12.6.09
Recomeço
sub m 1. Parar de mentir para si mesmo e perceber que já é hora 2. Quando há indignação sobre seu próprio ser, mas amor a ponto de se deixar merecer melhoras 3. Parar a caminhada e observar os seus passos errados, mirar na direção daquelas conhecidas pegadas e segui-las para onde realmente se deve ir 4. Perceber que não se tem mais forças para tentar fazer o bem, vendo em si mesmo as mais horrendas marcas que jamais em sã consciência queria se causar (mas as fez... mais de uma vez) e se render por completo, morrendo mais uma vez para si mesmo 5. Popularmente conhecido como Perdão
"Aquele que pouco perdão recebeu pouco amou... Quem muito ama, muito foi perdoado."
8.6.09
Alguns Fios Soltos
Entender o que se passa. Que essas letras, essas simples letras, essas mesmo que passam rapidamente por nossos olhos, cada uma delas, cada uma foi separada. E no desespero de se fazer o certo ou o não-errado, algumas escapamh e cfausamj congfusãob.
Acabei de escrever mais algumas, mas já as apaguei e nunca mais se saberá o que existiu nesse mesmo espaço.
Tenho que dizer: as coisas nunca fizeram tanto sentido.
Por mais que fujam
Não se perdem
Pois cada uma delas
Correu para onde devia ir
Para sua cama,
Seu repouso,
Pra depois partir.
As letras se encaixam no mais ordinário gesto. Num simples comando de voz. Voz inaudível, devo dizer. Mas uma voz que carrega as palavras num rio de harmonia, um rio sem aparente direção, mas que vai exatamente onde pretende: para todos os lados.
Tenho que dizer: vidas mudam
E elas inundam,
Carimbam,
Não respeitam.
Ainda bem
Se fazem de bobas,
Entorpecem, obedecem
E não temos mais chance
Ainda bem
E assim se fez um simples raiar de dia. Sorrisos molhados de olhos tropeçavam-se uns nos outros. Não se sabe dizer o que existia ali, vi somente gente, mas senti mais. A música enchia o ambiente e o coração. A cabeça não mais funcionava, porque nada mais a preocupava, apenas queria curtir a alegria. Os pés? Ah, eles já dançavam sozinhos (E para aqueles mais acanhados, pelo menos marcavam compasso com batida no chão). Algumas confissões (de amor, lógico). Nenhum rumor ou dúvida. Agora, entendi.
Só se entende, quando se conhece o Dono das Letras
5.6.09
Graça
O vento estava estático e não se ouvia quase nada, com exceção de dois pássaros que se cantarolavam quase apaixonadamente. O céu estava claro e sem nuvens e, com o calor do Sol batendo em seu rosto, moveu-se em direção ao trabalho (afinal, o tempo não parou por sua causa). Passou por uma árvore. Altiva e bela, erguia-se ante o teto azulado. Percebeu nela algo que o acompanhava também, que o fazia crescer, não importa os invernos que chegassem. Soltou no ar um sorriso e marcou passo. Estava vivo.
3.6.09
(des)Graça
Acho incrível como pontos conseguem se divertir! Tem tanto o que fazer, e se é tão pequeno. Mas mesmo assim... Há música, mesmo que não se mereça. Há goiabas, mesmo que seu gosto seja tão supremo. E os pontos aproveitam, sem nem perceberem seu tamanho. O quanto se é permitido e o quanto se torna pura insolência?
[...]
Sou um ponto
A mim foi-me permitido viver. E muito mais.
Só não me deixo.
Desleixo.
Mato-me por dentro, mas não quebro as barreiras.
[...]
Sou um ponto
A mim foi-me permitido viver. E muito mais.
Só não me deixo.
Desleixo.
Mato-me por dentro, mas não quebro as barreiras.
Quebre-as por mim...
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