7.2.09

Pintor de Almas

Desenhei-me em papel amarelo
Com meus traços, meu pincel.
Risquei meu rosto, em formato singelo,
E vi-me feio, o mais feio de toda terra e céu.

Apaguei-me e tentei novamente:
"Não podem ser tão tortas minhas linhas!"
Mas, no semblante descontente,
Revelou-se que o resultado se mantinha.

Na frustração, no choro,
No limiar do desespero,
Aproximou-se um homem:
"Olha só o que vejo!

Não chore, amigo
E nem por pinturas derrame prantos.
Sei do que precisa,
Em meus braços encontrarás descanso."

No conforto do abraço,
Atarefou-se com o pincel.
Em sutis toques em compasso,
Mágica fez no papel.

Endireitaram-se linhas,
Cores mudaram de tom,
E viu contente após o que fez,
Que tudo, tudo ficara bom.

4 comentários:

  1. Anônimo8.2.09

    espero que você não se sinta assim pq vc é lindo!
    mas se precisar do abraço...pode ser de uma amiga...eu...
    esta lindo o poema...
    maravilhoso...
    bjus
    camila

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  2. E as coisas q poderiam ser lindas, ficam mais lindas, pq Ele está lá! ;]

    Gostei muito do poema! =]

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  3. Anônimo9.2.09

    Retrato de todos nós...

    Tenho muito orgulho de você!

    Mami

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  4. Anônimo27.2.09

    Cara simplismente perfeito, pois mesmo não sendo nós artistas consagrados, conheçemos aquele que tudo criou, e que tudo fez com perfeição! =D

    Seu primo, Matheus

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