Arrasta-se furtivo o traiçoeiro
e leva consigo o punhal enganador.
Suas palavras venenosas cheiram a mel
e os olhos, fitos no tesouro, disfarçam a alma.
Pelos becos escuros trama,
mente, desmente e convence o distraído.
Engendra com gestos e elogios desmedidos
- claro, com todo cuidado - seu vil plano.
Tece inteira a teia
e cava a escura cova.
Cobre cada pequeno espaço
e aguarda ansiosamente pelo bote.
Mal sabe ele, pobre coitado,
a falha do plano infernal:
Seu pé tropeça na cova
e a mão enrosca na teia.
A dança inverte o compasso.
O homem vil, em desespero,
é preso pelo próprio laço.
Cai de joelhos, rendido,
e observa o riso farto do vencedor,
que andava pacientemente
- acompanhado
de seu salvador.
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17.6.14
4.11.13
Salmo 1
A felicidade não é para os pés errantes
ou os passos cambaleantes do aventureiro.
É estar enraizado, fixo, certeiro
em meio às tempestades desconcertantes.
Pobre de quem foge da palavra de ferro e prata,
a voz escrita em traços legíveis e claros.
No fim, se espalha pelos dias cansados
e não fica para a tal bela serenata.
ou os passos cambaleantes do aventureiro.
É estar enraizado, fixo, certeiro
em meio às tempestades desconcertantes.
Pobre de quem foge da palavra de ferro e prata,
a voz escrita em traços legíveis e claros.
No fim, se espalha pelos dias cansados
e não fica para a tal bela serenata.
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