, subindo lentamente aos céus. Mas uma vez que não se via mais o velho (ou não podia mais se ouvi-lo), Merkill começou a comandar o barco e ajeitá-lo conforme a sua sabedoria de muitas viagens pelo mar. Realmente ele não mentia quando dizia ser um ótimo marinheiro. Alguns diriam que tinha uma habilidade surpreendente para alguém da sua idade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;/span&gt;Por algumas horas, tudo pareceu correr bem e não se pensava mais no velho de cabelo grisalho, mas veio então, sem avisos, uma enorme tormenta, de forma que o pequeno barco quase virou e sucumbiu severas vezes. O pescador lutou coma tempestade por tanto tempo que perdeu a contagem dos dias. Seus músculos encontravam-se tão fatigados que a cada movimento, parecia-lhe que o sangue que fluia no seu corpo transformava-se em metal e rasvaga suas veias, dos braços à ponta dos pés. Por fim, a tempestade passou, mas o velejador não sabia mais o quanto havia navegado, nem sequer uma pista daonde estava, além de não encontrar forças nem sequer para pensar e tomar decisões. Foi quando as palavras daquele velho do cais lhe pareceram mais atraentes e menos loucas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;/span&gt;-- Desisto... faça tudo, então... Disse numa voz fraca e depressiva, quase inaudível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;/span&gt;De repente, ao soltar de vez as cordas da vela do barco, este inclinou-se bruscamente à esquerda seguindo o Nordeste. Merkill assustou-se, e por instinto esticou os braços para tomar novamente o controle do barco, mas algo o impediu. Se hoje perguntarmos para ele o que o impediu de tomar posse novamente daquele barco, vreio que não saberia responder, mas o importante é que seus braços foram freiados e em seguida recuaram para junto ao peito. Estava muito cansado. Virou-se e dormiu, deixando que o misterioso barco fizesse o resto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;/span&gt;Também não se soube por quanto tempo dormiu. Horas ou dias. Mas ao abrir os olhos, encontrou algo que não via há algum tempo: terra. Não apenas terra, mas a terra a que se destinava. Sentou-se curioso e animado, tocando o barco, como se tentando descobrir seu segredo em seu casco. Desistindo, levantou os olhos e sorriu. Pegou suas malas e desceu, agora só resta continuar...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-2423780212596331488?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/2423780212596331488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/02/capitulo-3.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/2423780212596331488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/2423780212596331488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/02/capitulo-3.html' title='Capítulo 3'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-5928976433483699583</id><published>2009-02-01T15:30:00.003-02:00</published><updated>2009-06-03T13:41:35.463-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>Conforto</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;/span&gt;Entrou em casa, arremessou a mochila sobre o sofá, que pousou agressivamente, caindo ao chão logo em seguida, como se todo o mundo estivesse errado naquele dia. Buscou um copo. Água. Quatro goles. O copo repousou no balcão (alguns não usariam 'repousar', mas talvez 'arrematar'). Os pés passaram apressada e tortuosamente pela sala, até encontrarem descanso numa poltrona. A cabeça também descansou, mas esta deitou-se nas mãos enrijecidas. O corpo todo não estava confortável, e nem a mente. Até que...&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;/span&gt;Veio sobre ele uma sensação estranha, o corpo se aqueceu todo e pareceu-lhe que algo o segurava. Sentiu-se flutuando, mas com algo que o sustentava, e mesmo assim não abriu os olhos. Afinal, sabia quem estava lá. Os sentidos todos emudeceram por um milésimo de segundo. Nem o ar existia mais. Até que tudo voltou ao normal, exceto que alguém havia levado dele todas as suas preocupações, seus medos. Tudo aquilo que tinha o poder de assustá-lo e fazê-lo temer e tremer parecia agora leve e sem importância.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;/span&gt;Mais um milagre.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-5928976433483699583?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/5928976433483699583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/02/conforto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/5928976433483699583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/5928976433483699583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/02/conforto.html' title='Conforto'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-6588957919550291194</id><published>2009-01-30T19:56:00.004-02:00</published><updated>2009-06-03T13:41:54.754-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>Noite de Vento</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Nunca alegrei-me tanto no vento&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Nunca o vento soprou tanto sobre mim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Achei graça tanto em Sol quanto em Lua&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Estrelas me viam entoar assim:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Quem diria que os dias eram tão belos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Ou que as noites cheiravam contentamento?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Quem poderia decifrar isto,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Isto, que vem carregado pelo vento:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Nada mais que um desejo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Nada mais que um beijo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Obrigado, vento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-6588957919550291194?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/6588957919550291194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/01/noite-de-vento.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6588957919550291194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/6588957919550291194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/01/noite-de-vento.html' title='Noite de Vento'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-8167722928550541687</id><published>2009-01-27T22:19:00.004-02:00</published><updated>2009-06-03T13:42:06.893-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>Perfeitamente Imperfeito</title><content type='html'>pensei no que dizer...&lt;br /&gt;mas não consigo pensar em muitas coisas diferentes.&lt;br /&gt;não vou pensar, então desculpa se não sair nada que preste, ou nada do que esperava.&lt;br /&gt;se eu me esforçar para não ocupar em nada a minha mente, vou acabar ocupando ela com meu esforço, então muitas das minhas tentativas terão sido (vão ser) em vão.&lt;br /&gt;se eu simplesmente me deixar levar pelos meus dedos (o que devo confessar que é muito mais fácil aqui do que com lápis e papel), vou dizer coisas que não devia e me arrepender depois, então vou procurar ser cauteloso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que pensando ou não, sairá das minhas mãos apenas Você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando mais nisso (desculpe, sei que prometi não pensar, mas acho que não consigo :/), percebo que é uma coisa boa. Digo, se todos os meus pensamentos partirem de Ti, todos serão perfeitos. Então, se todas as minhas ações partirem de Ti, elas também serão perfeitas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que não e sim ao mesmo tempo. Depende do seu conceito de perfeição. Julgando pelos meus defeitos e falhas, nenhuma ação, por mais que partisse do ser mais perfeito, seria irretocável... Mas, se considerarmos que vistes anteriormente as minhas falhas, e que sabia de todas... e que, ao partir de Ti, minha ação fosse repleta de todo meu coração, ela seria perfeitamente imperfeita, ou melhor, do jeito que era pra ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é mais ou menos assim com a minha vida. Não posso evitar de errar, falhar, pecar. Mas se eu me voltar a Ti com todo omeu coração... nenhum erro será mais considerado :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-8167722928550541687?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/8167722928550541687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/01/perfeitamente-imperfeito.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8167722928550541687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8167722928550541687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/01/perfeitamente-imperfeito.html' title='Perfeitamente Imperfeito'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-8981651740448991283</id><published>2009-01-23T22:33:00.006-02:00</published><updated>2009-06-03T13:42:18.495-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>O Meu Jeito de Adorar</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se ao menos&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;eu conseguisse descrever tudo o que me acontece, se eu pudesse desvendar por onde caminhos me levariam...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;No fundo, desejo isso. Por medo, por ansiedade. Afinal, se pudessemos saber se sofreríamos ao passar por certas portas, não as escolheríamos e muito desgaste seria poupado. Mas por outro lado, nunca descobriríamos o que nos aguardava por detrás dela e como isso nos mudaria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Cheguei a uma conclusão que pode estar errada, mas vale a pena tentar: Acho que quando sofremos é quando temos as melhores oportunidades para amadurecer, e se conseguimos aproveitá-las, aprenderemos a esperar pelas coisas certas nas horas certas, não se decepcionar com as coisas erradas, lidar com frustrações e esperanças, enfim, a melhorar para nós mesmos e para os outros, dando alguns passos em direção à satisfação... a, quem sabe, a felicidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Pensando melhor, não quero mais saber e prever tudo o que pode acontecer comigo. Se eu souber, sei que não vou ter coragem para escolher as opções certas e ficarei parado no tempo, estático, com medo de sentir ou não algo. Quero (e vou, até por que não tenho muita escolha, pois uma coisa que aprendi bem é que não consigo de jeito nenhum prever meu futuro. Por mais teorias que acabe criando, acontece comigo algo totalmente diferente de todas elas :P) não saber de nada. Se acontecer comigo algo ruim, não vou ter me preocupado com isso antes, e minha mente não vai estar tomada pelos meus anseios, me impossibilitando de reagir de qualquer forma. Se, por outro lado, acontecer comigo coisas boas, curtirei o prazer da surpresa, do novo, e não terei comigo aquela obrigação que as vezes nos amola de se divertir ao máximo em uma situação. Apenas me divertirei e me contentarei com isso :).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Farei assim: não abrirei nenhuma porta!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Deixarei... Quero que o meu Deus, que me conhece muito melhor do que eu mesmo e sabe exatamente daquilo que preciso e gosto, as escolha conforme a sua vontade. Quero que o que se passe ou fique na minha vida, coisas, situações ou pessoas, sejam quem ou o queEle me designar. Um dia, espero ser exatamente (ou o mais próximo possível... vou tentar) quem Ele sonhou que eu fosse, e assim, que Ele tenha prazer na minha vida, por causa do seu inexplicável amor que me cerca por todos os lados, mesmo sendo eu a última pessoa que o poderia merecer. Sinto desejo de adorá-lO... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;"...A Deus agrada o coração quebrantado e contrito"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;"Os verdadeiros adoradores são aqueles que adoram em espírito e em verdade"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-8981651740448991283?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/8981651740448991283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/01/o-meu-jeito-de-adorar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8981651740448991283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/8981651740448991283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/01/o-meu-jeito-de-adorar.html' title='O Meu Jeito de Adorar'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-7503620735570715137</id><published>2009-01-17T00:01:00.005-02:00</published><updated>2009-06-03T13:42:26.608-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>Relato Inesperado</title><content type='html'>Não pretendia inicialmente que isso fosse nenhum tipo de relato sobre meus dias, mas não sou exatamente eu que decido o que vou escrever, entao aí vai.&lt;br /&gt;Ultimamente me sinto engolido por várias circunstâncias e sentimentos misturados . Minha cabeça tem pensado coisas capazes de quebrar meu equilíbrio, e meu coração tem me sufocado, de forma que eu mesmo perco a consciência dos meus dias. E nessa mistura de pensamentos e sentimentos, circunstâncias e acontecimentos tem aparecido em momentos pouco oportunos. E me sinto... triste, eu acho [? não sei].&lt;br /&gt;E então, como em poucos e raros momentos de luz, paro pra por ordem em mim mesmo. E descubro que as coisas não têm sido ruins, pelo contrário, muitas coisas gostosas e preciosas me vem acontecendo e nem percebo. Tenho sido guiado por caminhos tortuosos mas necessários e eu, na minha profunda ingratidão, me vi reclamando.&lt;br /&gt;Pedi perdão.&lt;br /&gt;Percebi que não preciso me sentir alegre pra me sentir bem, e que estar triste não é errado (afinal, em algum momento eu tinha que ficar triste - embora não seja nada grave MESMO, coisa um pouco boba, se pensarmos direito - e quando ficamos tristes conseguimos aproveitar e perceber melhor os momentos felizes). Também vi que não devo ridicularizar aquilo que me afeta (e quase fiz isso nesse mesmo texto), mas criar algumas distrações (como trabalho, que veio muito a calhar...) pra não precisar ficar pensando nelas é bom.&lt;br /&gt;Vai tudo passar um dia na vida (até aprópia vida), tanto coisas boas quanto ruins, e outras virão tomarão seus lugares. Mas levo sempre comigo... Vou reformular: Sou levado sempre por aquele que nunca mudou e nunca passará, e que nas mais pequenas coisas (como na música que tenho vontade de ouvir no momento, e de alguma forma ela toca em algum lugar) vem cuidando de mim - e os meus momentos mais obscuros de desespero se passam quando esqueço disso- além de ser beeem paciente.&lt;br /&gt;Já sinto tudo melhor. :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-7503620735570715137?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/7503620735570715137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/01/no-pretendia-inicialmente-que-isso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7503620735570715137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/7503620735570715137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/01/no-pretendia-inicialmente-que-isso.html' title='Relato Inesperado'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-294630304416253040</id><published>2009-01-08T19:50:00.005-02:00</published><updated>2009-06-03T13:42:37.397-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 2'/><title type='text'>O Monstro e a Lua</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;Tive um sonho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Um monstro de cabelos brancos olhos como veneno engolia a Lua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mas ela não desaparecia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Esqueci de dizer que era noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O verde da grama reluzia a luz da Lua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E ela não desaparecia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Talvez porque ela não tenha cumprido o seu propósito. Talvez ela ainda tenha muito o que fazer por aqui. Iluminar e nortear o caminho das pessoas durante a noite? Não sei, talvez outra coisa, quem vai saber?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Como se para chamar minha atenção, ela afastou o monstro com um sopro. E olhou pra mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E acabou...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Não sei como continua...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-294630304416253040?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/294630304416253040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/01/o-monstro-e-lua.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/294630304416253040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/294630304416253040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/01/o-monstro-e-lua.html' title='O Monstro e a Lua'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-2980263172089214073</id><published>2009-01-04T23:33:00.005-02:00</published><updated>2009-06-03T13:42:51.035-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>Irmãos? Não. Mais.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Algumas coisas a gente precisa saber deixar pra trás.&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Digo, por melhores que alguns momentos sejam, quando chegar a hora deles passarem, a gente tem que saber deixá-los ir... mas não significa que devemos esquecê-los! Isso não! Se esquecermos tudo aquilo que passamos, daonde viemos, esquecemos tudo aquilo que somos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Mas, descobri que tem algo que nao devemos deixar nunca... mas devemos agarrar com toda força possível e caminhar junto: Amigos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Bons amigos tem valor incomparável, significado ilimitado e podem te surpreender das formas mais gostosas possíveis. Eu poderia por um texto aqui, que significaria tudo o que venho tentando dizer... mas só os meus amigos entenderiam :P&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;entao apenas deixo isso:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;"nenhum caminho é longo demais quando um amigo nos acompanha" [tá em Provérvios, mas pra ser sincero, esqueci aonde :P, mas nao é o importante]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-2980263172089214073?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/2980263172089214073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/01/algumas-coisas-gente-precisa-saber.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/2980263172089214073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/2980263172089214073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/01/algumas-coisas-gente-precisa-saber.html' title='Irmãos? Não. Mais.'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3543268149854125545.post-2978514890072213060</id><published>2009-01-03T08:05:00.004-02:00</published><updated>2009-06-03T13:43:03.730-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno 1'/><title type='text'>Propósitos</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Certos dias, prefiro ficar só em casa. Mas não fico. Por algumas razões: tendo minha família compromissos, de alguns não consigo escapar, e também por que normalmente iremos pra algum lugar com boa comida \o/. &lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Já falei que gosto de ser surpreendido?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Pois é, sempre quando ia em lugares assim, que não tinha muita expectativa de conhecer as pessoas, passava pela minha cabeça "mas, e se eu encontrar alguém lá, e viver uma das maiores aventuras da minha vida" (diga-se de passagem que nunca aconteceu, pra decepção de alguns). Nunca encontrava essa pessoa, mas digo que em algumas vezes encontrei coisas melhores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Sei que estamos ""destinados"" (considerem as quatro aspas) a passar por algumas coisas, que não entendemos de início (ou talvez nunca), mas são peças importantíssimas para a construção do seu caráter, seus gostos, medos, afinal, de quem você é! Gosto de me ver num livro, sendo escrito por um grande Autor, que comenta tudo aquilo que vejo, sinto, as cores, os sons e as emoções (mesmo não sabendo distingui-las ao certo). E como todo grande autor, Ele faz seu personagem passar por coisas que a princípio não tem a menor importância (uma palavra, um gesto, um acontecimento, um lugar, qualquer coisa), mas uma vez avançadas as páginas do livro, aquilo seria... magnificamente cheio de significado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Considere-se agora num livro, sendo escrito pelo melhor Autor já visto: agora sinta a sensação de que a qualquer momento, virá o melhor momento da sua vida. Seja surpreendido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3543268149854125545-2978514890072213060?l=umanovaviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/feeds/2978514890072213060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/01/propsitos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/2978514890072213060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3543268149854125545/posts/default/2978514890072213060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umanovaviagem.blogspot.com/2009/01/propsitos.html' title='Propósitos'/><author><name>Levi Agreste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04566584626196248857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Diqd3qersH0/SsPxzMkKN6I/AAAAAAAAAFc/e0iVtOO_hz4/S220/OAAAAPwq8kBNPVCeYkqsrSKNnPWxlc1imAVZei1go-LaGJUCWN2UM8CoV35XD6qtvho6z4O-gJpFPgsCdNMmqqxULqIAm1T1UO4hStw3gqo4l_HHQbeaYS-alScg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
