26.5.09

Descomplicar... e pronto

- Por quê?
- Porque é simples
- Simples?
- É... como um abraço. Você só precisa se decidir se quer ou não abraçar e... abraçar
- Como um abraço? Mas não é nem um pouco mais complicado? Jurava que era complicado...
- Todo mundo acha. Mas é simples: Eu te amo e pronto. Te quero aqui... perto.
- Assim? Eu? Certeza?
- Hehe, certeza... Não pense em mais nada. Eu te amo e pronto. É só o que você precisa saber.

18.5.09

Já os segundos

Se fizeram inesperadamente. Posto no chão (graciosamente, devo falar, e em todos os sentidos), sentiu finalmente os pés e os dedos. Via agora que quem o atacava era ele mesmo, e atingindo agora a razão, não sabia mais o porquê. Mas sabia que assim que os pés encostaram na grama, madeira, mármore, seja lá o que for, a cabeça já deu uma escapadinha até as nuvens (agora que não havia mais mãos a impedindo, tinha que aproveitar). Tudo tinha o mesmo cheiro do velho, das coisas que já se conhece, e percebeu que ainda não era hora para se fazerem novas todas as coisas, mas que se podia fazer muito com as antigas.
De papel e lápis na mão (velhos), começou a usar todo Ele, todo seu, na dança onde rapidamente se mistura o negro com o branco. Voltou a sonhar.
Percebeu que não só tinha permissão, mas era a coisa mais sensata do mundo fugir por uns tempos do próprio mundo.

Um dos primeiros encontros

Me encontrei com o medo
Não esperava
Nem eu, nem ele

Cercou-me com as mãos
A minha falta de respiração
Cegou os olhos

Dedos meus escorregavam
Diante do rosto do inimigo
Meus pés não alcançavam
(Nem o chão, nem ele)

Culpa

Um tempo rápido
Mais curto de todos
Girando o mundo
Nos devidos agouros
Matando estandarte
Do suave planar
Pregando a morte
No simples andar
Definhando o mundo de sua visão
Adeus, sombra, tortura em vão